terça-feira, 31 de agosto de 2010

Conheça a sonda espacial Kepler

A sonda Kepler consiste em um observatório espacial projetado pela NASA que deverá procurar por planetas extrasolares. Para esta finalidade, a sonda deverá observar as 100 000 estrelas mais brilhantes do céu por um período de quatro anos, a fim de detectar alguma ocultação periódica de uma estrela por um de seus planetas.

Kepler não deverá permanecer em órbita da Terra, mas sim em uma órbita de perseguição à órbita solar da Terra, a fim de que a Terra não oculte estrelas que estejam sendo observadas pelo observatório, além de este ficar distante das luzes da Terra. O observatório foi lançado em 6 de março de 2009.

A sonda tem uma massa estimada de 995 kg, e seu principal instrumento é um fotômetro de 0,95 metro de diâmetro. Ele tem um campo de visão aproximado de dois punhos fechados, na distância de um braço esticado. Deverá bater uma foto a cada três segundos e deverá custar em torno de 467 milhões de dolares.

A sonda Kepler está atualmente em operação. Os primeiros resultados principais foram anunciados em 4 de janeiro de 2010, estudos realizados na Terra sobre os dados das primeiras seis semanas, revelam cinco planetas antes desconhecidos, todos bem próximos de suas estrelas, um do tamanho próximo ao de Netuno e quatro do tamanho de Júpiter. Um deles, Kepler-7b é o planeta menos denso descoberto até agora.

Objetivos científicos da missão

O objetivo da missão é explorar a estrutura e a diversidade dos sistemas planetários. Para atingir este objetivo, um grande número de estrelas deverão ser observadas. Esta missão vai procurar:

  1. Determinar quantos planetas do tipo da Terra e de grandes planetas existem nas proximidades da região habitável de um amplo espectro variável de estrelas.
  2. Determinar o tamanho das órbitas deste planetas.
  3. Estimar quantos planetas existem em sistemas de múltiplas estrela.
  4. Determinar o tamanho e o tipo da órbita, brilho, tamanho, massa e densidade dos planetas gigantes de período curto.
  5. Identificar membros adicionais a cada descoberta de um sistema planetário, fazendo o uso de outras técnicas.
  6. Determinar as propriedades das estrelas que hospedam sistemas planetários.

A missão Kepler foi designada a testar as seguintes hipóteses::

A maioria das estrelas como o Sol tem planetas como a Terra, dentro ou próximo da região habitável.
Uma média de dois planetas do tamanho da Terra situados a uma distância entre 0,5 e 1,5 UA, baseado no nosso Sistema Solar e nas teorias de Wetherill (1996).

A missão Kepler também fornecerá dados para futuras missões da NASA semelhantes como a missão Space Interferometry Mission (SIM) e a missão Terrestrial Planet Finder (TPF), pois ela permitirá que:

Sejam identificadas estrelas que tenham características comuns e que possam ser hospedeiras de planetas, e assim submetê-las a uma pesquisa mais profunda.
Seja definido o volume de espaço necessário a ser pesquisado, otimizando a pesquisa.
a futura sonda SIM seja apontada para os sistemas estelares dos quais já se saiba que tenham planetas do tipo da Terra em suas órbitas.

Método de detecção de um planeta extrassolar

Desenho esquemático do fotômetro

Quando um planeta passa na frente de uma estrela vista de um observador, este evento é denominado de trânsito. O trânsito de planetas terrestres produzem um pequena alteração no brilho de uma estrela, em torno de 1/10 000 (100 partes por milhão, ppm), por um período de 2 até 16 horas. Esta alteração deve ser absolutamente periódica se for causada por um planeta. Adicionalmente, sabe-se que todo trânsito produzido por um mesmo planeta deverá produzir a mesma alteração no brilho de uma estrela, no mesmo intervalo de tempo.

O tamanho da órbita e a dimensão do planeta poderão ser calculados a partir do seu período (quanto tempo um planeta leva para orbitar uma vez ao redor da estrela) e do nível de alteração do brilho, quando em trânsito (quanto o brilho de uma estrela enfraquece). Do tamanho da órbita do planeta e da temperatura da estrela poderão ser avaliadas as características da temperatura do planeta.

Um instrumento do Observatório Kepler em especial, o seu telescópio de 0,95 metro de diâmetro, denominado de fotômetro, ou medidor de luz, é o principal responsável por estas medições acima descritas. Ele tem um grande campo de visão e poderá continuamente e simultaneamente monitorar o brilho de mais de 100 mil estrelas por todo o período da missão, que é de quatro anos.

Um planeta em trânsito, visto do nosso sistema solar, tem a sua órbita alinhada em nossa direção. O alinhamento deverá ser menos crítico para planetas que orbitem próximo de suas estrelas. A probabilidade de que as órbitas estejam perfeitamente alinhadas será algo em torno de 0,5%.

Um fotômetro bastante confiável deve estar baseado no espaço, para conseguir obter maior precisão em suas leituras sem sofrer as interrupções causadas pela variação do dia-noite e pelas perturbações atmosféricas que os observatórios situados na Terra estão sujeitos a sofrer.

