terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Militares da Nova Zelândia divulgam arquivos sobre OVNIs

As Forças Armadas da Nova Zelândia divulgaram nesta quarta-feira milhares de relatórios até então classificados como confidenciais que detalham casos envolvendo avistamentos de Objetos Voadores Não-identificados (OVNIs) e encontros alienígenas.


Os relatórios, que datam de 1954 a 2009, foram liberados pela lei de liberdade de imprensa depois que a Força de Defesa neozelandesa removeu nomes e outros elementos de identificação.

Em cerca de 2 mil páginas de documentos, civis, militares e pilotos relatam encontros imediatos, geralmente envolvendo luzes que se movem pelo céu. Alguns dos relatos incluem desenhos de discos voadorews, descrições de alienígenas usando "máscaras de faraó" e suposto material de escrita extraterrestre.

Antes de sua liberação, o líder do esquadrão da Força Aérea Kavae Tamariki informou que a Força de Defesa não tem recursos para investigar os avistamentos de OVNIs e que não poderia comentar o conteúdo dos arquivos. "Apenas fizemos uma coletânia das informações. Não investigamos ou fazemos relatórios, não confirmamos nada neles", declarou ao jornal Dominion Post.

Um dos relatos diz respeito ao avistamento de estranhas luzes na cidade de Kaikoura, litoral de South Island, em 1978, que foram registradas em vídeo por uma equipe de TV local a bordo de um avião. O incidente ganhou as manchetes internacionais na ocasião, mas a Força Aérea explicou que se tratou apenas ou de um fenômeno natural no qual as luzes dos navios se refletiram nas nuvens ou então foi uma visão incomum do planeta Vênus.

Os documentos originais nos quais esses relatórios se basearam permanecerão guardados no Arquivo Nacional até 2080.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

Plutão pode ter oceano abaixo de camada de gelo, dizem cientistas

Estudo de cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, indica que o planeta anão Plutão pode abrigar um oceano abaixo de sua camada de gelo. As informações são do site da National Geographic.

Plutão, rebaixado a condição de planeta anão recentemente, pode conter um oceano abaixo de sua superfície de gelo
Foto: Nasa/Divulgação

Mesmo possuindo temperaturas extremamente frias, Plutão aparenta ficar aquecido graças a este oceano abaixo da superfície, que preservaria o calor vindo da radioatividade do núcleo do planeta anão. E esse oceano não seria pequeno, de acordo com Guillaume Robuchon, pesquisador da universidade.

Segundo os pesquisadores, o oceano teria entre 100 e 170 km de espessura, estando 200 km abaixo da camada de gelo. Se confirmado, Plutão entra na lista de corpos do Sistema Solar em que se acredita haver água líquida - como exemplos da lista, estão as luas Titan e Enceladus, de Saturno.

A superfície de Plutão, acredita-se, é provavelmente mais fria do que -230°C. O interior de Plutão, sendo formado por este núcleo quente, facilitaria a produção de um oceano abaixo do gelo, também porque as pedras do núcleo do planeta anão contêm aproximadamente 100 partes por bilhão de potássio radioativo. Para um oceano existir, as pedras de Plutão devem se concentrar em um núcleo, com água e gelo na superfície.

Em 2015, a sonda New Horizons chegará a Plutão e ajudará a descobrir se realmente há um oceano no planeta anão.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

Por do Sol é registrado em Marte

Marte, conhecido como "o planeta vermelho" nos impressiona ao mostrar seu por-do-sol na cor azul.



O video foi capturado pela sonda Opportunity, e nos faz repensar como é realmente cenário desértico de Marte.

Sonda Cassini captura imagem de tempestade em Saturno

A sonda espacial Cassini capturou a imagem de uma gigantesca tempestade em Saturno. A foto obtida no dia 24 de dezembro mostra em branco a tormenta no hemisfério norte do planeta. As informações são da agência AFP.

