segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cientistas acreditam que poderiamos ver um segundo sol

O físico australiano Brad Carter, da Universidade de Southern Queensland, acredita que a Terra teria em torno de 2012 um "segundo sol" por causa da explosão de Betelgeuse, uma supergigante vermelha localizada a 640 anos-luz da Terra, na constelação Orion.


"É uma estrela velha prestes a esgotar o seu combustível (...) Quando isso ocorrer, num prazo muito curto, ela irá explodir", disse Carter, citado pelo portal de notícias news.com.au. Ele acrescentou que o colapso de Betelgeuse pode ocorrer antes de 2012 ou nos próximos milhões de anos.

Assim que isso acontecer, a noite na Terra se tornará dia por várias semanas. "Haverá uma luz incrível para um curto período de tempo, talvez, por um par de semanas, mas nos próximos meses começará a desvanecer-se até que é difícil notar", disse o cientista.

Betelgeuse é a segunda estrela mais brilhante da constelação de Orion. Perdeu 15% de seu tamanho nos últimos 17 anos.


As palavras de Carter na internet geraram uma enxurrada de comentários que se relacionam com a possível explosão de Betelgeuse com o calendário maia e a previsão apocalíptica supostamente em 2012.

Os astrônomos nativos americanos, árabes e asiáticos deixaram provas de que a explosão de uma estrela que conhecemos hoje como supernova do caranguejo, em 1054, poderia ser vista no céu de noite por 653 dias.

Fonte:
http://sp.rian.ru

Nasa divulga imagem de estrela com cor alterada pela luz

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou imagem da estrela Zeta Ophiuchi, vista em azul no centro da imagem, que se localiza na constelação de Serpentário.


A estrela, quando vista por meio de instrumentos com luzes visíveis, é vista na cor vermelha. Já com a utilização de radiação infravermelha, com a sonda Wide-field Infrared Suvey Explorer (Wise), a estrela é vista na cor azul, envolta por outras estrelas escurecidas e poeira.

A estrela Zeta Ophiuchi possui grande massa, é muito quente e seu brilho é visto por meio da onda de poeira e gás formada a sua volta.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Dragão Na Minha Garagem



- Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem.

Suponhamos que eu lhe faça seriamente essa afirmação. Com certeza você iria querer verificá-la, ver por si mesmo. São inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências reais. Que oportunidade!

- Mostre-me – você diz. Eu o levo até a minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.

- Onde está o dragão? – você pergunta

- Oh, está ali – respondo, acenando vagamente. – Esqueci de lhe dizer que é um dragão invisível.

Você propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão

- Boa idéia – digo eu –, mas esse dragão flutua no ar.

Então, você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.

- Boa idéia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.

Você quer borrifar o dragão com tinta para torná-lo visível.

- Boa idéia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir.

E assim por diante. Eu me oponho a todo teste físico que você propõe com uma explicação especial de por que não vai funcionar.

Qual a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente? Se não há como refutar a minha afirmação, se nenhum experimento concebível vale contra ela, o que significa dizer que o meu dragão existe? A sua incapacidade de invalidar a minha hipótese não é absolutamente a mesma coisa que provar a veracidade dela. Alegações que não podem ser testadas, afirmações imunes a refutações não possuem caráter verídico, seja qual for o valor que possam ter por nos inspirar ou estimular nosso sentimento de admiração. O que eu estou pedindo a você é tão somente que, em face da ausência de evidências, acredite na minha palavra.
(Carl Sagan)




Extraído do livro de Carl Sagan: "O Mundo Assombrado por Demônios - a ciência vista como uma vela no escuro"

Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 — Seattle, 20 de dezembro de 1996) foi um cientista e astrônomo dos Estados Unidos.

Em 1960, obteve o título de doutor pela Universidade de Chicago. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia, como também ao estudo da chamada exobiologia. Morreu aos 62 anos, de câncer, no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea (mielodisplasia).

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pesquisas sobre antimatéria são eleitas as mais importantes de 2010

Pesquisas em antimatéria

A revista Physics World, do Instituto de Física do Reino Unido (IOP), elegeu as dez maiores descobertas na área em 2010.

Em primeiro lugar, ficaram os experimentos relacionados à pesquisa sobre a antimatéria realizados por dois grupos internacionais de físicos no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), um dos quais integrados por brasileiros.

Em novembro de 2010, uma equipe de pesquisa do experimento Alpha (Antyhydrogen Laser Physics Apparatus) conseguiu aprisionar, pela primeira vez, por 170 milissegundos (milésima fração de segundo), 38 átomos de anti-hidrogênio - antiátomos, equivalentes na antimatéria aos átomos de hidrogênio.

A equipe era composta por 35 cientistas de diferentes nacionalidades, entre os quais os brasileiros Claudio Lenz Cesar, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Daniel de Miranda Silveira, do Laboratório Riken, no Japão.

Algumas semanas depois, outro grupo, do experimento Asacusa (Atomic Spectroscopy and Colisions Using Slow Antiprotons), anunciou a criação de um novo capturador de átomos de anti-hidrogênio que poderá ser utilizado para estudá-los com a ajuda de microondas.

Segundo os físicos, sob as condições adequadas, matéria e antimatéria podem ser criadas do nada. [Imagem: iStockphoto/Evgeny Kuklev/Umich]

Antiátomos

De acordo com os editores da Physics World, as descobertas sobre o anti-hidrogênio realizadas pelos dois grupos no Cern ficaram em primeiro lugar no ranking elaborado pela publicação, porque deverão tornar possível realizar estudos mais precisos sobre os antiátomos.

E, ao compará-los com os átomos de hidrogênio, poderão esclarecer um dos maiores mistérios da física: por que há mais matéria do que antimatéria no Universo?