Resultados esperados

Baseado no que foi acima apresentado e admitindo que seja comum a existência de planetas orbitando em torno de estrela, assim como no caso de nosso Sol, espera-se que sejam detectados os seguintes dados:

De planetas que transitem a sua estrela:

  • Cerca de 50 planetas que tenham a mesmo tamanho da Terra (Raio=R~1,0 Rt=Raio da Terra),
  • Cerca de 185 planetas que tenham o tamanho R~1,3 Rt,
  • Cerca de 640 planetas que tenham o tamanho R~2,2 Rt,
  • Cerca de 12% de sistemas que tenham dois ou mais planetas.

De planetas gigantes que transitem por sua estrela:

  • Cerca de 870 planetas com período de menos de uma semana.

É esperado que a detecção de planetas gigantes de período curto deverá ocorrer logo nas primeiras semanas da missão.

Sobre o observatório

  • É uma nave espacial que serve de base para um fotômetro de 0,95 metros de abertura
  • Espelho primário: reflexão de cerca de 85% da luz incidente.
  • Detector: 42 unidades de CCDs, medindo 2200x1024 pixels
  • Massa estimada da sonda: 955 kg
  • Energia estimada a ser gerada: 527 W

Características da missão


Trajetória do Observatório Kepler



  • Veículo lançador: foguete Delta II modelo D2925-10L.
  • Tipo de órbita: heliocêntrica em torno da Terra.
  • Centro de controle da missão: Universidade do Colorado. (LASP)
  • Telemetria: executada pela Deep Space Network.
  • Rotina de contacto com a sonda: a cada 4 ou 5 dias.
  • Monitoração sistemática de cerca de 100 mil estrelas.
  • Tempo de duração da missão: 4 anos.

A missão Kepler é uma missão pertencente ao programa de exploração espacial da NASA denominado de Programa Discovery. É um programa científico que estabeleceu metas para o desenvolvimento de missões de baixo custo para a pesquisa espacial.


Fonte:
http://pt.wikipedia.org

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Conheça a galáxia mais estranha já vista

Objeto de Hoag. É uma galáxia ou seriam duas?

[Imagem: NASA/R. Lucas(STScI/AURA)]

O astrônomo Art Hoag foi o primeiro a fazer essa pergunta quando ele próprio encontrou, por acaso, esse objeto extragaláctico absolutamente incomum.

Na parte externa, o agora chamado Objeto de Hoag é um anel repleto de estrelas azuis brilhantes, enquanto perto do centro há um aglomerado de estrelas mais vermelhas, provavelmente muito mais velhas.

Entre os dois há uma lacuna que parece quase completamente escura.
Como o Objeto de Hoag se formou é algo que ainda não se sabe, embora objetos semelhantes já tenham sido identificados e catalogados como um tipo de galáxia em anel.

Colisão de galáxias

As hipóteses de sua gênese incluem uma colisão de galáxias, que teria ocorrido bilhões de anos atrás, e o efeito gravitacional de uma barra central que teria desaparecido.

Esta imagem, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble em julho de 2001, revela detalhes sem precedentes do Objeto de Hoag.

O Objeto de Hoag se espalha por cerca de 100.000 anos-luz, estando situado a cerca de 600 milhões de anos-luz de distância, na direção da constelação da Serpente.

Coincidentemente, através do espaço vazio no interior do Objeto de Hoag pode-se ver uma outra galáxia anel, que provavelmente está situada a uma distância muito maior.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br

Hubble registra NGC 4921, galáxia espiral a 320 milhões de anos-luz


NGC 4921, localizada a 320 milhõe de anos-luz, na direção da constelação de Cabeleira de Berenice.

[Foto: NASA / ESA / K. Cook (LLNL)]

A imagem, feita pelo Telescópio Espacial Hubble, serve aos astrônomos, segundo a Nasa, para identificar marcadores de distância no espaço conhecidos como estrela variáveis cefeidas. O objeto é tido como "anêmico" dada a palidez, fruto de pouco brilho superficial e baixa taxa de formação de estrelas. É possível ver aglomerados, galáxias e até material da Via Láctea na imagem.

Fonte:
http://g1.globo.com

Conheça a sonda espacial Dawn

A missão Dawn que ainda está em fase de projeto, consiste na construção de uma nave espacial norte-americana, que será lançada pela NASA e que será gerenciada pelo Laboratório de jato-propulsão – JPL, do estado da Califórnia, Estados Unidos. Terá a finalidade de lançar uma sonda que irá examinar os planetas anões Ceres e Vesta. Esses corpos celestes pertencem ao Cinturão de Asteroides situados entre Marte e Júpiter.


Eles são os maiores asteroides do nosso Sistema Solar e são por vezes denominados de protoplanetas (planetas embriões) e pensa-se que permaneceram intactos desde a sua formação. A missão Dawn está incluída no programa da NASA denominado de Programa Discovery.

A missão Dawn


Trajetória da sonda Dawn

O objetivo primário desta missão científica é o de entender o nosso Sistema Solar através destes dois protoplanetas. Observações conduzidas a partir da Terra indicam que eles têm uma composição bastante diferente um do outro e que permaneceram intactos deste a sua formação, isso a cerca de 4,6 bilhões de anos atrás.

