sábado, 30 de outubro de 2010

Estrela de nêutrons é mais densa do que se acreditava possível

Estrela de nêutrons

Astrônomos descobriram a estrela de nêutrons mais maciça já encontrada, uma descoberta com um grande impacto em vários campos da física e da astrofísica.

Os pulsos de rádio da estrela de nêutrons são ligeiramente retardados conforme eles passam nas proximidades da anã branca. O efeito, previsto por Einstein, permitiu que os astrônomos medissem a massa dos dois astros.[Imagem: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF]

A razão para tanta surpresa é que a estrela de nêutrons tem uma massa muito superior ao que as atuais teorias previam - se as teorias atuais estivessem corretas, tal estrela não deveria existir.

"Esta estrela de nêutrons tem duas vezes mais massa do que o nosso Sol. Isto é surpreendente, e tanta massa significa que vários modelos teóricos para a composição interna das estrelas de nêutrons agora terão que ser descartados," disse Paul Demorest, do Observatório Nacional de Radioastronomia dos Estados Unidos (NRAO ).

Pulsar
Os cientistas usaram um efeito da Teoria da Relatividade Geral, de Albert Einstein, para medir a massa da estrela de nêutrons e de sua companheira, uma estrela anã branca.

A estrela de nêutrons é um pulsar, que emite feixes de ondas de rádio como um farol, lançados através do espaço conforme ele gira - e como gira: cerca de 317 vezes por segundo.

A dupla, conhecida pelos cientistas como PSR J1614-2230, localizada a cerca de 3.000 anos-luz de distância, está em uma órbita quase exatamente alinhada com a Terra. Essa orientação foi essencial para permitir a medição da massa.

Conforme a anã branca fica diretamente na frente do pulsar, em relação à Terra, as ondas de rádio do pulsar que chegam até nós devem passar muito perto da anã branca.

Essa proximidade atrasa a chegada dessas ondas de rádio à Terra devido à distorção do espaço-tempo produzida pela gravidade da anã branca. Este efeito, chamado de Retardo de Shapiro (ou Atraso de Shapiro) permitiu que os cientistas medissem com precisão a massa dos dois astros.

Matéria exótica
"Esta medição de massa também tem implicações para nossa compreensão da matéria em densidades extremamente altas e para muitos detalhes da física nuclear," acrescenta Demorest.

Estrelas de nêutrons são "cadáveres" super densos de estrelas muito pesadas que explodiram como supernovas. Com toda a sua massa aglutinada em uma esfera do tamanho de uma pequena cidade, seus prótons e elétrons são esmagados juntos para formar nêutrons.

Uma estrela de nêutrons pode ser várias vezes mais densa do que o núcleo de um átomo - uma colher de chá do material de uma estrela de nêutrons pesaria mais de 500 milhões de toneladas.

Essa tremenda densidade torna as estrelas de nêutrons um "laboratório" ideal para o estudo dos estados mais densos e mais exóticos da matéria conhecida pela física.

Tanta massa, afirmam os cientistas, muda a compreensão da composição de uma estrela de nêutrons.

Alguns modelos teóricos postulam que, além de nêutrons, essas estrelas também deveriam conter algumas outras partículas subatômicas exóticas, chamadas hiperons ou condensados de kaons.

"Nossos resultados descartam essas ideias", afirma Scott Ransom, também do NRAO.

Fonte:
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Sonda da NASA foi atingida por objeto no espaço

Trombada espacial

Dados transmitidos pela Themis-B, uma das duas espaçonaves da missão ARTEMIS, indicam que a sonda espacial pode ter sido atingida por um objeto, provavelmente um pequeno meteoro.

O choque, que aconteceu no último dia 14 de Outubro, e só agora revelado pela NASA, parece ter atingido a ponta esférica na extremidade de um dos instrumentos EFI (Electric Field Instrument: instrumento de campo elétrico).

Apesar do choque, todos os demais instrumentos científicos continuam a recolher dados e transmiti-los de volta à Terra: "a sonda e os instrumentos científicos a bordo da nave continuam a operar nominalmente" afirmou a NASA em comunicado.

Com isto, a inserção da sonda na órbita de Lissajous não será interrompida, devendo ocorrer conforme previsto.

Além dos controladores de voo, os cientistas da missão continuam analisando os dados para verificar algum dano eventual ainda não detectado.

Partículas energéticas

ARTEMIS é um acrônimo para "Aceleração, Reconexão, Turbulência e Eletrodinâmica da Interação da Lua com o Sol" (Acceleration, Reconnection, Turbulence and Electrodynamics of the Moon's Interaction with the Sun).

A missão ARTEMIS usa duas das cinco sondas espaciais da missão THEMIS, que foram lançadas em 2007 e concluíram com êxito sua missão inicial no início de 2010.

As duas sondas farão medições simultâneas de partículas e de campos elétricos e magnéticos de dois locais diferentes para fornecer a primeira perspectiva tridimensional de como a aceleração das partículas energéticas ocorre perto da órbita da Lua, na magnetosfera distante e no vento solar.

Veja mais sobre a missão ARTEMIS na reportagem NASA coloca sondas espaciais orbitando "lugar nenhum".

A missão THEMIS original ajudou a descobrir a origem das auroras boreal e austral.

Em 2009, dois satélites de comunicação chocaram-se na órbita da Terra, o que causou a destruição dos dois.

Fonte:
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NASA mostra ao vivo construção do robô que irá a Marte

Câmera da Curiosidade

A NASA instalou uma webcam no laboratório onde está sendo montado e testado o próximo robô que será enviado a Marte.








O maior e mais avançado robô já enviado ao espaço, chamado Curiosidade, terá o tamanho de um Fusca, pesará quase uma tonelada, e deverá ser lançado rumo a Marte no final de 2011.

A webcam, carinhosamente apelidada de "Câmera da Curiosidade", está transmitindo apenas o sinal de vídeo, sem áudio, de uma galeria de observação um nível acima do piso da sala limpa onde o robô marciano está sendo montado, nas instalações do Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia.

O vídeo será completado periodicamente por chats ao vivo com os membros da equipe do Curiosidade, que responderão a perguntas do público sobre o robô.

Montagem do robô

O trabalho na sala limpa vai de segunda a sexta, das 08h00 às 23h00 no horário local (PST: Pacific Standard Time).

Há uma diferença de -6h00 em relação ao horário oficial de Brasília (no horário de verão), o que significa que será possível acompanhar os trabalhos das 14h00 às 05h00 da madrugada do dia seguinte.

A partir desta sexta-feira será possível ver os técnicos instalando o sistema de suspensão do robô e suas seis rodas. Na segunda-feira, 25, será instalado o enorme braço robótico, com 7 metros de comprimento.

A NASA alerta que a câmera está voltada para uma parte da sala limpa que normalmente é bastante movimentada, mas o robô e os técnicos podem desaparecer de vez em quando, quando o trabalho se mover para outras partes da sala ou para outras instalações de teste. Devido ao grande número de usuários, pode haver lentidão na transmissão.

O lançamento do robô Curiosidade rumo ocorrerá entre 25 de novembro e 18 de dezembro de 2011, devendo chegar a Marte em Agosto de 2012. Ele será capaz de mover-se em terrenos acidentados e levará instrumentos 10 vezes mais pesados do que os robôs Spirit e Opportunity.

Para participar dos chats e ver vídeos já gravados, visite os endereços www.ustream.tv/channel/nasajpl ou www.nasa.gov/mission_pages/msl/building_curiosity.html.

Curiosidade em Marte

* Missão: MSL (Mars Science Laboratory: Laboratório Científico de Marte)
* Robô: Curiosidade
* Tamanho: 3 metros de comprimento (não incluindo o braço robótico), 2,75 metros de largura e 2,15 metros de altura
* Peso: 900 kg
* Características: laboratório de geologia, suspensão tipo rocker-bogie, laser vaporizador de rochas e um monte de câmeras
* Missão: pesquisar áreas de Marte em busca de condições favoráveis para a vida, no passado ou no presente, e condições capazes de preservar um registro de vida
* Lançamento: entre 25 de novembro e 18 de dezembro de 2011, do Cabo Canaveral, na Flórida
* Chegada a Marte: agosto 2012.

Fonte:
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Lado escuro do Universo é posto em dúvida por astrônomos

Astrônomos da Universidade de Durham, no Reino Unido, afirmaram que todo o conhecimento atual sobre a composição do Universo pode estar errado.