"A física não tem um bom modelo para explicar a ausência no Universo da antimatéria, que é criada juntamente com a matéria e é o espelho dela, mas com carga trocada", disse Lenz Cesar.

"O fato é que não existe antimatéria naturalmente no Universo, porque, se houvesse, ela se encontraria com a matéria e as duas se aniquilariam, produzindo raios gama e outras partículas", explicou.

Em um fenômeno nunca antes visto, o telescópio Fermi detectou feixes de antimatéria sendo produzidos em tempestades de raios na Terra. [Imagem: NASA]

Violação de CPT


Segundo o cientista, uma das pistas para uma melhor explicação da desigualdade na distribuição de matéria e antimatéria pode estar na violação do Teorema de CPT (carga-paridade-tempo) da física de partículas.

O teorema prevê que os antiátomos, enquanto compostos por partículas de cargas inversas às que compõe os átomos normais, devem ter as mesmas características desses, como por exemplo, os níveis de energia e seus tempos de vida.

A descoberta de uma diferença entre os níveis de energia de um antiátomo de hidrogênio com relação aos de um átomo do mesmo elemento químico pode ajudar os físicos a entender porque não há antimatéria naturalmente no universo. Isso provocaria uma mudança radical na física.

"Se os níveis de energia do átomo e do antiátomo de hidrogênio forem iguais, continuaremos sem uma boa explicação para a ausência de antimatéria no Universo. Mas, se forem diferentes, será necessário reescrever a teoria fundamental da física", disse Lenz Cesar.

Usando a aniquilação de matéria e antimatéria, cientistas deram os primeiros passos rumos à criação de um laser de raios gama, um novo tipo futurístico de laser. [Imagem: David Cassidy/UC Riverside]

Níveis de energia

Para fazer a comparação entre os níveis de energia de átomos e antiátomos, a equipe Alpha, integrada pelos brasileiros, pretende começar a realizar em 2012 medições com alta precisão dos níveis de energia dos antiátomos de hidrogênios que conseguiram aprisionar em novembro com o uso de campos magnéticos e elétricos intensos e temperaturas muito baixas.

Já bastante frios e caminhando lentamente pela armadilha magnética utilizada para capturá-los, para medi-los os pesquisadores reconstruirão equipamento que montaram para capturar os antiátomos de hidrogênio de modo a permitir a entrada de laser por janelas ópticas no sistema.

Ao interagir os antiátomos de hidrogênio com o laser por um longo tempo, os cientistas pretendem ver, pela primeira vez, a estrutura hiperfina dos níveis de energia das partículas e compará-los com os dos átomos de hidrogênio - o que pode fornecer a evidência para a violação do Teorema de CPT.

"Hoje, mesmo que não consigamos resfriar mais os antiátomos de hidrogênio aprisionados, teríamos a possibilidade de comparar os níveis de energia da matéria e da antimatéria em precisão de partes em 1011. A medida atual com hidrogênio, da diferença de energia entre os níveis 1S e 2S, tem 14 algarismos significativos. Mas, nesse experimento, temos a expectativa de fazer a medição com uma precisão insuperável, que até hoje ninguém conseguiu", afirmou.

A descoberta do anti-hiper-tríton abriu as portas para novas dimensões da antimatéria. [Imagem: STAR]

Bases da física

De acordo com Lenz Cesar, os pesquisadores brasileiros exercerão um papel muito importante no novo experimento. O laser que será utilizado no equipamento para visualizar os antiátomos de hidrogênio está sendo projetado paralelamente na UFRJ e em Genebra, na Suíça, onde está localizado o Cern.

Além disso, o segundo cientista brasileiro que participa do projeto, Silveira, é o atual coordenador técnico do projeto colaborativo de pesquisa. "Ele vai consolidar os desenhos técnicos do novo experimento, que é uma posição extremamente importante em um experimento desse alcance", contou.

Orientado por Lenz Cesar em seu doutorado e primeiro pós-doutorado, na UFRJ, Silveira seguiu para o Cern em 2006 para realizar seu segundo pós-doutorado. E, após quatro anos no laboratório suíço, deverá retornar ao Brasil em agosto de 2011, para lecionar na UFRJ.

Lenz Cesar começou a participar do projeto desde o início, em 1996, após concluir seu doutorado no Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT).

Durante o curso, o físico brasileiro fez uma das medidas mais precisas já realizadas sobre os níveis de energia do átomo de hidrogênio, que os pesquisadores pretendem repetir, agora, com os átomos de anti-hidrogênio.

"Esse trabalho, do ponto de vista da física fundamental, é o sonho de qualquer físico. É um experimento difícil, de longo prazo, e que poderá mexer com as bases da física atual", disse.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Churchill censurou relatório sobre Ovnis para evitar pânico

O primeiro-ministro britânico do período da Segunda Guerra, Winston Churchill, proibiu, por 50 anos, a divulgação de um suposto incidente com Ovni devido ao temor de que sua divulgação pudesse provocar pânico, segundo informações reveladas esta quinta-feira.


O neto de um oficial da Royal Air Force (Força Aérea britânica), que foi um dos guarda-costas pessoais de Churchill, escreveu ao ministro da Defesa britânico, em 1999, sobre o suposto incidente.

O relato dele e a alegada reação de Churchill foram revelados em documentos publicados nesta quinta-feira pelos Arquivos Nacionais britânicos.

Segundo estes, o avô do homem escutou por acaso Churchill discutindo o suposto incidente com o general americano Dwight Eisenhower.

De acordo com relatórios atribuídos a Churchill, um avião de reconhecimento que voltava para a Grã-Bretanha de uma missão foi encoberto por um Ovni enquanto passava pela costa britânica.

A tripulação do avião contou ter fotografado o objeto, o qual afirmam ter "pairado ruidosamente" perto da aeronave, antes de partir.