Imagem captada pela sonda Cassini, da Nasa, mostra em branco a tormenta no hemisfério norte de Saturno
Foto: AFP

As tormentas em Saturno são comuns, mas segundo o site Space.com, a tempestade captada pela sonda Cassini, da Nasa, é maior que o normal e bilha mais que os próprios anéis do planeta.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

Cientistas simulam condições de Marte no Deserto do Atacama

Cientistas chilenos e de outros países construirão uma base espacial no Deserto do Atacama, local mais árido do mundo, onde pretendem simular, com estufas, as condições físicas do planeta Marte.

O observatório no Atacama é o maior do mundo em sua categoria
Foto: ALMA/Gentileza

A informação divulgada neste domingo pelo diário El Mercurio destaca que o plano é do Centro de Pesquisa Lua-Marte, um complexo científico, tecnológico e turístico localizado em uma área reconhecida pela comunidade científica internacional como uma das mais parecidas a Marte na Terra, com radiação solar e temperaturas extremas, baixa umidade e fortes ventos.

A base será construída em Chajnantor, situado a 5,15 mil m de altura e cerca de 1,65 mil km ao nordeste de Santiago. No local, o Observatório Europeu Austral (ISSO, na sigla em inglês) constrói junto a seus parceiros internacionais o Atacama Large Millimeter Array (ALMA), um telescópio de vanguarda para estudar a luz de alguns dos objetos mais frios no Universo.

Carmen Gloria Jiménez, acadêmica da Universidade de Antofagasta e uma das coordenadoras chilenas do projeto, explicou que já há experiências prévias em Utah (Estados Unidos) e na ilha Devon, no Ártico canadense.

Ela assinalou que, no ano que vem, serão construídos os primeiros laboratórios, usando como materiais as fuselagens de aviões Hércules. Lá, serão estudados micro-organismos denominados extremófilos, entre outros, que sobreviveram por pelo menos 26 mil anos em vulcões e lagos próximos.

Entre os promotores do projeto estão a Nasa (agência espacial americana), Mars Society, Instituto SETI, agência espacial da China e mais de 40 empresas que já investem no setor.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cientistas estudam atmosfera de exoplaneta parecido com a Terra

Os astrônomos conseguiram pela primeira vez analisar a atmosfera de uma "superTerra", nome dado a exoplanetas rochosos pouco maiores que nosso planeta.

O avanço é considerado um passo fundamental na busca por planetas em outros sistemas solares com potencial de abrigar formas de vida reconhecíveis, afirmaram os pesquisadores.


"Alcançamos um marco no caminho para caracterizar estes mundos", comemorou Jacob Bean, professor do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, que coordenou o estudo.

O exoplaneta em questão, batizado de , está a 42 anos-luz - 400 trilhões de quilômetros - do nosso sistema solar, e é 2,6 vezes maior que a Terra.

Descoberto no ano passado, o GJ 1214b orbita uma estrela pequena e de brilho fraco, o que facilita a obtenção de dados sobre sua atmosfera pelos cientistas, capazes assim de analisar a luz que a atravessa antes de chegar até onde estamos.

O comprimento de onda da luz revela especificidades da composição química e do clima da atmosfera.

Usando o Very Large Telescope da Agência Espacial Europeia, instalado no Chile, Bean e sua equipe conseguiram reduzir o escopo de possibilidades da atmosfera do explaneta de três para duas.

A primeira hipótese é de que o GJ 1214b seja coberto por água - provavelmente em estado gasoso, devido à proximidade entre o exoplaneta e seu sol.

A outra possibilidade é que o GJ 1214b seja um exoplaneta rochoso em cuja atmosfera predomina o hidrogênio, com nuvens altas ou neblina encobrindo o céu.

O que as observações provaram é que este exoplaneta não é um "mini-Netuno", com um pequeno núcleo rochoso e uma atmosfera profunda e rica em hidrogênio.

"Embora não possamos dizer ainda exatamente do que é feita a atmosfera, é um passo animador no sentido de nos tornarmos capazes de eliminar opções para um mundo tão distante, ficando entre gasoso ou enevoado", explicou Bean.

Seja qual for o caso, é mais provável que o GJ 1214b abrigue formas de vida.