As fontes de rádio usadas para medir o efeito de suavização dos dados do telescópio WMAP estão assinalados no mapa da radiação cósmica de fundo (círculos abertos). [Imagem: NASA/WMAP/Durham University]

Utane Sawangwit e Tom Shanks estudaram os resultados das observações do telescópio espacial WMAP e afirmam que os erros em seus dados parecem ser muito maiores do que se acreditava anteriormente.

Lado escuro do Universo

A sonda WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) foi lançada em 2001 para medir a radiação cósmica de fundo (CMB: Cosmic Microwave Background), o calor residual do Big Bang que preenche o Universo e aparece ao longo de todo o céu.

Há poucas semanas a sonda terminou o mapeamento do Universo primitivo, embora ainda sejam necessários meses para que esses dados sejam totalmente processados.

Acredita-se que a dimensão angular das ondulações verificadas na CMB esteja ligada à composição do Universo. As observações do WMAP mostram que as ondulações têm aproximadamente duas vezes o tamanho da Lua cheia, ou cerca de um grau de diâmetro.

Com estes resultados, os cientistas concluíram que o cosmos é composto de 4% de matéria "normal", 22% de matéria escura ou matéria invisível e 74% de energia escura.

O debate sobre a exata natureza desse "lado negro" do Universo - a matéria escura e a energia escura - continua intenso até hoje.

Radiação cósmica de fundo

Sawangwit e Shanks usaram objetos astronômicos que aparecem como pontos não identificados nos radiotelescópios para testar a forma como o telescópio WMAP "suaviza" os dados para formar seus mapas.

Eles descobriram que essa "suavização" é muito maior do que se acreditava anteriormente, sugerindo que a medição do tamanho das ondulações da radiação de fundo residual não é tão rigorosa como se pensava.

Se for verdade, isso significaria que as ondulações são na verdade muito menores, o que poderia implicar que a matéria escura e a energia escura podem nem mesmo existir.

"As observações da CMB representam uma ferramenta poderosa para a cosmologia, e é vital checar [os dados]. Se nossos resultados se confirmarem, então será menos provável que partículas exóticas de energia escura e de matéria escura dominem o Universo. Assim, os indícios de que o Universo possui um 'lado negro' se enfraquecerão," diz o professor Shanks.

Expansão do Universo

Se a energia escura de fato existir, então, em última instância, ela faz com que a expansão do Universo se acelere.

Este é o efeito dos superaglomerados de galáxias sobre os fótons da radiação cósmica de fundo (CMB). [Imagem: IOP/Physicsworld]

Em sua jornada a partir da CMB até os sensores dos telescópios como o WMAP, os fótons - as partículas básicas da radiação eletromagnética, incluindo a luz e as ondas de rádio - viajam através de gigantescos superaglomerados de galáxias.

Normalmente, um fóton CMB sofre um decaimento para o azul - seus picos caminham em direção à extremidade azul do espectro - quando ele entra no superaglomerado de galáxias. E, quando ele sai do superaglomerado, ele tende novamente para o vermelho. Desta forma, os dois efeitos se anulam durante a travessia completa.

No entanto, se os superaglomerados de galáxias estiverem se acelerando uns em relação aos outros - por efeito da matéria escura - esse cancelamento não é exato, e os fótons ficam ligeiramente deslocados para o azul.

Com isto, a radiação de fundo deve mostrar temperaturas ligeiramente mais altas onde os fótons atravessaram superaglomerados de galáxias.

Entretanto, novos resultados obtidos com o Sloan Digital Sky Survey, que já pesquisou mais de um milhão de galáxias vermelhas, sugerem que esse efeito não existe, mais uma vez ameaçando o modelo padrão do Universo e ameaçando dispensar a matéria e a energia escuras - esses dados do Sloan recentemente validaram a teoria da relatividade em escala cósmica.

Partículas exóticas

Se o Universo realmente não tiver um "lado negro", na verdade isso poderá representar um alívio para muito físicos teóricos, que se sentem desconfortáveis com o fato de não se haver sido ainda detectado qualquer sinal das partículas exóticas que comporiam a matéria escura e a energia escura.

O modelo cosmológico padrão prevê que o Universo é dominado por 74% de energia escura e 22% de matéria escura. Os restantes 4% são os átomos da matéria ordinária de que tudo o que conhecemos é feito. Assim, nesse modelo, 96% do Universo é escuro e seria mais razoável falar de um "lado claro do Universo". [Imagem: NASA/WMAP]

Mas, conforme os próprios autores declaram, mais medições precisam ser feitas antes de qualquer declaração categórica a favor ou contra o modelo do Universo mais aceito atualmente.

"Se nossos resultados se repetirem em novos levantamentos de galáxias no hemisfério Sul, então isso vai significar problemas reais para a existência da energia escura," diz Sawangwit.

O telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Europeia, está coletando mais dados sobre a radiação cósmica de fundo e poderá ajudar a indicar se há ou não um lado escuro no Universo.

Em 2005, um grupo de físicos propôs um novo modelo do Universo, que explicaria a expansão da aceleração do Universo pela própria gravidade - veja Alterações na Lei da Gravidade, e não a energia escura, causam a aceleração do universo.

Em apoio à teoria atual, outra equipe afirmou já ter encontrado indícios independentes da existência da energia escura.

Fonte:

Galáxias podem crescer suavemente absorvendo gases

Formação das galáxias

Astrônomos conseguiram, pela primeira vez, provas diretas de que as galáxias jovens podem crescer incorporando gases frios que se encontra ao seu redor.

Esta composição artística ilustra uma galáxia jovem, cerca de dois bilhões de anos depois do Big Bang, sugando as nuvens de hélio e hidrogênio e usando-os para formar novas estrelas. [Imagem: ESO/L. Calçada]

Novas observações do Telescópio VLT, do Observatório Europeu do Sul (ESO), forneceram, mostram que as galáxias utilizam os gases como combustível na formação de estrelas novas.

Nos primeiros bilhões de anos depois do Big Bang a massa das galáxias típicas aumentou dramaticamente. Compreender como e por que isto aconteceu é um dos maiores problemas da astrofísica moderna.

As primeiras galáxias formaram-se quando o Universo tinha menos de um bilhão de anos de idade e eram muito menores do que os sistemas gigantescos - incluindo a Via Láctea - que observamos atualmente. Ou seja, o tamanho médio das galáxias veio aumentando à medida que o Universo se desenvolvia.

Como as galáxias crescem

As galáxias colidem com alguma regularidade e desse processo resulta a fusão que origina sistemas maiores. Este é, portanto, um mecanismo importante no crescimento das galáxias.

No entanto, cientistas estão propondo um novo modo de crescimento das galáxias, bem mais suave.

Uma equipe de astrônomos europeus utilizou o VLT (Very Large Telescope) do ESO para testar uma ideia inovadora - a de que galáxias jovens cresceram ao incorporarem correntes frias de gás de hidrogénio e hélio que enchiam o Universo primordial, formando novas estrelas a partir desse material primitivo.

Tal como uma empresa comercial pode expandir-se juntando-se a outras companhias ou contratando mais pessoal, também as galáxias jovens poderiam crescer de dois modos diferentes - ou fundindo-se com outras galáxias ou incorporando matéria.

O líder da equipe, Giovanni Cresci (Osservatorio Astrofisico di Arcetri) comenta: "Os novos resultados obtidos com o VLT são a primeira evidência direta de que a adição de gás primordial aconteceu realmente e foi suficiente para dar início a uma formação estelar vigorosa que, por sua vez, originou o crescimento de galáxias de grande massa no Universo jovem."

A descoberta irá ter certamente um grande impacto na nossa compreensão da evolução do Universo desde o Big Bang até ao presente. As teorias de formação e evolução galáctica poderão ter que ser revistas.

Galáxias comedoras de gás

O grupo começou selecionando três galáxias muito distantes, no intuito de tentar encontrar evidências do fluxo de gás primordial vindo do espaço circundante e da formação de estrelas novas a ele associadas. Eles tiveram o cuidado de escolher galáxias que não tivessem sido perturbadas por interações com outras galáxias.

As galáxias escolhidas são discos em rotação muito regular, semelhantes à Via Láctea, e foram observadas a cerca de dois bilhões de anos depois do Big Bang (o que corresponde a um desvio para o vermelho da ordem de três).

Nas galáxias do Universo atual, os elementos pesados são mais abundantes perto do centro. Mas quando a equipe mapeou as galáxias distantes selecionadas, usando o espectrógrafo SINFONI montado no VLT, eles verificaram que, nos três casos, existia uma zona na galáxia, próxima do centro, com menos elementos pesados, mas que abrigava formação estelar intensa.