"O sr. Churchill fez uma declaração sobre a (possível) repercussão (do caso), (destacando que) 'este evento deve ser imediatamente censurado pois poderia criar pânico na população em geral e destruir a nossa crença na Igreja'", diz uma carta que descreveria o suposto incidente.

Fonte:
http://veja.abril.com.br

Sonda que irá a Mercúrio passa por "simulador infernal"

Os principais componentes da sonda Mercury BepiColombo, da Agência Espacial Europeia, foram testados em um autêntico "simulador do inferno".

O módulo MMO da sonda BepiColombo, dentro do Grande Simulador Espacial.[Imagem: ESA/JAXA]

O Grande Simulador Espacial (LSS) - Large Space Simulator), instalado na Holanda, é o mais poderoso simulador do mundo e o único capaz de reproduzir o ambiente infernal de Mercúrio para uma nave espacial em escala real.

Energia do Sol

Os engenheiros referem-se à potência do Sol em unidades chamadas "constante solar". Esta é a quantidade de energia recebida do Sol, por segundo, em um metro quadrado, à distância da órbita da Terra.

"O LSS já tinha sido capaz de simular uma ou duas constantes solares. Mas ele foi sendo atualizado e agora pode produzir um valor de 10 constantes solares," afirma Jan van Casteren, responsável pelo projeto da ESA.

As melhorias foram conseguidas de duas formas: as lâmpadas do simulador foram levadas à potência máxima e os espelhos que focam o feixe de luz foram ajustados.

Em vez de produzir um feixe de luz de 6 metros (m) de comprimento, a luz é agora concentrada em um cone de apenas 2,7 m quando atinge a nave espacial.

Isso cria um raio tão forte que teve de ser instalado um novo escudo, com uma maior capacidade de refrigeração, para "captar" a luz que escapa da nave espacial e evitar que as paredes da câmara aqueçam demais.

Sonda BepiColombo

O componente Mercury Magnetospheric Orbiter (MMO) sobreviveu a uma viagem simulada até o planeta mais interior do Sistema Solar. O instrumento octogonal, que é a contribuição do Japão para a BepiColombo, e a sua proteção solar suportaram temperaturas superiores a 350° C.

A BepiColombo é formada por duas sondas espaciais que irão orbitar Mercúrio em diferentes altitudes. [Imagem: ESA, C. Carreau]

Foi uma boa noção do que a sonda espacial deve esperar: a BepiColombo vai enfrentar uma radiação 10 vezes mais forte do que a recebida por um satélite em órbita da Terra, exatamente o valor que foi simulado agora.

A BepiColombo é constituída por módulos separados. O MMO (Mercury Magnetospheric Orbiter ficará em uma órbita longa e investigará o campo magnético do planeta. O MPO (Mercury Planetary Orbiter) ficará em uma órbita baixa e vai estudar o próprio planeta.

Além do módulo MMO, foi testado também o escudo protetor que deve manter a sonda espacial em temperatura agradável.

"O teste do escudo foi bem-sucedido. Foi demonstrada a sua função protetora da MMO durante a viagem," diz Jan.
Sonda que irá a Mercúrio passa por

Escudo espacial

Em Mercúrio, a maior parte do terrível calor do Sol será impedida de penetrar na BepiColombo por mantas térmicas especiais.

Aqui a sonda MMO aparece coberta com o seu "protetor solar". [Imagem: ESA/JAXA]

Estas mantas consistem em múltiplas camadas de material, incluindo uma camada externa de cerâmica branca e várias camadas metálicas, que refletem o máximo calor possível de volta para o espaço.

"Os testes permitiram-nos medir o desempenho da manta térmica. Os resultados permitem-nos fazer alguns ajustes para os testes da Mercury Planetary Orbiter, no próximo ano," diz Jan.

Além de ter que aguentar uma temperatura permanente de 350 °C, a Mercury Planetary Orbiter (MPO) irá aonde nenhuma nave espacial chegou: a uma órbita baixa elíptica em torno de Mercúrio, entre cerca de 400 km e 1.500 km acima da superfície escaldante do planeta.

Nessa proximidade, Mercúrio é pior do que um prato quente no fogão, liberando radiação infravermelha para o espaço. Ou seja, a MPO terá que enfrentar calor de todos os lados, o calor solar e a radiação que emana do próprio planeta.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

“Estamos contaminando Marte com vida”, diz pesquisador

Em artigo publicado nesta semana na revista científica NewScientist, o pesquisador americano Barry E. DiGregorio alerta para um tipo de poluente espacial inusitado: vida terrestre. Segundo ele, uma missão russa que enviará bactérias para Marte em 2011 estaria atrapalhando a busca por vida extraterrestre, uma vez que os microrganismos podem, mais tarde, ser confundidos com seres vivos locais.



O pesquisador estima que um trilhão de esporos de bactérias já tenham sido enviados por meio de naves espaciais e satélites não esterilizados nos últimos 40 anos para exploração da Lua, Júpiter, Marte e outros cometas e asteróides. “Vários estudos têm discutido se os esporos terrestres são capazes de se disseminar em Marte ou não. Nós ainda não sabemos a resposta, então, por que arriscar contaminar (com formas de vida externas) o planeta mais parecido com a Terra em nosso sistema solar?”, defende em seu artigo.

A realidade não foi sempre essa, explica o historiador de astrobiologia. No início da exploração espacial, as naves eram obrigadas a passar por rigorosos processos de esterilização antes de deixar a atmosfera terrestre. Em 1967, inclusive, foi escrito um tratado da ONU que determinava normas sobre o tema.

Os cuidados foram abandonados pouco a pouco e o medo mais recente daqueles que compartilham a opinião de DiGregorio é uma nave que será lançada na segunda metade de 2011 pela Agência Espacial Russa. Seu destino: a maior lua de Marte, Phobos. Sua missão: levar bactérias vivas para fora do sistema solar e trazê-las de volta com vida. “Isso não é uma violação do tratado de 1967?”, alega DiGregorio.