"Este planeta é quente demais para ser considerado habitável", disse Bean à AFP. "Nas regiões da atmosfera onde a pressão é semelhante ao que vemos ao nível do mar na Terra, estimamos que as temperaturas cheguem a mais de 500 graus Celsius".

A órbita do GJ 1214b em torno de sua estrela é de 38 horas, da qual dista apenas dois milhões de quilômetros, 70 vezes mais perto que a Terra do Sol.

Apesar disso, este exoplaneta é menor, mais frio e mais parecido com a terra do que qualquer outro já identificado até hoje.

A maioria dos mais de 500 exoplanetas descobertos até hoje são "Júpiteres quentes", apelido que se deve a suas massas gasosas e enormes, além das altíssimas temperaturas.

Mas, com a evolução dos instrumentos de observação, os astrônomos começaram a identificar cada vez mais exoplanetas rochosos semelhantes ao nosso.

"Estamos trabalhando para encontrar e caracterizar as atmosferas de planetas potencialmente habitáveis", indicou Bean.

"Ainda não chegamos lá, mas o objetivo é possível na perspectiva da próxima década".

A atmosfera da Terra é composta por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases.

Fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br

A década dos planetas

Os primeiros dez anos deste século mexeram com a astronomia e como as definições de planetas. Veja algumas descobertas.

O início do século XXI tornou a tarefa de contar o número de planetas fora do nosso sistema solar complexa. Se até o ano 2000 tínhamos meros 56 exoplanetas (como são chamados os planetas fora do Sistema Solar) atualmente, em 22 de dezembro de 2010, há 515 deles espalhados pelo universo segundo dados do site Enciclopédia de Planetas Extrasolares. E o número cresce exponencialmente: no final de novembro eram 494.

As descobertas são fruto de diversas técnicas que procuram por exoplanetas a partir da Terra e do espaço. Em 2010, a sonda espacial Kepler, enviada ao espaço para detectar planetas de tamanho semelhante à Terra, começou a achar seus primeiros planetas. Até agora encontrou sete, mas tem uma lista de mais de 700 candidatos à espera de análise. Abaixo algumas descobertas relacionadas a exoplanetas nesta década e de um planeta que deixou de ser chamado por este nome.

O planeta que não é mais
Plutão, o menor planeta do sistema solar, foi rebaixado a “planeta-anão” em 2006 pela União Astronômica Internacional. A partir daí, o Sistema Solar passou a ter oito planetas (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) pois Plutão não se encaixou nas condições necessárias para ser considerado um deles.

Aqui pode ter água
Em 2007 foi descoberto GLIESE 158c, o primeiro exoplaneta em uma zona habitável, , na constelação de Libra. Com raio de 1,5 vezes o da Terra e massa 5 vezes maior, sua temperatura é estimada entre 0 ° C e 40 ° C e portanto pode ter água líquida.

O pesadão
É detectado o exoplaneta de maior massa, o COROT-3 b, foi encontrado pelos astrônomos em fevereiro de 2008. Ele fica na constelação de Áquila e tem um tamanho semelhante ao de Júpiter embora sua massa seja 21,6 vezes maior do que a dele (e mais de 6.884 vezes maior do que a da Terra).

Devagar e sempre
O telescópio Hubble detecta em novembro de 2008 o exoplaneta Formalhaut b, na constelação Peixe Austral, que demora nada mais de 876 anos para dar uma volta em torno de sua estrela. Com uma massa 953 vezes maior do que a da Terra, ele também foi o primeiro exoplaneta a ser detectado via imagem direta.

Ali sim, faz calor
Em abril de 2009 foi descoberto o planeta WASP-12b na constelação Cocheiro. Ele está tão perto de sua estrela WASP-12 que sua temperatura é de cerca de 2,2 mil °C, tornando-o o exoplaneta mais quente já descoberto na Via Láctea. No ano seguinte, o telescópio Hubble descobre que eke está sendo consumido por sua estrela a WASP-12. Foi a primeira vez que um evento deste tipo foi observado com tamanha clareza.