Inicialmente a nave espacial Dawn deverá interceptar e orbitar próximo ao protoplaneta Vesta por oito meses e conduzir observações remotas utilizando um conjunto de instrumentos científicos a bordo da sonda. Depois esta sonda deverá partir e se dirigir rumo a Ceres para fazer os mesmos tipos de observações.

A sonda Dawn deverá ser a primeira nave espacial com finalidade puramente científica, a ser impulsionada por um propulsor de íons, considerado o mais avançado e eficiente sistema de propulsão no espaço.

Este motor deverá fornecer propulsão adicional a sonda para atingir a Vesta após a sua separação do seu foguete lançador o foguete Delta 7925H. O propulsor de íons deverá ser utilizado para as operações de aproximação junto aos protoplanetas, também para elevar e para diminuir a altitude de órbita da sonda.

Os protoplanetas

O que a missão Dawn procura saber é como o tamanho e a quantidade de água determinou a evolução dos planetas. Ceres e Vesta são os corpos celestes que devem responder a esta questão, pois são os mais massivos dos protoplanetas do Cinturão de Asteroides, que não puderam vingar devido a sua formação nas proximidades do gigante Júpiter, que suga toda matéria próxima de sua órbita não permitindo a criação de corpos celestes maiores. Ceres aparenta ter bastante água congelada e enquanto que Vesta é um protoplaneta seco. Ceres pode ter atividade hidrológica e processos de crescimento e de recuo de suas capas polares constituídas de gelo. No entanto, Vesta pode ter rochas altamente magnéticas como as rochas de Marte. Ceres aparenta ter uma permanente e tênue atmosfera que a distinguiria dos outros demais protoplanetas e é mesmo de longe o asteroide mais massivo do cinturão.

As três principais metas científicas a serem seguidas nesta missão são:

  1. Primeiro: procurar entender como foi o início da formação do Sistema Solar, procurando entender como estes objetos foram formados.
  2. Segundo: a sonda Dawn procurará entender a natureza da formação de seus corpos para entender como a Terra foi formada.
  3. Terceiro: Procurar saber por que dois pequenos planetas seguiram caminhos evolucionários tão diferentes e entender o que controlou esta evolução.

Os dados obtidos dos dois protoplanetas com o auxílio dos dados coletados de Mercúrio, Terra e Marte serão utilizados para entender a formação do Sistema Solar.

Protoplaneta Vesta

Vesta é um asteroide brilhante que recebeu o nome de uma antiga deusa romana dos lares e é o único asteroide que pode ser visto a olho nú. Foi encontrada por Heinrich Olbers, em 29 de Março de 1807. É o segundo maior protoplaneta conhecido do Sistema Solar e o quarto a ser descoberto. Sua revolução em torno do Sol é de 3,6 anos terrestres e tem um diâmetro médio de 520 km. Sua superfície aparenta ser coberta de rocha basáltica.

Protoplaneta Ceres

Ceres é um asteroide maior que Vesta e foi o primeiro protoplaneta a ser descoberto. Seu nome vem da deusa romana que representa a mãe da terra. Foi descoberta por Giuseppe Piazzi do Observatório de Palermo, em 1 de Janeiro de 1801. Ceres completa a sua revolução em torno do Sol em 4,6 anos terrestres e tem um diâmetro estimado de 960 km, porém as observações a este corpo celeste foram curtas devido a enfermidade de Giuseppe Piazzi.

Carl Friedrich Gauss, que tinha a idade de 24 anos, resolveu uma sistema de 17 equações lineares e conseguiu determinar a órbita de Ceres e isso permitiu a sua redescoberta, que foi um fato notável para aquela época. Apos um ano de observações, ambos Heinrich Olbers e Franz von Zach foram capazes de localizar Ceres.

Instrumentos científicos da sonda

No momento os instrumentos estão sendo fabricados e testados em diversos países e posteriormente serão integrados na sonda Dawn. Abaixo a relação de alguns dos instrumentos e o local onde está sendo fabricados ou avaliados.

  • Fabricação da câmera: German Aerospace Center, DLR, Institute of Space Sensor Technology and Planetary Exploration, Berlim.
  • Mapeamento do espectrômetro: Institute for Astrophysics in Space , Roma
  • Fabricação do espectrômetro de raios gamas e de neutrons: Los Alamos National Laboratory, Estados Unidos
  • Equipamento de rádio: Jet Propulsion Laboratory, Estados Unidos