Segundo os proponentes da experiência, a volta das bactérias vai comprovar uma importante teoria, chamada transpermia, que supõe que a vida possa viajar entre planetas em rochas expelidas de suas superfícies. Para os defensores dessa posição, o teste de três anos ajudaria a entender as possibilidades da vida no Universo.

“Essa teoria é, no mínimo, superficial. Todos os meteoritos marcianos encontrados na Terra gastaram milhões de anos no espaço antes de chegar à Terra”, contra-argumenta DiGregorio. “Nós, seres humanos, temos um talento único para contaminar ambientes intocados. Colocamos milhões de toneladas de poluentes na atmosfera a cada ano. Envenenamos nossos solos, rios, lagos e riachos com resíduos químicos e radioativos. É alguma surpresa que também estejamos contaminando corpos celestes intocados com esporos de bactérias?”

Barry E. DiGregorio é pesquisador científico e escritor aeroespacial desde 1988. Seus artigos sobre exploração espacial e astrobiologia têm aparecido em revistas e livros de todo o mundo. É autor de Mars: The Living Planet (Marte: o planeta vivo), diretor do Comitê Internacional contra o Retorno de Amostras de Marte e historiador de astrobiologia. Possui uma das bibliotecas mais extensas e relevantes sobre o tema no Nordeste dos Estados Unidos.

Fonte:
http://veja.abril.com.br

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Richard Dawkins fala sobre seu bestseller "Deus, um Delírio"

Bill Maher entrevista Richard Dawkins sobre o seu bestseller, 'Deus, um Delírio'.


Esta entrevista foi ao ar em 11 de abril de 2008, no programa 'Real Time'. Maher, que também é um crítico ativo contra as religiões, lançou um filme sobre o mesmo tema, 'Religulous'.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Boeing testa foguete espacial pela primeira vez

A fabricante de aviões norte-americana Boeing testou, na quinta-feira (20), o foguete Delta 4, que poderá, no futuro, ser usado para levar humanos ao espaço.


(Foto: Phil Klein / AP Photo)

O lançamento foi realizado na base aérea Vandenberg, na Califórnia. O voo inaugural foi feito sem tripulação a bordo. Não é a primeira vez que uma empresa tenta ganhar o espaço. Antes privilégio das agências espaciais, empresas como Virgin já haviam desenvolvido veículos para exploração espacial em um futuro próximo.

Fonte:
http://g1.globo.com

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sociedade científica reabre debate sobre vida fora da Terra

A comunidade científica foi surpreendida este mês pela reivindicação da inglesa Royal Society de que a Organização das Nações Unidas (ONU) elabore um plano de defesa contra extraterrestres.

Publicado na revista Philosophical Transactions, o artigo da sociedade científica britânica afirma que a humanidade deveria se precaver contra um encontro que poderia ser violento, e dividiu opiniões na comunidade científica brasileira.


Para os ufólogos - os pesquisadores de discos voadores - foi uma vitória. "Foi uma coisa sem precedentes. (A Royal Society) é uma das instituições cientificas mais sérias do planeta terra. Eles estão se abrindo, lentamente", diz Ademar Gevaerd, pesquisador e editor da revista UFO. O professor e pesquisador em Astronomia e Astrofísica Kepler de Souza Oliveira Filho pondera que a possibilidade de que uma vida externa seja agressiva sempre existe, mas o astrônomo não acredita em contatos agressivos entre civilizações, "simplesmente porque as distâncias entre as estrelas são tão grandes que não há possibilidade de viagens entre elas".

Crenças e evidências à parte, o diretor do Observatório Astronômico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Basílio Santiago, vê utilidade na reflexão sobre a natureza dos ETs. "É útil na medida em que nos faz refletir sobre a civilização na Terra. Ao avaliarmos os riscos de civilizações extraterrestres, reforçamos em nós todos a noção de uma civilização humana. Isso é fundamental para os desafios de governabilidade mundial", explica.

"A comunidade científica, que por muito tempo ficou completamente fora dessa discussão por puro preconceito e ignorância, hoje começa a se abrir", comemora Gevaerd. No entanto, o ufólogo acredita que o estágio da discussão pública ainda é "primitivo". "Estão falando em micróbios e processos biológicos que podem levar uma vida. Mas reservadamente, a informação de que nós estamos sendo visitados por outras espécies cósmicas já é seriamente considerada pelas diretorias de muitas instituições", aposta.

Basílio Santiago não acredita que a reivindicação da Royal Society indique uma total mudança de posição da instituição. "Não há ainda evidência de contatos com extraterrestres. O que há são relatos isolados que carecem de confirmação e validação", observa.

Conceito de vida extraterrestre não é consenso
Oliveira Filho lembra que a procura de vida fora da Terra é muito difícil. "Primeiro, porque é preciso definir o que é vida, e não há consenso sobre a definição. Segundo, porque quando fazemos uma procura na Lua ou em Marte, ou em outros planetas e satélites aonde conseguimos enviar sondas, precisamos ter certeza de que não estamos contaminando o meio pesquisado. Terceiro, sabemos que, nestes planetas e satélites perto de nós, não há condições físicas de haver vida desenvolvida, só microorganismos, por falta de água e calor. E os planetas fora do Sistema Solar estão tão distantes, que não temos condição de enviar sondas". Resta, segundo o professor, estudar os sinais de rádio emitidos em outros sistemas e procurar por vida inteligente através de um sinal com informação.

São grandes radiotelescópios, como o de Arecibo, em Porto Rico, que buscam estes sinais de inteligência extraterrestre. "Mas há também a busca por planetas nas zonas de habitabilidade em torno de estrelas. Futuramente, será possível identificar as chamadas bioassinaturas nesses planetas, ou seja, substâncias associadas à vida", projeta Basílio Santiago.