Do contra
É descoberto um planeta, WASP-17b, que gira . Ele fica na constelação de Escorpião e é também um dos de maior raio já encontrado, com 1,74 vezes o raio de Júpiter (e 19 vezes o da Terra). É também um dos planetas menos densos já encontrados, o que faz com que tenha uma densidade muito pequena. O WASP-17b foi descoberto em agosto de 2009.

Ligeirinho
O planeta com a órbita mais curta é descoberto. O WASP-19b dá uma volta completa em torno de sua estrela, WASP-19, em 18,9 horas. Ele fica na constelação de Vela e tem uma massa de 1,15 vezes a de Júpiter (e 365 vezes a da Terra). Foi descoberto em dezembro de 2009.

Clube do cinco
A sonda espacial Kepler anuncia a descoberta de cinco exoplanetas de uma vez só, os primeiros detectados pela missão da Nasa. Chamados Kepler 4b,5b,6b,7b e 8b eles tem tamanhos que vão de maiores que Júpiter (Kepler 5b,6,b,7b,8b) ao tamanho de Netuno (Kepler 4b). Foram anunciados em janeiro deste ano. Na foto a cima, quatro deles e a comparação de seu tamanho com o de Júpiter.

Fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br

sábado, 4 de dezembro de 2010

Descoberta em Vênus dá alerta à Terra, diz agência espacial

Uma misteriosa camada de dióxido sulfúrico de grande altitude descoberta pelo satélite Venus Express, da ESA - a agência espacial européia -, em Vênus, foi finalmente explicada, após dois anos de sua descoberta. Segunda a ESA, a descoberta serve como um aviso contra a ejeção de gases na nossa atmosfera.

Imagem mostra a estrutura das nuvens de dióxido sulfúrico em Vênus

Vênus é coberto por ácido sulfúrico que bloqueia a visão de sua superfície. As nuvens são formadas entre 50 e 70 km de altura, quando o dióxido sulfúrico dos vulcões se junta ao vapor de água, formando o ácido sulfúrico. O dióxido que sobra do processo deveria ser destruído pela intensa radiação solar. Portanto, quando, em 2008, o satélite Venus Express detectou a existência dessa camada, criou-se um mistério. De onde esse dióxido sulfúrico sai para formara a camada que fica entre 90 km e 110 km da superfície do planeta?

Simulações de computador feitas por Xi Zhang, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Estados Unidos, e outros cientistas do país, da França e de Taiwan, mostram que gotas de ácido sulfúrico podem evaporar em grandes altitudes, liberando gases de ácido que se quebram na luz do Sol e que se transformam em dióxido sulfúrico.

Com essa nova descoberta, a preocupação sobre as mudanças climáticas da Terra aumentam. As experiências para a diminuição das mudanças, segundo os cientistas, podem não estar funcionando, como pensado originalmente. "As novas descobertas também significam que o ciclo atmosférico do enxofre é mais complicado do que pensávamos", diz Håkan Svedhem, cientista do projeto Venus Express.

O vencedor do prêmio Nobel, Paul Crutzen, defendeu recentemente que ejetar artificialmente grandes quantidades de dióxido sulfúrico na atmosfera da Terra a 20 km de altura para conter o aquecimento global resulta no aumento de gases que causam o efeito estufa. Esse gás forma pequenas gotas de ácido sulfúrico, iguais aos encontrados em Vênus. Essas gotas formam uma camada que reflete os raios do Sol, gelando o planeta em aproximadamente 0,5 °C.

Contudo, o estudo indica que a evaporação de ácido sulfúrico em Vênus sugere que esse projeto pode não dar certo, já que não sabemos quanto tempo essa camada protetora levará para se transformar em dióxido sulfúrico. E o pior, uma camada desse gás pioraria o efeito estufa, já que permite a passagem de todos os raios solares.

"Nós precisamos estudar detalhadamente as potenciais consequências de uma camada artificial de enxofre na atmosfera da Terra", diz Jean-Loup Bertaux, da Universidade de Versailles-Saint-Quentin, na França, que também participa do projeto.