Isso sugere que o material que origina esta formação estelar vem do gás primordial circundante, que é pobre em elementos pesados. Esta foi a melhor prova até agora da existência de galáxias jovens incorporando gás primordial e utilizando-o para formar novas gerações de estrelas.

Espectro dos elementos

O gás presente no Universo primordial era quase todo hidrogênio e hélio. As primeiras gerações de estrelas processaram esse material primitivo, criando elementos mais pesados tais como o oxigênio, o nitrogênio e o carbono, através de fusão nuclear.

Quando este novo material foi, por sua vez, lançado de novo para o espaço por meio de ventos intensos de partículas vindos de estrelas jovens de grande massa e explosões de supernovas, a quantidade de elementos pesados na galáxia aumentou gradualmente.

Os astrônomos referem-se aos elementos diferentes do hidrogênio e hélio como "elementos pesados", ou simplesmente "metais".

Ao separar cuidadosamente a tênue radiação que vem de uma galáxia nos seus diversos componentes em função da cor, utilizando telescópios potentes e espectrógrafos, os astrônomos conseguem identificar as impressões digitais dos diferentes elementos químicos em galáxias distantes e medir a quantidade de elementos pesados aí presentes.

Com o instrumento SINFONI, montado no VLT, os astrônomos podem obter um espectro individual para cada região de um objeto celeste, o que permite fazer um mapa que mostra a quantidade de elementos pesados presentes em diferentes zonas de uma galáxia, ao mesmo tempo que se pode determinar onde é que a formação estelar está se processando mais intensamente.

O SINFONI fornece informação não apenas em duas dimensões espaciais, mas também numa terceira dimensão espectral, a qual permite observar os movimentos internos das galáxias e estudar a composição química do gás interestelar.

Fonte:
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O que faz a Terra ser tão especial comparada a outros planetas?

A Terra é um planeta especial.

Tem água em estado líquido, placas tectônicas, e uma atmosfera que nos protege dos raios do sol. Mas muitos cientistas concordam que a característica mais especial do nosso planeta, somos nós.

Esta imagem, tirada enquanto o satélite MESSENGER estava 34.692 milhas (55,831 quilômetros) acima da Terra, mostra as Ilhas Galápagos como pequenas manchas que espreita através das nuvens. The line dividing day and night cuts through South America, with night about to fall on the western half of the continent. A linha que divide o dia ea noite atravessa a América do Sul, com a noite prestes a cair na metade ocidental do continente. Credit: NASA/JHU/APL. Crédito: NASA JHU / APL.

"É o único planeta que sabemos que tem a vida", afirmou Alan Boss, teórico de formação planetária no Instituto Carnegie de Washington, em Washington, DC.

Apesar de outros corpos em nosso sistema solar, como uma lua de Saturno Titã, parece que eles poderiam ter sido hospitaleiros a alguma forma de vida, e os cientistas ainda têm esperança de vir a desenterrar os micróbios abaixo da superfície de Marte, mas a Terra ainda é o único mundo conhecidos que sustenta a vida.

"Até agora, não a encontramos em nenhum outro lugar", disse Alex Wolszczan, da Pennsylvania State University, que descobriu os primeiros planetas fora do nosso sistema solar. Ele concorda que até a vida mais simples é uma impressionante caracteristica da Terra.

Nada disto é uma revelação, mas compreender o que é especial sobre a Terra é crucial para encontrar outros planetas lá fora, e prevendo o que poderiamos encontrar neles.

O fato de que a Terra é anfitriã não só a vida, mas vida inteligente, torna duplamente singular. E a vida inteligente do planeta (a humanidade) desenvolveu os foguetes que permitem viajar para fora do planeta, disse Gregory Laughlin, astrofísico e caçadora de planetas na Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

"Durante o último meio século, o planeta Terra formou juntamente pequenos pedaços de metal em sua crosta, e atirou os objetos construídos delicadamente a todos os outros planetas do sistema solar," disse Laughlin, acrescentando que estes resultados devem ser contado como um traço exemplar de nosso planeta.

"Do nosso ponto de vista antropocêntrico, nós naturalmente nos separaramos do planeta em que vivemos, mas se adotarmos o ponto de vista de um observador externo, é o 'planeta'(tomado como um todo), que faz essas coisas notáveis!"

Dia Mundial da Água

Para sustentar a vida, o mais especial de seus atributos, o planeta Terra tem uma série de características ideais. É o único em seu sistema solar que contém água em sua forma liquida na superficie, em quantidade propícia para vida em evolução.

"O atributo mais impressionantes da Terra é a existência ea quantidade de água líquida em sua superfície", disse Geoffrey Marcy, astrônomo da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que ajudou a descobrir dezenas de planetas extrasolares.

"A Terra é notável por seu valor precisamente ajustado de água, não muito para cobrir os montes, e não tão pouco para ser um deserto árido, como o são Marte e Vênus," disse ele.

Planeta Goldilocks

A água da terra ter permanecido liquida por tanto tempo também é uma caracteristica muito especial. Como a Terra conseguiu manter seus oceanos enquanto em outros planetas eles congelaram ou evaporaram?

"Muitos detalhes a respeito de porque a Terra é o único planeta com água líquida em nosso sistema solar precisam ser estudados" disse Diana Valência, uma estudante graduada em Terra e Ciências Planetárias da Universidade de Harvard. "Certamente, a distância para o sol tornou isso possível. Um planeta mais próximo receberia muito mais energia e calor do sol, e um planeta muito longe iria congelar rapidamente."

"O fato de que a Terra possui placas tectônicas permite o ciclo do carbono-silicato de operar em escalas de tempo geológico", afirmou Valencia. "Com o ciclo do carbono-silicato, os níveis de carbono na atmosfera ficam regulados para manter a temperatura da superfície em torno do que a água precisa para continuar líquida."

As placas tectônicas e a água estão extremamente associadas. Não só as placas tectônicas permitem que a água permaneça na sua forma regular de temperatura, como muitos cientistas supõem que a água permite o movimentos das placas.

"Sem água o planeta seria geologicamente morto", disse Mike Brown, do Caltech, o descobridor do "objeto" plutóide chamado Eris, que está para além de Plutão em nosso sistema solar. "A água é o que lubrifica as placas tectônicas, que é o que leva à a preciptação de continentes e a grande quantidade de terremotos e vulcões. Venus não tem água, não tem placas tectônicas, nenhum mar profundo, nenhuma montanhas íngremes, nem continentes, provavelmente poucos terremotos ou vulcões. Um lugar geologicamente pouco interessante!"

Outra "caracteristica exata" da Terra é o seu tamanho: "Se fosse muito menor, não seria capaz de segurar a nossa preciosa atmosfera, se fosse maior, poderia ser um gigante gasoso muito quente para a vida."

A presença do nosso planeta irmão mais velho, Júpiter, um pouco mais distante no sistema solar, também ajudou a Terra se tornar um refúgio seguro para a vida. Júpiter age como uma vassoura gigante, varrendo o sistema solar de restos - rochas tão pequeno como carros e tão grande como as luas - que pode extinguir a vida em um golpe fatal.

Uma lua amigável

A vida na Terra têm também uma dívida para com o nosso vizinho celeste mais próximo, a lua.

A Lua estabiliza a rotação do nosso planeta, impedindo movimentos drásticos dos pólos que poderiam causar grandes mudanças no clima, e alguns cientistas acham que poderia ter condenado qualquer chance da vida ter se formado ou evoluido.

A Lua também controla as marés do oceano, onde os cientistas sugerem que pode ter sido o lugar perfeito para a vida começar a evoluir e se adaptar para sobreviver na terra.

Embora a Terra tenha os ingredientes necessários para a vida, não está claro se o desenvolvimento aqui poderia ter sido uma casualidade única, ou se é algo que acontece em quase todos os lugares onde as condições forem adequadas.

Terra rara!

Todas essas características fazem a Terra especial entre planetas conhecidos tanto os próximos quanto os distantes.

"Você ouve o tempo todo 'a Terra é como Marte', mas se você fosse levado a Marte, não se sentiria muito feliz ali", disse o astrônomo da Universidade de Washington Don Brownlee, autor do livro "Rare Earth" (Springer, , 2003).

Dos quase 300 novos mundos vislumbrados em outras partes da galáxia, a maioria são "Júpiter quentes" - planetas grandes que orbitam muito perto de suas estrelas, em que vida e água em estado líquido são improváveis de existir.

"Duvido que em nossa galáxia seja típico que estrelas tenham planetas como a Terra em torno deles", disse Brownlee. "Eu estou certo de que há muitos planetas em nossa galaxia que são semelhantes a terra, mas é absurda a ideia de que estes são planetas comuns."