"Conseqüências devastadoras"

Em abril de 2010, o astrofísico Stephen Hawking declarou em entrevista ao Discovery Channel que os humanos deveriam "evitar qualquer contato com ETs", porque as conseqüências poderiam ser "devastadoras".

Em setembro do mesmo ano, uma reunião de militares da reserva americana aconteceu em Washington e contou com a presença de representantes da força aérea, exército e marinha. A conferência, transmitida ao vivo pela rede CNN, teve a presença de Robert Salas, oficial de lançamentos de mísseis entre 1964 a 1971, que relatou diversos incidentes onde radares teriam detectado objetos voadores não identificados. Segundo seus relatos, os discos voadores teriam sobrevoado as ogivas em baixas altitudes, fazendo os mísseis pararem de funcionar, encerrando a comunicação deles com os instrumentos de lançamento. Também foi declarado que, durante testes militares de lançamento de foguetes com ogivas desarmadas, mísseis foram destruídos em pleno ar por discos voadores.

Pesquisa no Brasil

O Brasil teve as primeiras comissões de pesquisa sobre o tema no mundo, contando inclusive com centros de pesquisas ufológicas dentro da força aérea brasileira. Fundado em 1969 e hoje extinto, o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos não Identificados (Sioani) era um órgão oficial da aeronáutica dentro do 4º Comando Aéreo Regional, em São Paulo.

Desde 2007, o governo brasileiro já liberou cerca de 5 mil páginas de documentos classificados como "confidenciais" envolvendo incidentes com discos voadores em todo o território nacional, inclusive relatando perseguições de jatos da força aérea. Os documentos estão disponíveis para pesquisa pública no Arquivo Nacional, em Brasília.

Uma portaria assinada pelo comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, também determina que todas as ocorrências com possíveis ovnis no País, especialmente as relatadas por pilotos, devem não somente ser transferidas para o Arquivo Nacional, mas também relatadas à autoridade competente, no caso ao Comando de Operações Aéreas (Comgar), o braço armado da Força Aérea Brasileira.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os Pulsares

Os pulsares nascem quando estrelas muito maiores do que o Sol entram em colapso, gerando as explosões conhecidas como supernovas. Depois da explosão, resta um núcleo denso incrivelmente pequeno, conhecido como uma estrela de nêutrons.

Ao nascer, essas estrelas de nêutrons, que contêm o material mais denso conhecido no Universo, giram rapidamente, alcançando até uma centena de rotações por segundo.

Observadores distantes, como os astrônomos aqui da Terra, veem seus feixes rotativos de radiação como se fossem pulsos, o que lhes valeu o nome de pulsares.

Os pulsares foram descobertos casualmente em 1967 por Joselyn Bell, que era uma estudante de doutorado. Seu projeto de pesquisa, dirigido por Antony Hewish, consistia no estudo do meio interestelar. Queriam estudar pequenas, porém rápidas, variações em sinais de rádio, devidas à mudança nas condições do gás que existe entre as estrelas e esperavan ver variações aleatórias que durariam frações de segundo.

Inesperadamente Joselyn, cuja preocupação principal era a de terminar sua tese o mais rápido possível para poder achar algum bom trabalho, encontrou uns pulsos extremamente regulares, como se originassem de um relógio. Cada 1.3 segundos o sinal detectado se repetia. Isto era tão inusitado que a primeira impressão foi que algo estava mal, de que havia algum problema nos instrumentos. Esta idéia foi rapidamente descartada e o transtorno chegou ao ponto de cogitar-se se seriam sinais emitidos por alguma civilização extra-terrestre que queria se por em contato conosco. Joselyn chegou mesmo a dizer: ``..porque logo agora que tenho tanta pressa?''

O descobrimento era inusitado por sua curta duração e pela exatidão de sua periodicidade. Por um lado, as estrelas evoluem em bilhões de anos e essas são as durações normais dos processos astrofísicos. Algo que produzisse pulsos de somente um segundo de duração deveria ser extremamente pequeno, definitivamente menor que a distância entre a Terra e a Lua. Por outro lado, a regularidade dos pulsos só podia ser interpretado como a vibração ou a rotação de um objeto. No ano seguinte foi descoberto um segundo pulsar, na nebulosa de Caranguejo, com um período de somente 33 milésimos de segundo. Isto indicava a rotação de um objeto de menos de 150 quilômetros de diâmetro (o Sol tem 1.400.000 quilômetros de diâmetro). Como poderia um objeto tão pequeno ser observado a tal distância?

A incógnita durou pouco tempo. De fato, os astrofísicos teóricos se haviam antecipado 40 anos ao problema. Fowler em 1926 sugeriu a possível existência de estrelas superdensas, e Landau em 1932 deu um modelo de como poderia ser sua estrutura; Zwicky em 1934 previu que, ao explodir uma supernova, o núcleo da estrela poderia comprimir-se e formar uma estrela deste tipo. En 1939, Robert Oppenheimer, calculou em detalhe (com papel e lápis) a estrutura de estrelas superdensas `` hipotéticas'', formadas por nêutrons praticamente em contato. Desde há 25 anos sabemos que os pulsares são de fato estas estrelas de nêutrons e que giram muito rapidamente sobre o seu eixo. Os modelos de computador nos dizem que têm uma massa 40% maior que a do Sol contida em um diâmetro de apenas 20 quilômetros. Isto significa que um cubo de um centímetro de lado desta matéria pesa 100 milhões de toneladas. As estrelas de nêutrons se acham no limite da densidade que pode ter a matéria: o passo seguinte é um buraco negro.