Para esse estudo, o satélite venus Express passa a ser de fundamental importância, pois como a natureza causa, também, a existência da camada de gases, os cientistas ainda não precisam realizar experimentos mais detalhados, podem apenas examinar os efeitos pelo satélite.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

A Astrobiologia

A busca pela vida fora da Terra, fugindo dos estereótipos criados pelo cinema, é o trabalho dos astrobiólogos, que procuram compreender a origem, evolução, distribuição e destino da vida no Universo. Para atingir este objetivo, é necessário um esforço de pesquisadores de diferentes áreas que, trabalhando juntos, resolvem problemas dos campos da astronomia, física, química, biologia e geologia.


No Brasil, a Astrobiologia está apenas começando. Em 2006, o País teve o seu primeiro workshop na área, atraindo cerca de 80 pesquisadores interessados e com projetos já em andamento. Logo em seguida, foi montado o primeiro grupo de estudos em Astrobiologia do Brasil, cadastrado no CNPq sob o nome Astrobio Brazil e coordenado pelos professores Eduardo Janot Pacheco (IAG-USP) e Claudia Lage (UFRJ).

Em 2009, a USP começou a construção do primeiro laboratório de Astrobiologia do Hemisfério Sul, o AstroLab. Segundo o atual coordenador, professor Douglas Galante, o intuito do projeto é ser um laboratório multidisciplinar e multi-institucional para o estudo da vida em ambientes extremos terrestres e para simulações de ambientes extraterrestres.

"Enquanto o laboratório está sendo montado, temos usado grandes aceleradores para estudos de simulações, como o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e o síncrotron Diamond, no Reino Unido", disse o cientista. "Nosso grupo também colabora em outros projetos, como o lançamento de um experimento de Astrobiologia em um sonda de espaço profundo, que ficará três anos viajando até um asteroide (missão Aster) e em estudos de microbiologia ambiental, trabalhando e coletando amostras da Antártica, Atacama, Andes, Amazônia e fundo dos mares", afirmou.

Para Galante, um dos fatores interessantes da Astrobiologia é que ela não é ramo formal da Ciência. "É um campo de estudo, no qual os diferentes ramos tradicionais podem conversar e buscar soluções em conjunto para perguntas muito complicadas, como: qual a origem da vida? Quais os limites para existência de vida? Existe vida fora da Terra? O que acontecerá com a vida na Terra no futuro?", falou.

"Por isso, um Astrobiólogo pode ser um biólogo trabalhando com um organismo capaz de sobreviver na Antártica, mas transpondo seus resultados para saber como tal organismo sobreviveria em Marte ou Encélado (lua de Saturno). Ou um astrônomo estudando como a radiação de diferentes estrelas interage com um planeta e possibilita que se formem as primeiras moléculas necessárias para a vida, como os aminoácidos", completou o professor.

Mesmo com o interesse crescente no tema, não há cursos de graduação em Astrobiologia, apenas poucos programas de pós-graduação específicos na área, mas fora do Brasil. Por isso, Douglas Galante afirma que a melhor opção é escolher um curso relacionado com a área e com o viés de maior interesse do aluno, seja ela Biologia, Astronomia, Química ou similares.

"É preciso procurar ter uma formação interdisciplinar e fazer iniciação científica em um projeto relacionado com Astrobiologia desde o início. E estudar muito, pois é importante ter uma sólida formação na sua área específica e uma visão geral de todas as outras. Depois, fazer uma pós-graduação com um pesquisador com interesse em Astrobio e um tema de pesquisa na área", disse.

Grandes projetos

Graças a sua característica multidisciplinar, a Astrobiologia tem projetos para todos os gostos. Na Astronomia, as grandes iniciativas estão focados na busca de exoplanetas, ou planetas orbitando estrelas fora do Sistema Solar. Em especial, o interesse é a busca de planetas parecidos com a Terra.

"Com os telescópios atuais podemos apenas buscar planetas grandes, do tamanho de Júpiter, mas com a próxima geração de equipamentos, tanto os grandes telescópios em terra (telescópio de 30m, ELT, etc) quanto telescópios no espaço (Telescópio Espacial James Webb, Plato, etc) já seremos capazes de detectar planetas do tamanho da Terra. Uma vez detectados o próximo passo será medir a composição química da possível atmosfera desses planetas, na tentativa de encontrar gases que sejam indicativos da presença de vida", explica Galante.