Principais características da nave espacial

Diagrama da Sonda Dawn

  • Todos os subsistemas serão redundantes e já terão sido utilizados em sondas já lançadas anteriormente.
  • Sistema de propulsão alimentado por painéis solares que fornecerão energia elétrica para o mesmo motor iônico já testado pelo JPL na missão Deep Space 1
  • Equipamento eletrônico de amplificação de 100 watts, para direcionamento, telemetria e sistemas de comando, utilizando uma antena fixa de alto-ganho de 1,5 m, auxiliada por antenas de médio-ganho e por antenas bidirecionais, todos usando os pequenos transponder utilizados na missão Deep Space 1.
  • Painéis solares móveis que deverão fornecer 10 kW de energia.
  • Sistema de vôo com controle de altitude usado na missão Orbview e no Topex/Poseidon, missão de levantamento topográfico dos oceanos e de análise do espectro ultravioleta.
  • Sistema de impulso simples que utilizará apenas como propelente a hidrazina, que fornecerá uma força de impulso de 0.9 N, sendo o mesmo motor utilizado pela sonda Indostar.
  • Usará o mesmo sistema de comando e de gerenciamento de dados já utilizados na sonda Orbview.
  • Usará o mesmo software de vôo, sendo modular e do tipo multitarefa, já utilizado na missão Orbview. Estrutura em alumínio com um novo painel para o Dawn aproveitando o que já foi utilizado na sonda Indostar.
  • O sistema de propulsão empregado na Dawn foi primeiramente utilizado na missão Deep Space 1 e representa o topo de uma série de pesquisas que se iniciaram a cerca de 50 anos atrás com o desenvolvimento de motores elétricos iniciados por Doutor Wernher von Braun.

Cronograma de vôo

  • Lançamento da sonda Dawn: 17 de Junho de 2006
  • Chegada a Vesta: Outubro de 2011
  • Partida de Vesta: Maio de 2012
  • Chegada a Ceres: Agosto de 2015
  • Fim da missão: Janeiro de 2016

Fonte:
http://pt.wikipedia.org

Conheça o Programa Discovery


O objetivo principal do programa da NASA denominado Programa Discovery é o de conduzir umasérie de frequentes experimentos científicos de baixo custo, para a pesquisa espacial.O Programa Discovery também tem a participação financeira da França.


Formalmente, a NASA iniciou este programa em 1994, que se baseia em alguns parâmetros como, o fato da missão poder ser desenvolvida em menos de 36 meses, que o custo do desenvolvimento do projeto seja inferior a US$ 190 milhões de dólares, que o custo total da missão seja inferior a US$ 299 milhões de dólares.

Este programa da NASA procura estimular o uso de novas tecnologias, de transferir tecnologias para o setor privado, aumentar a participação de pequenos empreendimentos, mesmo que não lucrativos, de estimular os programas nacionais de educação. Tudo com o objetivo de estimular uma pesquisa sofisticada do Sistema Solar e obter apóio da população para a manutenção deste programa espacial.

Missões

Dawn – A missão Dawn tem a finalidade de orbitar os corpos celestes Vesta e Ceres, que são os dois dos maiores asteroides do Sistema Solar, pertencenes ao Cinturão de Asteroides, para determinar com detalhes, as características de cada asteroide. O seu lançamento foi em 2006.

Kepler – A Missão Kepler consiste o lançamento de um telescópio espacial, construído especificamente para monitorar milhares de estrelas semelhantes ao Sol, com a finalidade de detectar planetas que orbitem estas estrela. Foi lançada em 6 de março de 2009.

Near Earth Asteroid Rendezvous (NEAR) – Foi a primeira nave espacial deste programa. A sonda foi lançada em 17 de fevereiro de 1996, orbitou com sucesso o asteroide 433 Eros, coletado inúmeros dados científicos do asteroide.

Mars Pathfinder – Tratou-se de realizar uma aterrissagem em Marte e liberar um veículo explorador sobre a sua superfície. A sonda foi lançada em 4 de dezembro de 1996 e chegou a Marte em 4 de Julho de 1997. Uma série de novas técnicas de exploração foram pela primeira vez, utilizadas com sucesso nessa missão.

Lunar Prospector – Orbitador Lunar, lançado em 7 de Janeiro de 1998). Pesquisou a Lua por 18 meses, criando mapas detalhados de sua gravidade, de suas propriedades magnéticas e químicas de sua superfície.

Stardust – Esta sonda teve a finalidade de capturar e trazer amostras do cometa Wild 2, além de poeira interestelar para a Terra. Foi lançada em 7 de fevereiro de 1999.

Genesis – Teve como missão a captura e a entrega de amostras do vento solar. Foi lançada em 8 de agosto de 2001.

CONTOUR – Tinha como missão a de orbitar os núcleos de dois cometa distintos. A sonda foi lançada em 3 de julho de 2002, porém pouco tempo depois houve a perda definitiva de comunicações com a sonda e ela foi considerada perdida. (CONTOUR, é um acrônimo em inglês para: Comet Nucleus Tour)

MESSENGER – Com a missão para orbitar o planeta Mercúrio com a finalidade de pesquisa-lo. Foi lançado em 3 de agosto de 2004. (MESSENGER, é um acrônimo em inglês para: MErcury Surface, Space ENvironment, GEochemistry)

Deep Impact - Teve como missão a de impactar um módulo impactador contra o cometa Tempel 1. A sonda foi lançada em 12 de Janeiro de 2005 e o impacto ocorreu em 4 de Julho de 2005, que foi registrado por inúmeros observatórios do mundo inteiro.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org

Orbitador Mars Express faz nova foto de Orcus Patera em Marte

Orcus Patera é um dos mistérios do Planeta Vermelho.
Imagem traz detalhes inéditos de depressão de 380 por 140 km.