O ponto de vista de Brownlee pode ser minoria, no entanto.

A Terra não é tão especial

Após encontrarmos outro planeta semelhante a Terra, os cientistas agora debatem se a nosso planeta realmente é tão especial como acreditamos ser.

Impressão artística mostra um trio recém-descoberta da super-Terras que orbita uma estrela semelhante ao Sol, HD 40307. Credit: ESO. Crédito: ESO.

"Nos últimos 10 anos, tudo aponta em outra direção. 'Ei, o sistema solar, o que nós pensamos que era único, não é", disse Alan Boss.

Boss e muitos outros cientistas acreditam ser muito provável que há alguma forma de vida existente em alguns desses outros incontáveis planetas por aí.

"Certamente haverá outros planetas que suportam a vida", disse ele. "Eu acho que a vida é bastante comum e quenós vamos encontrar. Existem literalmente bilhões delas na galáxia."

Fonte:

http://www.livescience.com

Cientistas afirmam ter encontrado 1ª evidência de matéria escura

Dois astrônomos norte-americanos afirmam ter obtido evidências que confirmam, pela primeira vez, a existência de matéria escura, substância que os cientistas acreditam compor a maior parte do Universo. Até o momento, não há provas que a substância exista, embora os especialistas acreditem que ela exista pela influência que exerce na matéria visível. As informações são do site LiveScience.



Dan Hooper, da Universidade de Chigago e do laboratório de aceleração de partículas FermiLAB, e Lisa Goodenough, da Universidade de Nova York, disseram ter encontrado sinais da destruição de partículas de matéria escura, detectados a partir de explosões gigantes na região do centro da Via Láctea.

Os dados coletados foram enviados à revista Physics Review Letters B e aguardam a revisão de outros físicos e astrônomos, costume comum em publicações científicas, para confirmar os estudos antes de serem publicados.

"Nada que nós tentamos chegou perto de explicar os resultados das observações que fizemos, com exceção da matéria escura", afirma Hooper. "É sempre difícil ter certeza se você não se esqueceu de nenhuma hipótese, mas, até agora, conversei com muitos especialistas e não escutei nenhuma alternativa mais plausível."

Segundo os pesquisadores, as observações mostram que a matéria escura seria composta por partículas conhecidas como WIMPs, com massas estimadas entre 7,3 e 9,2 GeV (giga elétron-volt), valores quase nove vezes maiores que a massa de um próton.

80% do Universo

Criada em 1930, a teoria da matéria escura surgiu como uma explicação para a velocidade de estrelas e galáxias, que deveria ser motivada por uma quantidade muito maior de matéria do que a visível. A matéria escura recebe este nome por não refletir luz e, como consequência, não ser captada por telescópios.

Os astrônomos calculam que 80% do Universo é composto por matéria escura. Apenas o quinto restante seria feito de elementos conhecidos, como o carbono, hidrogênio ou oxigênio.

"É o maior acontecimento com relação à materia escura desde que nós descobrimos que ela existe," diz Hooper. "Até nenhuma explicação alternativa surgir, sim, eu acho que nós finalmente encontramos."

Fonte:
http://g1.globo.com

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Observação do cometa Hartley 2 esbarra em condições não muito favoráveis no Brasil

Uma notícia nada boa para quem perdeu o Hartley 2 na madrugada desta quinta-feira: as condições para observar o cometa no Brasil estão tampouco favoráveis.

Imagem do cometa Hartley 2 fornecida pela agência espacial norte-americana; o corpo celeste tem 1,2 km de diâmetro

O professor Roberto Costa, do Departamento de Astronomia da USP, explica que o cometa se move lentamente e poderá ser visto até o início de novembro, mas uma combinação de fatores pode estragar a festa dos observadores brasileiros.

Pela sua localização, o Hartley 2 é mais visível em países do hemisfério Norte. Ele também é semelhante a uma estrela fraca e sua observação é difícil. E, por fim, nesta sexta-feira começa a fase da lua cheia, o que dificultará a visualização do objeto.

O dia mais propício para ver o cometa é na próxima quinta-feira (28), quando estará mais próximo do Sol e seu corpo celestre alcançará seu brilho máximo.

O professor recomenda usar um tripé junto com o telescópio doméstico para melhor observar o cometa, que estará na constelação Auriga (ou Cocheiro) até o dia 25 e na de Gêmeos depois dessa data. De acordo com ele, o horário indicado é por volta da meia-noite.

Vale lembrar que objetos celestes de pouca luz são difíceis de ver se a pessoa estiver na cidade, por causa da iluminação artificial. Os melhores pontos são fora dos centros urbanos.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br

ESO: 1ª imagem 3D mostra restos de estrela a 100 mi de km/h

Observações da supernova são as primeiras em 3D e confirmam modelos de computador. As observações mostraram novos detalhes sobre esses fenômenos, como, por exemplo, a ejeção de material a 100 milhões de km/h, cerca de 10% da velocidade da luz.

Imagem de 2007 do telescópio Chandra da mesma supernova mostra em azul e púrpura registro em raio-X e em branco e rosa o registro ótico.


Em 2006, o Hubble também registrou a supernova.


Fonte:
http://noticias.terra.com.br

Verdade sobre ETs será revelada em breve, diz cientista

O físico Stanton Friedman, que trabalhou por décadas em desenvolvimento de foguetes para algumas das maiores agências espaciais do planeta, diz que os alienígenas existem, estão nos visitando há muito tempo e que essa verdade será revelada em breve. "Alguns óvnis são espaçonaves inteligentemente controladas extraterrestremente, e essa é a maior história do milênio. (...) Estou convencido de que estamos lidando com um Watergate cósmico", diz Friedman. As informações são do Live Science.

De acordo com o físico Stanton Friedman, governos encobrem a existência de extraterrestres.
O cientista diz que a "verdade" sobre os ETs será revelada em breve e caso se tornará "Watergate cósmico"


Friedman afirma que há duas razões principais para que as fortes evidências de aliens não sejam conhecidas melhor. A primeira seria uma suposta grande conspiração que perdura décadas e que envolveria oficiais de alto escalão. De acordo com ele, a outra é que cientistas que podem exibir essas evidências estão com medo, não apenas daqueles que participam da suposta conspiração, mas também de admitir que a ciência estava errada.

Por outro lado, o físico diz acreditar que a verdade sobre os óvnis será revelada em breve. "Eu continuo otimista, antes de morrer, e eu tenho 75 anos, eu vou pegar pelo menos uma parte dessa história, de que não estamos sozinhos no universo", diz o pesquisador.

Friedman se junta a um grupo de cientistas e famosos que está convencido de que existe vida extraterrestre inteligente e que está já chegou até nós.

Junto com o físico, está o astronauta Edgar Mitchell, que participou do programa Apollo, que também afirma que os aparecimentos de ETs é escondida pelos governos (o próprio Mitchell disse nunca ter visto um óvni, mas acredita no alien de 1947 em Roswell, no Novo México).

Segundo a reportagem, outro defensor de que os ETs existem é o psiquiatra John Mack, ex-professor da Universidade de Harvard, que passou anos estudando pessoas que dizem ter sido abduzidas, sondadas e sofrido experimentos de aliens.

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Observatório ESO capta imagens de seis galáxias espirais

Seis galáxias espirais foram observadas por telescópio do observatório ESO (Observatório Europeu do Sul, na sigla em inglês) em Paranal, no Chile. As imagens foram obtidas sob luz infravermelha com a câmera HAWK-I.

A primeira galáxia da imagem é a NGC 5247, que se situa entre 60 e 70 milhões de anos-luz da Terra. Ela se encontra de frente para a Terra, o que colabora na visualização de sua forma espiral.

A segunda imagem mostra Messier 100, descoberta no século XVIII. Está localizada a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra.

A terceira galáxia é NGC 1300, considerada um protótipo das galáxias espirais, que fica a cerca de 65 milhões de anos-luz da Terra.

NGC 4030 é a quarta galáxia, localizada a 75 milhões de anos-luz.

NGC 2997 é a penúltima galáxia da imagem, situada a cerca de 30 milhões de anos-luz. É a mais brilhante galáxia entre as divulgadas.

Finaliza a imagem a galáxia NGC 1232, a cerca de 65 milhões de anos-luz da Terra, que está entre as primeiras imagens obtidas na história do ESO.

As imagens, segundos os astrônomos do ESO, ajudarão na compreensão de como se formam e evoluem as galáxias expirais. O estudo, liderado por Preben Grosbol, do ESO, tem como objetivo analisar as maneiras complexas e sutis pelas quais as estrelas nestes sistemas formam estruturas espirais perfeitas.