Durante os 27 anos transcorridos desde o descobrimento do primeiro pulsar foram descobertos cerca de 600 destes objetos. Os pulsares são laboratórios astrofísicos inigualáveis já que:

* sua densidade é comparável a do núcleo dos átomos, iirreproduzíveis na Terra. Sua densidade dá lugar a campos gravitacionais só superados pelos buracos negros, porém mais fáceis de se medir.
* o mais rápido dos pulsares dá 600 voltas sobre seu eixo em um segundo. Para tanto, sua superfície roda a 36.000 quilômetros por segundo.
* as estrelas de nêutrons têm os campos magnéticos mais intensos que se conhecem no Universo, milhões de vezes mais fortes que os produzidos em qualquer laboratório terrestre.
* em alguns casos a regularidade de suas pulsação é igual ou maior que a precisão dos relógios atômicos - os melhores que temos. Existem propostas para empregar alguns pulsares como padrões para medição de tempo.
* o pulsar binário de nome PSR1913+16, um sistema de duas estrelas de nêutrons girando uma ao redor da outra, é um laboratório único para provar a teoria geral da relatividade formulada por Einstein há 80 anos. Esta teoria prediz que o comportamento de um relógio em um campo gravitacional intenso é distinto daquele na ausência de tal campo. O próprio Einstein dificilmente haveria imaginado um lugar melhor para por suas idéias em prova. Se houvesse vivido mais de 100 anos, teria visto como o comportamento deste pulsar binário se ajusta com impressionante detalhe às previsões de sua teoria. Os descobridores deste objeto, Taylor e Hewish, o estudaram minuciosamente por cerca de 20 anos e por este trabalho receberam o prêmio Nobel de física.

Varios prêmios Nobel foram outorgados por trabalhos neste campo, incluindo o que recebera o astrofísico indu Chandrasekhar. No caso do descobrimento do primeiro pulsar, persiste a impressão de que existiu uma injustiça já que este prêmio foi outorgado a Antony Hewish, primeiro autor do artigo onde se anuncia o descobrimento e não a Joselyn Bell, apesar de haver sido ela quem encontrou o primeiro pulsar. Com o tempo a comunidade astronômica reconheceu o mérito de Bell. Resta dizer se suas preocupacões iniciais foram infundadas, e se teve alguma dificuldade para encontrar trabalho.

O video abaixo explica a formação e as possiveis consequencias para um sistema solar caso seu sol acabe se tornando um pulsar.



Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br
http://www.if.ufrj.br

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Royal Society reivindica plano mundial para contatos alienígenas

A sociedade científica britânica Royal Society adverte em sua última edição da revista Philosophical Transactions que os governos do mundo deveriam se preparar para um possível encontro com uma civilização extraterrestre, que poderia ser violenta.

Continue lendo no site do Terra.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sonda Voyager aproxima-se do espaço interestelar

Fronteira do Sistema Solar

A odisséia de 33 anos da sonda Voyager 1 alcançou um ponto na fronteira do Sistema Solar onde não existe nenhum movimento do vento solar.


Rumo ao espaço interestelar, a 17,3 bilhões de km do Sol, a Voyager 1 cruzou uma região onde a velocidade do gás quente ionizado, ou plasma, que emana diretamente do Sol, diminuiu até chegar a zero.

Os cientistas suspeitam que o vento solar foi desviado para o lado pela pressão do vento interestelar, emanado da região entre as estrelas.

O evento é um marco importante na passagem da Voyager 1 pela heliosheath, uma parte da heliosfera, a "concha externa" da esfera de influência do Sol - veja mais em Sondas Voyager desvendam enigma interestelar.

"O vento solar virou a esquina", afirmou Ed Stone, cientista do projeto Voyager. "A Voyager 1 está chegando mais perto do espaço interestelar."

Vento solar

Nosso Sol emite uma corrente contínua de partículas carregadas que formam uma bolha, conhecida como heliosfera, em torno do nosso Sistema Solar.

O vento solar viaja a uma velocidade supersônica, até cruzar uma onda de choque chamada choque de terminação. Neste ponto, o vento solar diminui drasticamente de velocidade e se aquece na heliosheath.

Lançada em 5 de setembro de 1977, a Voyager 1 cruzou o choque de terminação em dezembro de 2004.

Os cientistas verificaram que a velocidade do vento solar chegou a zero quando a velocidade das partículas carregadas que atingem o lado da Voyager voltado para o Sol coincidiu com a velocidade da nave.

O fenômeno foi registrado em Junho. Mas como as velocidades podem flutuar, os cientistas acompanharam mais quatro leituras mensais antes de se convencerem que a velocidade do vento solar tinha realmente caído para zero. O valor foi zero em todas as cinco leituras.

Entre as estrelas

Contudo, os cientistas acreditam que a Voyager 1 ainda não cruzou a heliosfera para o espaço interestelar.

A passagem para o espaço interestelar deveria vir acompanhada de uma queda brusca na densidade das partículas quentes e um aumento na densidade das partículas frias. Os dados indicam que isso deverá acontecer dentro de cerca de quatro anos.

A irmã da Voyager 1, a Voyager 2, foi lançada em 20 de agosto de 1977 e está agora a 14 bilhões de quilômetros do Sol, mas em outra direção.

A Voyager 1 está viajando mais rápido, a uma velocidade de cerca de 61.100 km/h, enquanto a Voyager 2 segue a 56.300 km/h.

Fonte:
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domingo, 16 de janeiro de 2011

Nasa descobre antimatéria criada por tempestades na Terra

Cientistas da Nasa dizem ter descoberto feixes de antimatéria acima de tempestades na Terra. Tal fenômeno nunca havia sido visto antes. Isto só foi possível com a ajuda do telescópio Fermi, projetado para monitorar os raios gama. Eles acreditam que as partículas de antimatéria são formadas em um flash terrestre de raios gama (TGF), uma breve explosão produzida dentro de tempestades e associada a raios de tempestades. Estima-se que cerca de 500 TGFs ocorrem diariamente em todo o mundo, mas a maioria não é detectada.