(Foto: ESA / DLR / FU Berlin (G. Neukum))

A agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira (27/08/10) uma nova foto de Orcus Patera, uma ‘cratera alongada’ de Marte.

Localizada no lado oriental do Planeta vermelho, próxima da linha do equador, a cratera Orcus Patera é uma depressão elíptica situada entre dois grandes vulcões. Apesar de bastante estudada, a origem da cratera é ainda desconhecida e permanece um mistério que desafia os pesquisadores.

Medindo cerca de 380 por 140 km, a depressão Orcus Patera é muito bem definida. Sua borda se eleva a mais de 1800 metros acima da planície circundante enquanto seu piso mergulha entre 400 e 600 metros de profundidade.

(Foto: ESA / DLR / FU Berlin (G. Neukum))

O termo "patera" é usado para designar crateras vulcânicas profundas ou irregulares, como Hadriaca Patera ou Tyrrhena Patera, localizadas na margem nordeste da bacia de impacto Hellas. No entanto, apesar do seu nome e do fato de estar situada próxima a dois grandes vulcões (Monte Elysium e Monte Olympus), a verdadeira origem de Orcus Patera permanece desconhecida.

Além dos vulcanismos, há uma série de outras possíveis origens. Uma delas é que a depressão possa ter sido formada pelo impacto de um meteoróide, cujo formato arredondado foi modificado pela ação de forças de compressão. Outra possibilidade é que Orcus Patera tenha se formado após a erosão de uma série de crateras próximas e alinhadas.


No entanto, a explicação mais provável é que a cratera tenha sido criada pelo impacto oblíquo de um objeto de pequeno porte, que se chocou contra a superfície em um ângulo muito raso, inferior a cinco graus.


Transformações

A existência de forças tectônicas em Orcus Patera é evidente pela presença de numerosos "grabens", estruturas semelhantes aos vales de rift que cortam toda a borda. Alguns grabens chegam a 2.5 km de largura e estão orientados no sentido leste-oeste e só estão visíveis na borda da cratera e nas imediações.

No interior da depressão os grabens de grande porte não são visíveis e foram provavelmente cobertos por sedimentos depositados ao longos do tempo. Entretanto, a presença de grabens menores indica que diversos eventos tectônicos ocorreram ali, sugerindo que múltiplos episódios de deposição aconteceram no interior da cratera.

Além das forças de compressão, uma série de sulcos mostra que a ação dos ventos também colaborou no desenvolvimento de Orcus Patera. As feições escuras próximas ao centro da depressão foram provavelmente esculpidas por processos eólicos, que redistribuiu o material escuro escavado pelo impacto do objeto.

No entanto, a presença dos grabens ou dos sulcos não tem qualquer influência sobre a formação de Orcus Patera e são consequências das forças que moldaram a cratera durante milhões de anos. A verdadeira origem da depressão continua a ser estudada e até um veredito final, a origem de Orcus Patera continua sendo um enigma.

Fonte:

http://g1.globo.com
http://www.apolo11.com

domingo, 29 de agosto de 2010

Meteorito revela um dos segredos da vida


Vida canhota

Panspermia é o nome da hipótese segundo a qual os elementos básicos da vida poderiam ter surgido em qualquer parte do Universo, chegando até a Terra a bordo de meteoritos.



Ainda faltam evidências razoáveis para que essa hipótese possa ser promovida a teoria mas, ao analisar a poeira de alguns meteoritos, cientistas da NASA descobriram algo que, se não explica a origem da vida, pode ajudar a compreender um dos elementos fundamentais de sua organização molecular.

"Nós encontramos um maior embasamento para a ideia de que as moléculas biológicas, como os aminoácidos, criados no espaço e trazidos para a Terra em meteoritos ajudam a explicar porque a vida é canhota," diz o Dr. Daniel Glavin.


Aminoácidos canhotos

Todas as formas de vida que conhecemos utilizam somente versões canhotas dos aminoácidos para elaborar as proteínas - da mesma forma que as letras do alfabeto podem ser arranjadas de inúmeras formas para criar as palavras, cerca de 20 aminoácidos são combinados para criar milhões de diferentes proteínas.
Os aminoácidos podem ser criados em dois formatos diferentes, um dos quais é o espelho do outro. Uma dessas formas é virada para a direita e a outra para a esquerda - daí a referência aos aminoácidos canhotos.

A vida funciona muito bem com os aminoácidos canhotos, mas não mostra nenhuma predileção pelos aminoácidos destros e menos ainda por qualquer espécie de mistura entre os dois tipos.

Como a vida decidiu?

O mistério que resta a ser desvendado, então, é: como ou por que a vida decidiu usar os aminoácidos canhotos e não os destros?
Depois de estudar dezenas de amostras de meteoritos ricos em carbono - conhecidos como condritos carbonáceos - em busca de um aminoácido chamado isovalina, os pesquisadores descobriram que essas pedras do espaço também têm mais aminoácidos canhotos do que destros.