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Empresa russa diz que pretende lançar hotel espacial até 2016

Uma empresa russa anunciou nesta quarta-feira, 29, um plano ambicioso para preencher um vácuo no mercado de turismo espacial, pondo um hotel em órbita.


A Orbital Technologies tem grandes planos para sua Estação Espacial Comercial, que receberá turistas e oferecerá espaço ocioso para astronautas e cientistas.

Mas é improvável que ela chegue ao espaço em breve. A empresa pretende lançar uma estação de sete cômodos até 2016, mas pode aumentar ou diminuir a capacidade de acordo com a demanda.

Também não está claro se a estatal RKK Energia, citada como principal empreiteira do projeto, terá capacidade de executar o plano. A Energia constrói as naves Soyuz e Progress que levam astronautas e carga à Estação Espacial Internacional (ISS).

O principal executivo da Orbital Technologies, Sergey Kostenko, disse que sua estação será projetada especificamente para receber turistas.

"Será mais confortável que a ISS porque não terá nenhum equipamento científico supérfluo", declarou.

Até agora, os turistas espaciais tiveram de viajar de carona em naves Soyuz para passar algum tempo a bordo da ISS, flutuando a bordo da estação científica e tentando não quebrar nada.

A empresa não revelou o custo do projeto, nem quanto será a diária do hotel orbital. Em 2009, o turista espacial canadense Guy Laliberte pagou US$ 35 milhões por 12 dias a bordo da ISS.

O chefe do programa espacial tripulado russo, Alexey Krasnov, disse que a nova estação poderia oferecer um refúgio para a tripulação da ISS no caso de uma emergência.

No entanto, Jim Oberg, um consultor baseado em Houston (EUA) e especialista no programa espacial russo, advertiu que duas estações espaciais próximas exigiram demais dos sistemas de rastreamento e comunicações na Terra.

Oberg afirmou que o novo projeto levanta dúvidas quanto ao comprometimento da Rússia com a ISS. Uma nova estação em órbita acessível a partir da ISS permitiria que os russos desconectassem seus módulos da estação internacional e os transferissem para a nova base.

"Por que a Rússia gastaria os recursos necessários é uma questão importante que tem implicações significativas para seu futuro comprometimento com a ISS, um comprometimento em que a Nasa apostou, na ausência de meios americanos de acesso à órbita.

O único veículo americano capaz de levar seres humanos à órbita da Terra é o ônibus espacial, cuja frota será aposentada no ano que vem. Uma nova tecnologia para substituí-los ainda está alguns anos no futuro, e até lá os EUA dependerão de naves russas para poder utilizar a ISS.

"A Nasa deve se dedicar agora a garantir que não seremos chantageados, eliminando nossa vulnerabilidade", acrescentou Oberg.

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Telescópio detectada abundância de buckyballs no espaço

Uma molécula de carbono com o formato de bola de futebol, que alguns cientistas acreditam que podem ter ajudado a iniciar a vida na Terra, é mais comum no Universo do que se pensava.

Moléculas em estrutura esférica foram encontradas junto a estrelas [Divulgação/JPL-Nasa]

Usando o Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, pesquisadores avistaram as esferas conhecidas como buckyballs ao redor de três estrelas moribundas semelhantes ao Sol na Via-Láctea, e também no espaço interestelar.

O telescópio também viu as bolas flutuando ao redor de uma estrela moribunda numa galáxia próxima. Antes, o Spitzer havia encontrado buckyballs apenas em uma região do espaço.

As novas descobertas aparecem no periódico Astrophysical Journal Letters.

Os cientistas esperam obter uma melhor compreensão do papel desempenhado pelas buckyballs no nascimento e na morte de estrelas e planetas.

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Céu da Semana - 26 de outubro a 01 de novembro de 2010



O Céu da Semana está de volta, todas as terças-feiras com Gustavo Rojas dando dicas de como olhar para o céu, quais constelações estão em destaque, fases da lua e os principais fenômenos astronômicos.

O quadro Céu da Semana é um quadro também no Paideia, programa radiofônico sobre cultura científica apresentado ao vivo todas às 3ª feiras, às 18h, na Rádio UFSCar.

Acompanhem mais notícias no blog http://programapaideia.wordpress.com/

Céu da Semana é produzido pelo LAbI - Laboratório Aberto de Interatividade para Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico - da UFSCar

Céu da Semana é produzido pelo Laboratório Aberto de Interatividade - LAbI da UFSCar.


Caçada infravermelha: WISE começa varredura do céu

O telescópio espacial WISE (Wide Field Infrared Explorer), da Nasa, começou hoje a sua varredura completa do céu em infravermelho.

Esta concepção artística mostra o telescópio WISE mapeando todo o céu em infravermelho. Seus dados levarão anos para serem totalmente analisados e interpretados.[Imagem: NASA/JPL-Caltech/Ball]

A missão vai gastar nove meses fotografando o céu em luz infravermelha, revelando todos os tipos de corpos celestes - tudo, de asteroides nas proximidades da Terra até galáxias jovens situadas a mais de dez bilhões de anos-luz de distância.

Descobertas garantidas

O telescópio WISE, lançado em 14 de dezembro de 2009, deverá descobrir centenas de milhares de asteroides e centenas de milhões de estrelas e galáxias. Seu enorme catálogo de dados irá fornecer aos astrônomos, e a futuras missões, dados que consumirão décadas de estudos para serem totalmente analisados.

O WISE é um telescópio na faixa do infravermelho que ficará circulando em volta da Terra ao longo dos pólos para fazer um mapa completo do universo, detectando galáxias longínquas, estrelas frias demais para que sua luz seja captado com precisão por outros telescópios e até asteroides escuros, escondidos nas profundezas do Sistema Solar, de onde podem surgir "repentinamente" para se chocar com a Terra.

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Cientistas propõem viagem sem volta a Marte

Quando Barack Obama tomou posse, ele afirmou que era preciso rever os projetos de voos tripulados da NASA.

Embora tenha dito que poderia ser possível enviar o homem a Marte até 2030, o efeito mais imediato da nova política espacial da NASA foi o cancelamento do projeto de retorno à Lua.

Uma estratégia seria enviar inicialmente quatro astronautas, dois em cada uma de duas espaçonaves, ambas com módulo de pouso e com suprimentos suficientes. [Imagem: NASA/JPL]

Com um mero passeio lunar cada vez mais distante, e com as decepcionantes dificuldades que a própria NASA demonstrou na execução do projeto Constelação, que nada mais era do que um upgrade da histórica Apolo, ir a Marte ou a qualquer outro planeta parece um sonho cada vez mais distante.

Viagem sem volta a Marte

Mas talvez haja uma alternativa, uma missão que seja mais simples e mais barata e que viabilize a chegada do homem a Marte.

Para isso, basta que seja uma viagem sem volta, ou seja, uma viagem para astronautas que aceitem o desafio de ir para Marte sem qualquer plano de voltar à Terra.

Esta é a proposta de Dirk Schulze-Makuch, da Universidade do Estado de Washington, e do renomado Paul Davies, da Universidade do Estado da Flórida, ambas nos Estados Unidos.

Eles acabam de delinear como seria uma missão sem volta a Marte em um artigo publicado na revista científica Journal of Cosmology, chamado To Boldly Go: A One-Way Human Mission to Mars - Para Audaciosamente ir: Uma Missão Humana sem Retorno a Marte, em tradução livre. O "audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais foi antes" é a marca registrada do seriado Jornada nas Estrelas.

Os dois físicos consideram que, embora tecnicamente factível, uma missão tripulada de ida e volta a Marte é improvável num horizonte de tempo razoável - principalmente, segundo eles, porque seria um projeto incrivelmente caro, tanto em termos financeiros quanto em sustentação política.

E, como a maior parte do gasto está ligado à necessidade de trazer os astronautas de volta em segurança, uma missão só de ida poderia não apenas reduzir os custos a uma fração do projeto inicial, como também marcar o início da colonização humana de longo prazo do planeta.
Cientistas propõem viagem sem volta a Marte

Colonização de Marte

Marte é o alvo mais promissor para uma colonização humana porque ele é muito similar à Terra: possui uma gravidade moderada, uma atmosfera, "água abundante", dióxido de carbono e uma infinidade de outros minerais essenciais.

Uma missão só de ida a Marte seria o primeiro passo para o estabelecimento de uma presença humana permanente no planeta. [Imagem: NASA/JPL]

É o segundo planeta mais próximo da Terra, depois de Vênus, e uma viagem a Marte levaria apenas seis meses, usando a opção de lançamento mais favorável e a atual tecnologia dos foguetes químicos.