Em Biologia, os avanços têm sido no estudo da vida como ela existe na Terra, e através dos seus limites, explicar se a vida poderia existir em outros planetas. Por isso, vários biólogos têm estudado a vida em ambientes extremos - desertos, pólos, vulcões, fundo dos oceanos, fundo da terra - pois esses organismos, os extremófilos - seriam capazes de sobreviver ao estresse imposto pelas condições espaciais ou de alguns planetas, como Marte.

Em Química, um dos grandes problemas é estudar a origem da vida e das moléculas pré-bióticas, mostrando como os átomos se organizaram para formar moléculas mais complexas e eventualmente formar um organismo vivo. Já em Ciências Espaciais há as grandes missões de exploração dos corpos do Sistema Solar, em especial Marte, para estudar sua geologia e buscar sinais da existência passada ou presente de vida.

Nasa gera expectativas

A Nasa - a agência espacial americana - criou expectativas ao anunciar para esta quinta-feira uma entrevista à imprensa sobre uma descoberta científica ligada a vida extraterrestre. Douglas Galante aposta na possibilidade do anúncio ser relativo à descoberta de um organismo - uma bactéria - capaz de usar arsênico ao invés de fósforo em seu metabolismo.

"O fósforo é um elemento chave no metabolismo de todos os seres vivos terrestres, e está presente no DNA, nas proteínas e no ATP, a molécula de energia celular. Até hoje, achava-se que ela era essencial para a existência de vida, junto com carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre (formando a sigla CHONPS). Essa descoberta mostra que a vida é ainda mais versátil do que imaginávamos, e que podem existir seres aqui na Terra completamente diferentes do que conhecemos, verdadeiros ETs vivendo entre nós. E também aumenta a possibilidade de vida fora da Terra, pois agora o arsênico também é uma opção, além do fósforo. Claro, isso vale apenas para alguns microrganismos, por enquanto", completou.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

Nasa confirma descoberta de nova forma de vida

A Nasa confirmou nesta quinta-feira em Washington a descoberta de uma forma nova de vida encontrada em um lago tóxico na Califórnia. Segundo os pesquisadores, eles encontraram um "micro-organismo vivo diferente do conceito de vida que conhecemos até hoje", diz pesquisadora da Nasa.

Descoberta também muda a maneira de pensar sobre o que são "ambientes habitáveis" no universo. Na imagem, o micro-organismo que usa arsênio no lugar de fósforo na constituição de seu DNA

"Até hoje se pensava que todas as formas de vida precisavam de fósforo e este micróbio substitui fósforo por arsênio. Isso é profundo. O que mais poderemos encontrar?", diz a pesquisadora Felisa Wolfe-Simon. "A definição de vida acabou de ser ampliada", diz Ed Weier, administrador da Nasa da missão de Ciência.

"Esta é uma descoberta fenomenal. Se as pessoas estão decepcionadas, sinto muito. Mas é uma descoberta que fundamentalmente muda como vemos, definimos a vida e talvez seremos capaz de encontrar um ET agora", diz Mary Voytek.

A Nasa diz que a descoberta de uma bioquímica alternativa vai mudar livros de Ciência e a ampliar o escopo da busca pela vida fora da Terra. Carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre são os 6 elementos básicos de todas as formas de vida na Terra. Fósforo é parte da estrutura do DNA e do RNA, as estruturas que transportam as instruções genéticas da vida e é considerado um elemento essencial para todas as células vivas.

Fósforo é um componente central da molécula que transporta energia em todas as células (adenosina trisfosfato) e também os fosfolipídios que formam todas as membranas das células.

Essa forma de vida descoberta utiliza o arsênio no lugar do fósforo. O arsênio é elemento quimicamente parecido com o fósforo, mas venenoso para a maioria das vidas na Terra.

Segundo os pesquisadores, a descoberta abre toda uma nova variedade de perguntas, com respeito à exploração espacial, isso é muito importante, pois mostra que ainda não sabemos o que pode ser tolerado em outros ambientes. "Temos que pensar em possibilidades de encontrar vida que aguentam coisas que não conseguiríamos aguentar", diz Mary Voytek, diretora do programa de Astrobiologia da Nasa.