"A descoberta de mais isovalina canhota em uma grande variedade de meteoritos dá suporte à teoria de que os aminoácidos trazidos do espaço para a Terra primordial por asteróides e cometas contribuíram para a origem da vida baseada apenas em proteínas à base de aminoácidos canhotos," diz o Dr. Glavin.

Participação da água

Os pesquisadores descobriram também que os meteoritos com maior quantidade de água têm maior quantidade do aminoácido canhoto. "Isto nos dá uma pista de que a criação de aminoácidos canhotos em maior quantidade tem algo a ver com a alteração pela água. Como há muitas formas de produzir aminoácidos canhotos, esta descoberta estreita consideravelmente o campo de busca," diz Jason Dworkin, coautor da pesquisa.

Vida extraterrestre no Sistema Solar

Se a preferência da vida por estruturas canhotas originou-se no espaço, isto torna a busca por vida extraterrestre em nosso Sistema Solar um pouco mais difícil, porque torna-se mais complicado saber se a vida eventualmente encontrada é realmente extraterrestre ou é produto de alguma contaminação levada pelos próprios instrumentos de pesquisa.

"Se nós encontrarmos vida baseada em aminoácidos destros, teremos a certeza que ela não é da Terra. No entanto, se o viés em direção aos aminoácidos canhotos originou-se no espaço, é provável que ela se estenda por todo o Sistema Solar, de forma que qualquer vida que viermos a encontrar em Marte, por exemplo, também será canhota."

"Por outro lado, se existe um mecanismo para escolher a tendência à esquerda antes que a vida emerja, isto é um problema a menos que a química prebiótica tem de resolver antes de fazer a vida. Se ele foi resolvido para a Terra, ele provavelmente foi resolvido para os outros lugares em nosso Sistema Solar onde a receita para a vida poderia existir, como abaixo a superfície de Marte, ou em prováveis oceanos sob a crosta gelada de Europa e Encelado, ou em Titã. "

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br

XVI Diálogo com o Universo

Um dos principais e por que não o mais aguardado evento do ano está próximo, a XVI edição da série Diálogo com o Universo. O congresso é uma promoção do Núcleo de Pesquisas Ufológicas (NPU) e será é realizado em Curitiba, Paraná. Nesta 16ª edição, tradicionalmente conhecida por toda Comunidade Ufológica Brasileira, estarão presentes conferencistas da Rússia, Inglaterra, Turquia, México, Argentina e Brasil, apresentando os mais polêmicos assuntos relacionados à Ufologia, ciência e espiritualidade.


O congresso será realizado de 04 a 07 de setembro, com abertura especial do co-editor da Revista UFO Marco Antonio Petit, apresentando A Presença Extraterrena e sua Interação com o Programa Espacial. Para fechar os quatro dias de encontro o editor da UFO A. J. Gevaerd ministrará a palestra Aliens no Brasil: Uma Análise de sua Ação em Nosso País. Haverá também a participação especial do coronel Antonio Celente Videira e do brigadeiro José Carlos Pereira, ambos militares que apóiam a abertura ufológica por parte do Governo Brasileiro.


Na ocasião Andy Thomas, da Inglaterra; Mônica Medeiros, do Brasil; Paul Stonehill, da Rússia e Alejandro de Negri e Clóris Rojo, do México estarão à frente de workshops especiais abordando temas como aparições religiosas, ufoarqueologia, o mistério de Tunguska e exopsicobiología.


Mais informações a respeito da XVI edição da série Diálogo com o Universo podem ser obtidas através do telefone (41) 3324-0805 ou pelo site www.npubrasil.com.br.

Fonte:
http://www.ufo.com.br

A panspermia


A panspermia, proposta no fim do século XIX, é uma teoria que busca explicar a origem da vida. Segundo ela, nosso planeta foi povoado por seres vivos ou elementos precursores da vida oriundos de outros planetas; que se propagaram por meteoritos e poeira cósmica até a Terra.

[Imagem: Portal da Ufologia]

Essa teoria ganhou mais força com a descoberta da presença de substâncias orgânicas oriundas de outros locais do espaço, como o formaldeído, álcool etílico e alguns aminoácidos. A descoberta de um meteorito na Antártica, na década de 80, contendo um possível fóssil de bactéria também reforça a panspermia.

Para muitos, aceitá-la apenas responderia sobre o surgimento da vida na Terra tornando, ainda, obscura a resposta acerca de como ela se formou, realmente. Além disso, muitos cientistas argumentam sobre a possibilidade quase negativa de seres extraterrestres atravessarem os raios cósmicos e ultravioletas sem serem lesados.

A seguir, duas linhas dessa teoria que são discutidas atualmente:


Nova Panspermia

Para essa versão, formulada por Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, a matéria está constantemente sendo formada. Assim, há vida em todo o universo, nas nuvens interestelares, chegando à Terra a partir do núcleo de cometas.

A nova panspermia aponta, também, que os vírus podem ter vindo diretamente do espaço e que a evolução pode se dar pela incorporação de material genético oriundo de outros planetas.