"Uma estratégia seria enviar inicialmente quatro astronautas, dois em cada uma de duas espaçonaves, ambas com módulo de pouso e com suprimentos suficientes, para estabelecer um único posto avançado em Marte. Uma missão só de ida a Marte seria o primeiro passo para o estabelecimento de uma presença humana permanente no planeta," explicou Schulze-Makuch.

Embora afirmem que seria essencial que os astronautas fossem voluntários, Schulze-Makuch e Davies ressaltam que não estão propondo que os pioneiros espaciais sejam simplesmente abandonados à própria sorte em Marte - eles propõem uma série contínua de missões, suficientes para dar suporte à colonização de longo prazo.
Cientistas propõem viagem sem volta a Marte

Terráqueos marcianos

"Teria de fato muito pouca diferença dos primeiros pioneiros brancos que foram para o continente norte-americano, que deixaram a Europa com poucas expectativas de retorno," diz Davies.

Rocha com um desenho que lembra um crânio humano, encontrada em Marte. [Imagem: NASA/J.P.Skipper/Eduardo Lucena]

"Exploradores como Colombo, Frobisher, Scott e Amundsen, embora não embarcassem em suas viagens com a intenção de se fixar em seus destinos, de qualquer forma assumiam riscos pessoais gigantescos para explorar novas terras, sabendo que havia uma probabilidade significativa de que poderiam morrer na tentativa."

Embora proponham que os colonos espaciais comecem logo a cultivar e explorar os recursos do próprio planeta, os cientistas afirmam que eles poderiam receber periodicamente suprimentos enviados da Terra.

E eles vão audaciosamente ainda mais longe: o posto avançado poderia se tornar autossuficiente e se tornar uma base para um programa de colonização espacial ainda maior, de onde os "terráqueos marcianos", ou mesmo terráqueos de nascença, poderiam partir para ir mais longe.
Cientistas propõem viagem sem volta a Marte

Seguro contra catástrofes

Os cientistas afirmam que o primeiro passo para a missão sem volta seria a seleção de um local adequado para a colônia, que preferencialmente tenha uma caverna ou outro relevo que sirva de abrigo, assim como recursos nas proximidades, como água, minerais e nutrientes para agricultura.

Áreas apontadas pelos pesquisadores como promissoras para a primeira colônia humana em Marte, por conterem cavernas e relevo capaz de funcionar como proteção para os colonos espaciais. [Imagem: Schulze-Makuch/Davies/NASA]

Marte não tem uma camada de ozônio e nem uma magnetosfera que proteja contra a ionização e os raios ultravioleta. Por isso, uma caverna seria muito importante. As cavernas marcianas também poderiam conter depósitos de gelo em seu interior, embora isso ainda não tenha sido comprovado.

O artigo sugere que, além de oferecer um "bote salva-vidas" no caso de uma mega-catástrofe na Terra, uma colônia em Marte seria uma plataforma inigualável para pesquisas científicas. Os astrobiólogos acreditam que é grande a probabilidade de que Marte tem ou já teve vida microbiana, e que seria uma oportunidade imperdível estudar uma forma de vida alienígena e um segundo registro evolucionário.

Espírito explorador

Embora acreditem que a estratégia para colonizar Marte com missões sem retorno coloque o projeto, financeira e tecnologicamente, ao alcance das possibilidades atuais, Schulze-Makuch e Davies afirmam que a ideia precisará não apenas de um grande esforço de cooperação internacional, mas também exigirá o retorno o espírito explorador e do ethos de assumir riscos do período das grandes explorações na Terra.

A colonização de Marte exigirá o retorno o espírito explorador e do ethos de assumir riscos do período das grandes explorações na Terra. [Imagem: NASA/JPL/John Olson]

Segundo eles, ao levantar a ideia entre seus colegas cientistas, vários deles manifestaram a intenção de se inscreverem como voluntários para tal missão.

O próprio Schulze-Makuch afirma que seria o primeiro voluntário a se inscrever no projeto - mesmo reconhecendo o fato de que, quando tal missão estivesse pronta para partir, ele certamente não teria mais idade para embarcar.

"Pesquisas informais feitas após palestras e conferências sobre a nossa proposta mostraram repetidamente que muitas pessoas gostariam de se voluntariar para uma missão sem retorno, tanto por razões de curiosidade científica, quanto por um espírito de aventura e de cumprir o destino da humanidade," afirmam eles.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sonda registra eclipse de lua em Saturno

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta segunda-feira uma imagem da sombra da lua Mimas, de Saturno, projetada no sul do gigantesco planeta gasoso. Segundo a agência, a imagem foi registrada em 8 de setembro com um filtro especial para comprimentos de onda próximos ao infravermelho (750 nanômetros).

Os famosos anéis e a própria lua Mimas não podem ser vistos na imagem

A nave estava a cerca de 2,2 milhões de km de distância de Saturno no momento em que registrou a imagem. A missão Cassini-Huygens é mantida pela Nasa, pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e Agência Espacial Italiana.

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Descoberta fonte oculta de raios X no interior da Via-Láctea

O objeto - um sistema binário - foi revelado por isntrumento japonês a bordo da Estação Espacial

Astrônomos do Japão, usando um detector de raios X a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) e da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, usando o observatório espacial Swift, da Nasa, estão anunciando a descoberta de um objeto emissor de raios X que se encontrava escondido no interior da Via-Láctea, na constelação do Centauro.

O instrumento Maxi, instaladao do lado de fora do módulo japonês da ISS [Reprodução/Nasa]

O objeto - um sistema binário - foi revelado quando o instrumento Maxi (sigla em inglês par Monitor de Imagem de Raio X de Todo o Céu), no módulo japonês Kibo, da ISS, captou uma erupção gigantesca de radiação, conhecida como nova de raios X.

A equipe Maxi alertou a comunidade astronômica mundial, e o observatório Swift conduziu uma observação "de oportunidade" nove horas após o alerta, emitido na madrugada de 20 de outubro.

A detecção pelo equipamento da Nasa confirmou a presença da fonte de raios X até então desconhecida, que recebeu a designação MAXI J1409-619.

"A observação do Swift sugere que essa fonte provavelmente é uma estrela de nêutrons ou um buraco negro com uma estrela de grande massa localizada a poucas dezenas de milhares de anos-luz da Terra, dentro da Via-Láctea", disse, em nota, David Burrows, da universidade americana.

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domingo, 24 de outubro de 2010

O Universo de Stephen Hawking

Nesta série de imagens ilustrativas, o ciêntista Stephen Hawking descreve como seriam algumas espécies de animais que se desenvolveram em outros planetas com ambiente diferente da Terra.

Imagem de uma criatura semelhante a uma lula

Uma criatura semelhante a uma lula alimenta-se no fundo do oceano salgado que poderia existir abaixo da crosta congelada desta lua de Júpiter. Europa é o único astro de grande porte, além da Terra, que pode conter volumes de água capazes de sustentar a vida. Se existirem organismos neste mar eternamente escuro, eles devem apresentar características das criaturas das regiões abissais dos oceanos da Terra, incluindo bioluminescência e uma cadeia de nutrientes estabelecida ao redor de fontes hidrotermais.


Planeta Terrestre: Herbívoros

Em um mundo imaginário semelhante à Terra, animais alienígenas valem-se de suas enormes trombas, parecidas com aspiradores, para extrair comida da superfície rochosa. Organismos em planetas distantes da Terra podem parecer estranhos em aparência e comportamento, mas os caminhos bioquímicos e as estruturas corporais necessárias à vida provavelmente são constantes - dentro de um determinada variação - em todo o Universo. Em uma atmosfera e gravidade semelhantes às nossas, estes animais se alimentam e se movem de forma muito parecida com a de seus colegas da Terra.

Planeta Terrestre: Herbívoros

Um close-up do animal alienígena de Hawking revela a enorme tromba usada para arrancar plantas simples, além de duas patas com três dedos que oferecem mobilidade e sustentam o corpo volumoso. A tromba e as pernas são equipadas com estruturas de fixação que permitem aos animais se alimentar em superfícies verticais, como encostas íngremes.

Planeta Terrestre: Herbívoros

A forma deste herbívoro alienígena de Hawking inclui olhos localizados nas laterais da cabeça, uma característica existente na maioria dos animais herbívoros da Terra, o que lhes confere um campo de visão mais amplo e melhor detecção de predadores. Os olhos dos animais alienígenas seriam mais sensíveis aos comprimentos de onda específicos criados pela combinação singular da atmosfera planetária e do tipo estelar.