"Esses sinais são a primeira evidência direta que as tempestades produzem feixes de partículas de antimatéria", disse Michael Briggs, membro da equipe de monitoramento de explosões de raios gama do Fermi, na Universidade do Alabama, em Huntsville. Os resultados foram apresentados na segunda-feira, durante entrevista coletiva na reunião da Sociedade Astronômica Americana, em Seattle.

Os cientistas há muito suspeitavam que os TGFs surgem dos fortes campos elétricos perto do topo das tempestades. Sob as condições corretas, o campo fica forte o suficiente e se torna uma ascendente avalanche de elétrons. Atingindo velocidades quase tão rápidas quanto a luz, os elétrons de alta energia liberam raios gama quando são defletidos pelas moléculas de ar.

Mas a cascata de elétrons produz tantos raios gama que os elétrons e pósitrons são expelidos da atmosfera. Isso acontece quando a energia dos raios gama se transforma em um par de partículas: um elétron e um pósitron. São essas partículas que atingem a órbita do Fermi.

"Os resultados do Fermi nos coloca um passo mais perto de compreender como funcionam TGFs", disse Steven Cummer, da Universidade Duke.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

sábado, 15 de janeiro de 2011

Telescópio descobre planeta rochoso fora do sistema solar

Exoplaneta rochoso

Em 2009, o Telescópio Espacial Kepler começou sua jornada em busca de outras Terras. Agora parece que ele encontrou a primeira.


Os cientistas da NASA confirmaram a descoberta do primeiro planeta rochoso, chamado Kepler-10b.

Medindo 1,4 vez o tamanho da Terra, é o menor planeta já descoberto fora do sistema solar.

A descoberta desse chamado exoplaneta é baseada em mais de oito meses de dados, coletados pelo observatório de maio de 2009 e início de janeiro de 2010.

"Todas as melhores capacidades do Kepler convergiram para produzir a primeira evidência sólida de um planeta rochoso que orbita uma estrela que não o nosso Sol," afirmou Natalie Batalha, da equipe científica do telescópio.

Zona desabitada

O fotômetro ultrapreciso do Kepler mediu minúsculas variações no brilho da estrela Kepler-10, que ocorre quando um planeta passa à frente da estrela.

O tamanho do planeta pode ser derivado dessas variações periódicas de brilho.

A distância entre o planeta e a estrela é calculada medindo o tempo entre os declínios sucessivos do brilho conforme o planeta orbita a estrela.

O Kepler é a primeira missão da NASA capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra ou perto da zona habitável, a região em um sistema planetário onde a água líquida pode existir na superfície do planeta.

No entanto, como orbita sua estrela uma vez a cada 0,84 dia, o exoplaneta Kepler-10b está mais de 20 vezes mais próximo da sua estrela do que Mercúrio está do nosso Sol, não estando, portanto, na zona habitável.

Os cientistas acreditam também que o telescópio Kepler poderá encontrar luas habitáveis.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br

Divulgada a maior imagem já feita do Universo

Imagem do Universo

Foi divulgada na tarde desta terça-feira, (11/01/2011), no 217º encontro da American Astronomical Society, a maior imagem já feita do Universo.



Mas é melhor contentar-se com a animação mostrada acima: a imagem tem mais de um trilhão de pixels, o que significa que seriam necessárias 500 mil TVs Full HD, colocadas uma ao lado da outra, para visualizá-la na sua resolução máxima.

O retrato do universo levou uma década para ser montado. E está longe de ser definitivo: o anúncio faz parte da oitava divulgação de dados do Sloan Digital Sky Survey (SDSS), sendo apenas a primeira da fase três do projeto.

Os dados agora liberados ao público contêm imagens de 14.555 graus quadrados do céu (ou mais que um terço de toda a esfera celeste) e espectros de mais de 800 mil galáxias, 100 mil quasares e 500 mil estrelas para análise científica.

Céu para o povo

O SDSS é um ambicioso projeto que pretende cobrir mais de um quarto do céu, produzindo mapas tridimensionais de galáxias e quasares com cerca de 1 milhão de pixels cada um.

O projeto está exercendo um enorme impacto na astronomia mundial. Suas imagens são a base de projetos abertos ao público, como o Galaxy Zoo (www.galaxyzoo.org), em que 250 mil voluntários ajudaram a classificar milhões de galáxias captadas pelo SDSS, e o Google Sky (www.google.com/sky).

Brasil no SDSS

O Brasil participa do Sloan Digital Sky Survey, sob a coordenação do recém-criado Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LineA), sob a direção do astrofísico Luiz Nicolaci da Costa, do Observatório Nacional.

A equipe nacional participa tanto das pesquisas científicas quanto da distribuição dos dados, que é feita por meio da infraestrutura computacional montada para o LineA.

Com investimentos de cerca de R$ 5 milhões, o laboratório está armazenando 12 terabytes de dados provenientes do SDSS.

Formado por pesquisadores do ON, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), todas instituições do Rio de Janeiro, o LineA aproveitou a ocasião para lançar sua página na internet, no endereço www.linea.gov.br.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Lua tem núcleo similar ao da terra, revela Nasa

Pesquisa da Nasa - a agência espacial americana - indica que a lua tem núcleo similar ao do planeta Terra. Desvendar detalhes sobre o núcleo lunar é de grande importância para o desenvolvimento exato de modelos da formação lunar.

Imagem mostra o Experimento Sísmico Passivo da Apollo, que coletou dados sobre a atividade sísmica lunar até 1977

As descobertas da equipe de pesquisadores sugerem que a lua tem um núcleo interior sólido e rico em ferro, com raio de aproximadamente 277 km e núcleo externo rico em ferro líquido com raio de aproximadamente 279 km. O que difere o núcleo do da Terra é uma camada fundida de raio estimado em 555 km.