Em suas pesquisas, estes cientistas constataram, na poeira interestelar, a presença de polímeros orgânicos complexos semelhantes à celulose – o que poderia ser uma evidência.


Panspermia Dirigida

Francas Circo e Lesei Orle, autores desta abordagem, defendem que seres inteligentes de outras galáxias colonizaram vários planetas, inclusive o nosso, deixando como prova de sua presença o molibdênio - elemento essencial para o funcionamento de determinadas enzimas, mas bastante raro em nosso planeta.

Francis Crick (aquele da descoberta da dupla hélice do DNA) e Leslie Orgel proporam, também, que esporos transportados por uma nave espacial chegaram à Terra por vontade de seres extraterrestres inteligentes.


Fonte:
http://www.mundoeducacao.com.br

Animais e plantas sobrevivem 18 meses no vácuo do espaço

Às vésperas de nos depararmos com outros planetas semelhantes à Terra, os cientistas continuam usando um conceito absolutamente impreciso.
"Vida como a conhecemos" é a expressão utilizada para se referir à possibilidade de encontrar vida em outros planetas.
À parte o fato de conhecermos muito pouco sobre a vida em si, o problema maior é que a vida presente na Terra abrange um leque tão grande de possibilidades que está se tornando cada vez mais difícil estabelecer fronteiras que delimitem as condições ambientais necessárias para sustentar a variedade de organismo vivos conhecidos.

O Expose-E expôs às condições do espaço 664 amostras biológicas e bioquímicas, durante 18 meses contínuos.[Imagem: ESA/NASA]

A mais recente demonstração disso veio do experimento Expose-E, feito pela Agência Espacial Europeia (ESA). Depois dele, talvez fosse melhor os cientistas passarem a usar o termo, bem mais razoável, "vida até onde a conhecemos."

Vida no espaço

O espaço sempre foi considerado um ambiente absolutamente hostil para os seres vivos. Para os seres humanos certamente o é.
No entanto, os pequenos organismos da experiência Expose-E, colocados na parte externa do laboratório europeu Columbus, na Estação Espacial Internacional, sobreviveram à radiação solar ultravioleta, aos raios cósmicos, ao vácuo e às variações extremas de temperatura durante 18 meses. Um certo tipo de liquen pareceu mesmo estar especialmente feliz no espaço exterior!
Na Terra, pode-se encontrar organismos vivos praticamente em qualquer lugar, desde as profundezas dos oceanos até o cume das montanhas mais altas, dos desertos extremamente secos às geleiras mais frias, das confortáveis zonas temperadas até o ambiente sem oxigênio e altamente corrosivo dos vulcões submarinos. Literalmente, há vida em toda parte - veja Bactérias vivem sem oxigênio e sem luz do Sol.
Análises recentes em amostras de meteoritos marcianos apontam indícios cada vez mais convincentes de que também terá existido vida no nosso planeta vizinho - veja Meteorito revela um dos segredos da vida. Mas Marte tem sua atmosfera, e gostamos de pensar que a vida - "até onde a conhecemos", pelo menos - só gosta de viver em planetas.
Mas o novo experimento da ESA demonstra que pode haver formas de vida que sobrevivam até mesmo às condições extremas do espaço, por mais inóspitas que elas sejam para um ser humano.

Astrobiologia

Verificar como é que os organismos terrestres se comportam, e se sobrevivem, às condições do espaço, sempre entusiasmou os cientistas - os animais precederam o homem no espaço, e continuam sendo enviados para lá para novas pesquisas.
O interesse é tamanho que hoje esses esforços têm seu próprio campo de pesquisa, chamado astrobiologia.
"O objetivo é compreender melhor a origem, a evolução e as adaptações da vida e poder acrescentar uma base experimental às recomendações para a proteção planetária", explica René Demets, biólogo da ESA.
A experiência mais recente estava a bordo do Expose-E, levado para a Estação Espacial Internacional (ISS), em Fevereiro de 2008, a bordo do ônibus espacial Atlantis, e trazido de volta pelo Discovery, em Setembro de 2009.
No total, o experimento expôs às condições do espaço 664 amostras biológicas e bioquímicas, durante 18 meses contínuos.

Simulando a atmosfera de Marte

O Expose-E é uma caixa do tamanho de uma mala de viagem, dividida em dois níveis com três tabuleiros de experiências, cada um com quatro espaços quadrados. Dez dessas caixas carregavam diferentes amostras biológicas e bioquímicas, separadas em pequenos compartimentos.
Dois dos três tabuleiros foram expostos diretamente ao vácuo do espaço, enquanto o terceiro continha um gás no seu interior que simulava a fina atmosfera marciana, composta basicamente por dióxido de carbono.
A janela que protegia estas "amostras marcianas" também estava equipada com um filtro óptico que imitava o espectro da radiação do Sol na superfície de Marte.
A experiência estava dividida em dois níveis com amostras similares, de forma que o nível superior esteve exposto à luz solar e o inferior permaneceu à sombra.
Um outro conjunto de experiências, quase idêntico, o Expose-R, ficou dentro da ISS, instalado no segmento russo da Estação, para funcionar como referência.