Planeta Terrestre: Predador

Um trio de caçadores alienígenas de Hawking se prepara para atacar uma manada de herbívoros. Como a maioria dos carnívoros da Terra, eles possuem visão binocular e seus corpos são moldados para a velocidade e a ação rápida. Estas criaturas também possuem membranas entre as patas dianteiras e traseiras para planar, além de um par de ferrões venenosos que eles usam para subjugar a presa.

Planeta Terrestre: Caça

Os predadores alienígenas atacam um dos grandes herbívoros com vários golpes de seus ferrões venenosos. A superfície do solo nesta imagem, na verdade, é a face vertical de uma encosta (note que um dos predadores cai para a morte no vale abaixo).

Planetas com temperaturas baixissimas

Foto de um animal alienígena sobrevivendo ao clima inóspito de outro planeta.

Gigante gasoso: Alienígenas da atimosfera

Em gigantes gasosos como Júpiter e Saturno, muitos cientistas - e escritores de ficção - imaginaram se a vida poderia se desenvolver e se manter em atmosferas tão densas e violentas. Este cenário imaginário mostra como seria a aparência provável de uma destas criaturas gasosas, apesar de um mecanismo plausível para a origem da vida em tais condições estar além do escopo das atuais investigações bioquímicas.

Gigante gasoso: Alienígenas da atimosfera

Se criaturas parecidas com dirigíveis vagassem pelas atmosferas pesadas dos gigantes gasosos, sua possível fonte de energia talvez fosse a habilidade de aproveitar as descargas elétricas de potentes relâmpagos. Planetas como Júpiter são conhecidos por suas grandes tempestades elétricas, provavelmente geradas em uma camada de vapor de água abaixo das camadas mais externas de nuvens de amônia.

Viajantes do espaço alienigenas

O Universo provavelmente abriga formas de vida que dominaram os desafios das viagem espaciais. Nesta imagem, uma frota de alienígenas "nômades" entra em um buraco de verme aberto com tecnologias que estão além da compreensão humana.

Alienígenas viajantes do espaço

Realizar façanhas como abrir buracos no espaço-tempo exigiria uma enorme quantidade de energia. Uma das fontes desta energia, sugere o Professor Hawking, é a habilidade de extrair e concentrar a energia das estrelas com um conjunto de coletores do tamanho de planetas.

Alienígenas viajantes do espaço

Um conselho que o Professor Hawking não se importa de compartilhar revela uma visão menos expansiva da exploração espacial: talvez seja melhor manter em segredo a nossa localização, em vez de nos mostramos tão ansiosos em fazer contato. Levar nossas mensagens de curiosidade e paz através das estrelas pode apenas facilitar que uma operação de mineração de alienígenas avançados invada a Terra.

Créditos: DCL | Darlow Smithson Productions Ltd.

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sábado, 23 de outubro de 2010

As Naves da Imaginação

"O espaço, a última fronteira". Estas palavras abriam a primeira temporada da mítica série Star Trek- Jornada nas Estrelas, em 1966. E apesar desta ficção se passar no século XXIII, a humanidade sonha em viajar pelo universo desde tempos remotos. Um dos precursores literários deste anseio talvez seja Julio Verne, que delineou os fundamentos de uma nave espacial em seu romance Da Terra à Lua em 1865, mais de 100 anos antes do homem sequer pisar no satélite terrestre!



Muitos anos depois, em uma galáxia muito, muito distante, a maior saga espacial chegou às telas do cinema e povoou nosso imaginário com Jedis, princesas, aventureiros e wookies, em naves míticas como a Millenium Falcon, os caças de batalha e a maligna Estrela da Morte. Star Wars é a mais popular franquia de ficção espacial da história, e apesar das naves de verdade custarem muitos milhões, hoje qualquer pessoa pode comprar uma sofisticada Millenium Falcon de brinquedo por algumas centenas de dólares.

Descubra nesta experiência as diferentes possibilidades de naves espaciais que a humanidade poderia desenvolver, quem sabe, em um futuro não tão distante. Aerodinâmicas, funcionais e fascinantes.

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Como funcionaria o teletransporte

É a fantasia mais recorrente nos filmes de ficção científica e um desafio para os cientistas. Você já imaginou o que aconteceria se o teletransporte se tornasse realidade?



Em primeiro lugar, vários gargalos de tráfego diminuiriam, assim como os problemas ligados à poluição – para não mencionar o petróleo, atualmente a matéria-prima da maioria dos combustíveis utilizados nos meios de transporte.

Por outro lado, começaríamos a ter mais tempo livre para aproveitar a vida. Basta fazer uma conta simples. Se você demora em média 45 minutos para chegar ao trabalho e mais 45 minutos para voltar para casa, isso equivale a aproximadamente 30 horas de viagem em um mês e 15 dias completos em um ano. Com o teletransporte, precisaríamos de apenas de alguns segundos do nosso tempo.

Mas pense também nos problemas que poderíamos enfrentar: de um teletransporte incompleto, passando por um resultado fora de escala ou deformado, até a possível inclusão de uma molécula estranha no “produto final”, as consequências poderiam ser trágicas.

No entanto, estas fantasias só se tornam realidade no cinema. Até agora, os cientistas só conseguiram transportar fótons, alguns átomos de cálcio e berílio, além de informações. O teletransporte humano e sua consequente desmaterialização ainda são um mito.

Como o corpo humano é formado por milhões de átomos, a ideia de evaporarmos e aparecermos em outro lugar, por enquanto, é apenas isso: uma simples ideia.

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Arqueólogos descobrem Stonehenge brasileiro

Um círculo de pedras no norte do Amapá guarda uma história intrigante sobre povos antigos da Amazônia.

Os raios de sol atravessam a pedra do Furo e inundam de luz o círculo cerimonial. Para os arqueólogos, o lugar era usado em datas astronômicas especiais - assim como o famoso sítio britânico de Stonehenge.

A madrugada é uma bênção. Essa é uma das poucas horas nessa região do Amapá, logo acima da linha do equador, em que o forte calor não impera. Nas redes espalhadas pela casa da fazenda que serve de abrigo aos pesquisadores, reina um conforto preguiçoso. A noite chuvosa, contudo, deixa a equipe apreensiva. Afinal, a viagem até o sítio arqueológico Rego Grande só tem um objetivo: observar os caminhos do Sol no céu durante o solstício de dezembro no lugar que, não à toa, ficou conhecido como o "Stonehenge brasileiro". A chuva, portanto, não era bem-vinda.

O sítio Rego Grande, que recebeu o nome do igarapé que o margeia, é formado por mais de uma centena de blocos de granito. Assim como o Stonehenge britânico, um dos mais intrigantes sítios neolíticos do mundo, ele também deve ter sido especial em seu tempo, quando foi palco de cerimônias repletas de oferendas, algumas de caráter astronômico. Lá e cá, ambos os lugares foram usados em festas e cultos, e são obra da vontade de seus construtores em marcar a paisagem de maneira concreta. O Rego Grande, contudo, data de mil anos, enquanto o Stonehenge remonta a cerca de 4,5 mil anos.


A presença de megálitos em várias regiões do planeta, e ao longo de muitos períodos da história, reforça a curiosidade sobre a semelhança entre os dois sítios. "O megalitismo dispersou-se em épocas diferentes. Foi um fenômeno global", diz o português Manuel Calado, da Universidade de Lisboa, especialista nessa área da arqueologia que estuda os monumentos de pedra.

Com mais de 30 metros de diâmetro, a estrutura quase circular do Rego Grande foi idealizada no topo de uma colina, em um trecho que fica no limite entre os campos alagados do litoral e áreas de savana. "Assim como a paraense ilha de Marajó, o Amapá era um dos maiores centros de inovação cultural da Amazônia", diz Stéphen Rostain, arqueólogo francês que estuda sítios na Guiana Francesa há quase 20 anos. De fato, nos dois lados da foz do maior rio do mundo, a exuberância e a diversidade dos estilos cerâmicos demonstram que, no passado, múltiplas culturas interagiram na região, deixando ali um imenso patrimônio arqueológico. A proximidade entre a costa amapaense e o arquipélago de Marajó, usufruída pela população atual, também serviu de elo entre os povos indígenas pré-coloniais. A margem esquerda da foz do Amazonas e o sistema insular do Marajó, com sua grande diversidade de ambientes e enorme rede fluvial, talvez tenham incentivado amplas redes de troca, criando contextos de desenvolvimento cultural que ainda hoje desafiam nossa compreensão.