A pesquisa indica que o núcleo contém pequena porcentagem de elementos como enxofre, o que coincide com estudos recentes sobre o núcleo terrestre que apontam a existência de enxofre e oxigênio em uma camada em volta do núcleo.

Infográfico mostra a formação do núcleo lunar, que segundo pesquisa da Nasa é similar ao da Terra, sendo uma camada de ferro fundido de raio estimado em 555 km a única diferença

Os pesquisadores utilizaram dados coletados durante a época de missões da nave Apollo na lua. O Experimento Sísmico Passivo da Apollo consistiu em quatro sismômetros deixados na lua entre 1969 e 1972, que coletaram dados sobre a atividade sísmica lunar até 1977.

A equipe analisou os sismômetros utilizando processo vetorial, com técnicas que identificam e distinguem sinais de tremores na lua e outras atividades sísmicas. Os cientistas identificaram como e em que local ondas sísmicas passaram ou foram refletidas por elementos do interior da lua, dando significado a composição e ao estado das camadas internas. Imagens sofisticadas de satélite também contribuíram de forma significante para o estudo.

Antiga limitação aos estudos sísmicos sobre a lua era o "barulho" causado pelos sinais repetidamente captados das estruturas lunares. Mas a equipe produziu equipamento chamado de pilhas de sismômetros, que trabalhou de forma digital. Essa pilha melhorou o recebimento dos sinais e permitiu aos cientistas seguir de forma mais clara os sinais, de que local surgiam e por onde passavam.

A cientista Renee Weber foi a líder do estudo, que contou com participação de cientistas da Nasa, da Universidade da Califórnia e do Instituto de Paris

Participaram da pesquisa a líder do estudo e cientista da Nasa Renee Weber e outros cientistas do Centro Espacial Marshall, em Huntsville, nos Estados Unidos, da Universidade da Califórnia e do Instituto de Paris, na França. O estudo foi publicado na revista Science.

Fonte:
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Papa Bento XVI diz que Big Bang é obra de Deus

O Papa Bento XVI declarou nesta quinta-feira que o Big Bang foi obra de Deus. Segundo ele, os "cristãos devem rejeitar a ideia de que o Universo surgiu por acidente".

Em declaração nesta quinta, o Papa Bento XVI disse que enquanto a ciência não levar em conta a fé, nenhuma teoria terá respostas completas

No dia em que os cristãos lembram a Epifania, o dia em que a Bíblia diz que três reis chegaram ao local de nascimento de Jesus seguindo uma estrela, o Papa disse que "algumas pessoas querem nos fazer acreditar que o universo é resultado de um acaso". "Contemplando o Universo nós somos convidados a pensar na sabedoria de Deus, na Sua criatividade inacabável", completou.

Anteriormente, o Papa já havia dado declarações sobre a evolução do Universo, mas raramente ele discutiu conceitos específicos como o Big Bang, o qual os cientistas acreditam ter levado à formação do Universo há cerca de 13,7 bilhões de anos.

Pesquisadores do CERN, centro de pesquisas nucleares em Genebra, na Suíça, têm colidido prótons próximos à velocidade da luz para simular condições que eles acreditam ter trazido à existência o Universo.

Alguns ateus dizem que a Ciência pode provar que Deus não existe, mas o Papa Bento XVI declarou que algumas teorias científicas são "limitadoras da mente" porque "apenas chegam a certo ponto, não explicando totalmente o senso de realidade".

O Papa falou que teorias científicas sobre a origem e o desenvolvimento do Universo e dos humanos, enquanto não conflitantes com a fé, deixam questões sem resposta. "Na beleza do mundo, neste mistério, na sua grandeza e na sua racionalidade, nós podemos apenas deixar-nos sermos guiados por Deus, criador do céu e da Terra", finalizou.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

Telescópio registra nebulosa que passa por "baby boom"

O telescópio Vista (sigla em inglês para Telescópio de Pesquisa do Visível e Infravermelho para a Astronomia) do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) registrou nova imagem da Nebulosa da Lagoa, também chamada de Messier 8, situada a cerca de 5 mil anos-luz de distância da Terra, na constelação de Sagitário. Nebulosas são áreas de formação de estrelas e a Nebulosa da Lagoa está passando por um momento de "baby boom"

Nebulosa da Lagoa, também chamada de Messier 8, está passando por um "baby-boom", com diversas estrelas nascendo nos últimos anos

A imagem foi obtida durante estudo da Via Láctea que durará cinco anos e que está sendo realizado com o telescópio, instalado no Observatório do Paranal, em La Silla, no Chile. A imagem mostra pequena parte da região que rodeia a nebulosa.

Este estudo tem como objetivo observar detalhadamente as regiões centrais da Via Láctea procurando objetos e mapeando sua estrutura de maneira nunca antes realizada. O telescópio Vista, por utilizar luzes infravermelhas, permite aos cientistas a observação por trás da poeira que impede a visualização de objetos no universo.

A característica mais famosa da Nebulosa da Lagoa é a região de poeira em forma de lagoa que se entrelaça por entre nuvem de gás brilhante dentro da nebulosa. Ela é habitada por estrelas muito mais jovens do que as encontradas na maioria das nebulosas existentes.

Essas estrelas soltam jatos de matéria de seus pólos, e quando este material atinge o gás que circunda a nebulosa são formados objetos conhecidos como Herbig-Haro (homenagem a George Herbig e Guillermo Haro, que foram os primeiros astrônomos a estudar estes objetos de forma detalhada), rastros brilhantes de curta duração, que torna as estrelas recém-nascidas facilmente detectáveis. Nos últimos cinco anos, diversas vezes foram detectados estes rastros, o que prova, segundo os cientistas, o "baby boom".

Fonte:
http://noticias.terra.com.br
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