O video a seguir explica o porquê da importância desta descoberta para a busca de vida em outros lugares do universo.


Felisa afirma que temos que pensar em vida em qualquer contexto, como o lunar ou em outro planeta. Segundo a pesquisadora, há sim fósforo nesses micro-organismos, mas em uma quantidade muito pequena, que não seria suficiente para a vida.


"(Esta descoberta leva a) possibilidades de organismos que possam viver sem fósforo e poderá se desenvolver toda uma nova tecnologia de bioenergia sem usar fósforo", diz James Elser, professor da Universidade do Estado do Arizona.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

Nasa descobriu nova forma de vida, dizem holandeses

O site holandês NOS afirmou na quarta-feira que a Nasa - a agência espacial americana - descobriu uma forma nova de vida. Os cientistas teriam encontrado em um lago tóxico, onde a vida seria impossível por causa do arsênico presente na água, na Califórnia, um tipo de bactéria com características diferentes das encontradas em todas os outros seres vivos na Terra. Segundo o site, o anúncio da descoberta será feito na sede da Nasa, em Washington, às 17h (horário de Brasília).


Segundo site holandês, Nasa descobriu forma nova de vida no lago Mono, nos Estados Unidos

A Nasa causou suspense com o anúncio, programado para as 17h (de Brasília) desta quinta-feira de uma "impactante descoberta" sobre a busca de vida extraterrestre.

De acordo com os holandeses, todas as formas de vida do planeta, do menor micro-organismo ao maior animal, têm seis componentes - carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre -, que se combinariam em "blocos". A bactéria que a Nasa teria descoberto, não.

A descoberta, afirma o site, aumenta a probabilidade de existência de seres vivos em outro local do universo, já que a vida não depende desses seis componentes básicos, como pensávamos até agora.

Qual é a diferença?

O brasileiro Douglas Galante, coordenador do Laboratório de Astrobiologia da Universidade de São Paulo (USP) afirmou, em entrevista ao Terra, que também acredita na possibilidade do anúncio ser relativo à descoberta de um organismo - uma bactéria - capaz de usar arsênico ao invés de fósforo em seu metabolismo.

"O fósforo é um elemento chave no metabolismo de todos os seres vivos terrestres, e está presente no DNA, nas proteínas e no ATP, a molécula de energia celular. Até hoje, achava-se que ela essencial para a existência de vida, junto com carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre (formando a sigla CHONPS). Essa descoberta mostra que a vida é ainda mais versátil do que imaginávamos, e que podem existir seres aqui na Terra completamente diferentes do que conhecemos, verdadeiros ETs vivendo entre nós. E também aumenta a possibilidade de vida fora da Terra, pois agora o arsênico também é uma opção, além do fósforo. Claro, isso vale apenas para alguns microrganismos, por enquanto", completou.

Fonte:
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Vida na lua de Saturno? Conheça Titã

Titã é uma lua única de Saturno. É, por exemplo, o único corpo fora da Terra a ter uma uma superfície estável o suficiente para abrigar substâncias em estado líquido, segundo indicam estudos. Contudo, o mar de Titã não é constituído de água, e sim de uma mistura de metano, etano e, talvez, nitrogênio líquidos a uma temperatura de aproximadamente -184°C.

Reprodução artística mostra superfície de Titan, lua de Saturno

A vida em Titã seria, inclusive, baseada em metano. Neste ano, a Nasa - a agência espacial americana - anunciou evidências de vida nessa lua. Segundo a agência, o astro é o único conhecido fora da Terra a possuir características químicas para abrigar vida.

Em junho, a Nasa disse ter descoberto uma variação na quantidade de recursos, como hidrogênio, na superfície de Titã. Duas pesquisas feitas tiveram resultados diferentes, sendo que a primeira mostrou uma maior quantidade que a segunda. Os cientistas acreditam que esses recursos tenham sido consumidos pela forma de vida presente no satélite natural.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br
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