Na varanda da casa de madeira, onde passamos apreensivos aquela noite chuvosa, o clima agora é de euforia. O céu claro promete sol, mas a data marca a chegada da estação das chuvas - que ali se inicia em dezembro e se estende até julho. O solstício era também uma ocasião má-gica escolhida para diversas celebrações por índios que viviam no âmbito da foz do Amazonas entre os séculos 1 e 18, muitos dos quais habitantes da costa norte do Amapá e parte do litoral do território da atual Guiana Francesa. Nessa região, o Projeto de Investigação Arqueológica na Bacia do Rio Calçoene, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), estuda o que sobrou da vida desse povo. E o sítio Rego Grande é parte importante da história.

Os monumentos de pedra dispersos ao longo do litoral amapaense, entre os rios Araguari e Oiapoque, foram observados pela primeira vez no fim do século 19. Depois, Curt Nimuendajú, etnólogo alemão que percorreu o Amapá na década de 1920, também registrou mais de uma dezena deles. Na década de 50, Betty Meggers e Clifford Evans, americanos que marcaram a arqueologia amazônica ao propor um quadro histórico da ocupação indígena na foz do rio Amazonas, sugeriram que esses locais deviam ser centros cerimoniais, construídos por índios originários da região circuncaribenha.


Ao longo de todo esse litoral, até Caiena, capital da Guiana Francesa, se espalham sítios arqueológicos com um elemento comum: uma cerâmica elaborada, ora pintada com delicados desenhos vermelhos sobre um fundo branco, ora gravada com incisões feitas na argila ainda úmida. Betty Meggers e Clifford Evans chamaram esse estilo cerâmico de aristé. Em escavação recente em uma antiga aldeia indígena 50 quilômetros ao sul do Rego Grande, no Retiro do Padre, alguns fragmentos dessa cerâmica foram recolhidos. Nenhum deles tinha o vigor da decoração das peças clássicas aristés, mas as técnicas de manufatura, a seleção da argila e as formas dos vasos eram do mesmo tipo.

O Retiro do Padre era uma aldeia pequena, com duas ou três casas identificadas pela observação de manchas no solo que marcam os lugares em que os esteios das moradias estavam fincados. Nas lixeiras, além dos fragmentos miúdos de panelas quebradas, restam caroços queimados de palmeiras frutíferas, como o açaí e o tucumã, abundantes por toda a região - um lixo recolhido ao redor de fogueiras e descartado na periferia da aldeia. No entorno do sítio, sobre outras colinas, há mais vestígios de povoações. "Tem muita coisa perdida nesses morros", conta Alzira Souza, esposa do capataz da fazenda, quando lhe mostramos uma lâmina de machado de pedra encontrada na escavação.

Ao mesmo tempo que exploravam seu território, os índios constituíam mitos para explicá-lo. Figuras de animais representados nas cerâmicas apontam cosmologias cheias de relações entre seres humanos e animais, em uma interação que ainda hoje caracteriza o ideário indígena amazônico. Diferente do pensamento moderno ocidental, que separa homens e animais, o chamado "perspectivismo ameríndio" aponta para uma fluidez das formas humanas e não humanas que não se encaixa na distinção entre cultura e natureza. A mistura dos motivos animais e humanos sugere, em vários potes, personagens híbridos.

Cobras, sapos e lagartos, aves e macacos, além de corpos e rostos humanos, são figuras recorrentes nos potes cerâmicos, funerários ou não. No Rego Grande, os vasos com desenhos de répteis foram colocados em meio a blocos de granito, enquanto aqueles com aves estavam no interior do monumento, afastados das pedras. Mais que uma mimese do hábitat animal, essas práticas organizam e manipulam um jeito próprio de dar sentido ao mundo, construindo lugares em que a memória do grupo fica inscrita.

A construção dos megálitos é também parte dessa apropriação da paisagem, ou seja, da transformação de conhecimentos abstratos, de histórias orais, em estruturas concretas. Mil anos depois, nós caminhamos de novo sobre o chão que os índios pisaram, à espera do alvorecer do dia do solstício. Na noite escura, percorremos os 300 metros que separam a casa de madeira do sítio Rego Grande, sentindo a umidade do capim molhado da chuva entrando nos sapatos. A colina onde está o sítio se destaca no relevo. É uma caminhada tranquila até o alto e, ao longo dos quase quatro anos de pesquisa no local, são incontáveis as vezes em que subimos para alcançar o topo onde as pedras foram colocadas. Mesmo assim, a cada vez a sensação se repete: a expectativa dos blocos ganhando dimensão, e o círculo aparecendo, impõe reverência. Sempre uma emoção nova toma conta de nós.

O trabalho na construção dos monumentos de pedra exigiu não apenas força bruta mas também organização e controle político. Foi necessária a coesão de muitas pessoas, além de liderança forte para reuni-las e convencê-las de que o esforço valia a pena. Encontrar os blocos não devia ser tarefa fácil. Muitos certamente já estavam soltos sobre os afloramentos, mas as cicatrizes encontradas em alguns lajedos mostram que vários blocos tiveram de ser extraídos. As ferramentas e as técnicas empregadas são desconhecidas, mas detalhes nos megálitos sugerem que os índios aproveitaram falhas na base das pedras para retirá-las. Uma vez soltos, os blocos eram carregados até o topo das colinas - alguns podem pesar mais de 4 toneladas -, onde um esforço de engenharia acontecia. A presença de jazidas de pedra com cicatrizes, além de outras dispostas na beira de rios, indica que parte do transporte dos blocos era feita em embarcações. As pedras não eram apenas fincadas no chão. O cuidado na fixação delas, com uso de outras menores para calçar os megálitos em posições definidas, exigiu planejamento e sabedoria.

Os megálitos foram idealizados por volta do ano 1000, quando alguma coisa aconteceu na vida daquele povo. Em algum momento houve o ímpeto de construir essas estruturas que transformariam para sempre a composição das paisagens. Diferentemente das aldeias, os monumentos de pedra não perecem - e seus arquitetos bem sabiam disso. Uma vez concebidos, eles passam a ser alvo do interesse de muitas gerações posteriores, que talvez os ampliem e modifiquem, repetindo práticas que, como em todas as culturas, reforçam e constroem identidades.

As escavações no Rego Grande, iniciadas em 2006, mostram isso: um local muito visitado e alterado. Centenas de potes cerâmicos foram levados até lá. Alguns eram de fato urnas funerárias, onde os ossos, em certos casos cremados, eram guardados. Mas a maior parte é de bacias, vasos, pratos e tigelas que serviram como oferendas, talvez aos mortos. Alguns potes eram deixados sobre os blocos, onde acabaram partidos ao rigor do clima. Outros foram quebrados de propósito mesmo - jogados dentro dos poços funerários. Mas há também potes inteiros, enterrados em pequenas valas ou arranjados em volta de urnas funerárias, dentro dos poços. A maior parte das vasilhas não tem sequer marcas de uso, como se tivessem sido produzidas com um único fim: servirem de oferta ao monumento.



Havia com certeza um controle do uso daquele espaço, regras a serem seguidas e datas para celebrações. As urnas funerárias encontradas mostram que nem todas as pessoas recebiam o mesmo tratamento após a morte. "O número limitado de urnas pode indicar que esses funerais eram reservados a pessoas de alto status, como chefes tribais ou de clãs", sustenta o arqueólogo francês Rostain, que pesquisou intensamente a margem esquerda do rio Oiapoque. Para ele, esses grupos estavam organizados em "uma confederação com um chefe soberano", indicando núcleos sociais hierarquizados que diferem das sociedades indígenas atuais na região.

É possível que as hierarquias desses grupos não fossem permanentes, ficando fortalecidas em tempos de guerra ou em datas importantes, como antropólogos já sugeriram ao explicar a história de grupos indígenas atuais, entre eles os palikurs, que vivem hoje na região do Baixo Oiapoque. De acordo com essa teoria, pequenas aldeias independentes acabariam reunidas, em momentos específicos, sob a liderança de figuras eminentes no cenário regional, juntando esforços para construir, por exemplo, monumentos como o Rego Grande. O mesmo lugar em que nós estávamos, naquela manhã após a chuva.

O Sol desponta no horizonte, exatamente no ponto mais austral de sua rota cíclica anual entre os dois hemisférios. O solstício se anuncia. Então, uma viagem no tempo, uma volta ao mundo dos povos que sedimentaram o sítio se materializa sobre os blocos de rocha inclinados a nosso redor. De novo, surgem as questões que tanto nos motivam: quem foram eles? Como viviam? Como experienciavam o solstício?

Os antigos nos legaram os megálitos. E, naquele instante, a presença das rochas causa em nós uma estranha sensação de companhia.

Fonte:
http://viajeaqui.abril.com.br
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