Liquens espaciais

As amostras no interior do Expose-E foram selecionadas por oito equipes científicas internacionais, num projeto coordenado pela Agência Espacial Alemã, a DLR.
Agora, as equipes de cientistas que prepararam as amostras começaram a publicar alguns resultados preliminares dos experimentos.

O liquen Xanthoria elegans pouco se importou com as condições inóspitas do espaço, sobrevivendo durante 18 meses. [Imagem: Wikipedia]

"Estes liquens de Xanthoria elegans voaram a bordo de Expose-E e são os melhores sobreviventes que conhecemos", explica Demets. Os liquens são organismos macroscópicos formados pela simbiose entre um fungo e um organismo fotossintético, em geral uma alga ou uma cianobactéria.
"Os liquens costumam ser encontrados nos lugares mais extremos da Terra. Quando são colocados num ambiente que não lhes agrada, passam para um estado latente e esperam que as condições melhorem. Devolvidos a um ambiente próprio e com um pouco de água, retornam à vida anterior," explica Demets.

Animais que sobrevivem no espaço

O fator crítico para a "vida como a conhecemos" no espaço é a água: ela vaporiza-se quase instantaneamente no vazio espacial.
Só os organismos anidrobióticos, que são secos e capazes de aguentar longos períodos em condições de secura extrema, conseguem sobreviver ao espaço.


Os tardígrados, ou ursos d'água, podem sobreviver sem água por 10 anos e suportar temperaturas entre -272 e +150 graus Celsius. [Imagem: Willow Gabriel/Bob Goldstein]

Além dos liquens, alguns outros animais e plantas também suportaram o vazio espacial: os ursos d'água ou Tardígrados, as artêmias e as larvas do díptero africano Polypedilum vanderplank são os únicos animais conhecidos capazes de sobreviver ao vazio espacial.
Algumas sementes de plantas também são suficientemente secas para sobreviver a estas condições extremas.

Mutações espaciais

Outros riscos envolvidos na exposição ao espaço são os ciclos de temperaturas extremas e a radiação.
"A radiação é um grande perigo para a vida no espaço", comenta Demets. "Os raios cósmicos são muito energéticos e ionizantes. No entanto, o mais prejudicial é a radiação ultravioleta que recebemos do Sol. Aqui na Terra, a radiação UV-C é usada em aplicações em que é necessário matar bactérias, como a esterilização de instrumentos cirúrgicos."
A longo prazo, os efeitos das partículas de alta energia, dos raios X e da radiação gama são mais importantes, já que destroem o DNA e provocam mutações genéticas.

Panspermia

O fato de os organismos vivos sobreviverem às condições hostis do espaço parece apoiar a teoria da panspermia, que defende que formas de vida disseminam-se de um planeta para outro, ou até mesmo entre sistemas solares.
"As pontas soltas desta teoria estão agora na chegada ao planeta, porque nenhuma forma de vida pode sobreviver a uma reentrada numa atmosfera", explica Demets.
Será mesmo? Antes deste experimento não seria fácil encontrar cientistas que defendessem a sobrevivência desses seres que participaram do Expose-E.

René Demets, que também participou de um experimento anterior de menor duração, o Biopan, que confirmou a capacidade dos ursos d'água sobreviverem ao espaço. [Imagem: ESA/René Demets]

"No entanto, é possível que as condições sejam mais favoráveis no interior de um meteorito. Por este motivo, estamos considerando a possibilidade de realizar uma experiência astrobiológica durante o regresso à Terra," conclui Demets.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br

sábado, 28 de agosto de 2010

Mohenjo-Daro e explosões nucleares na antiguidade


Mohenjo Daro é um sítio arqueológico com mais de 4.000 anos de antiguidade que apresenta uma apaixonante interrogação. Antiga sede de uma civilização da qual se ignoram as causas do repentino desaparecimento, foi o local onde se adotou uma forma de escrita de tipo pictográfico, cujo significado nos é ainda desconhecido, e onde também se usavam roupas de algodão, as mais antigas já descobertas. Mohenjo Daro é um local onde não existem tumbas, mas é chamado de Colina dos Mortos e o lugar onde estão os esqueletos é extremamente radioativo.


A maioria são esqueletos com traços de carbonização e calcinação de vítimas de morte repentina e violenta. Não são corpos de guerreiros mortos nos campos de batalha, mas sim restos de homens, mulheres e crianças. Não foram encontradas armas e nenhum resto humano trazia feridas produzidas por armas de corte ou de guerra. As posições e os locais onde foram descobertas as ossadas indicam que as mortes foram repentinas, sem que houvesse tempo hábil para que as vítimas dessem conta do que estava ocorrendo. As vidas das pessoas foram ceifadas enquanto realizavam suas atividades diárias. Passaram do sono à morte junto a dezenas de elefantes, bois, cães, cavalos, cabras e cervos.
E ali foram descobertos 44 esqueletos que foram achados com as faces viradas para baixo e muitos segurando as mãos dos outros. Todos encontrados da mesma maneira, como se estivessem vivendo tranquilamente suas vidas quando a morte passou rapidamente pelo local. Muitos cientistas sugerem que a morte deles foi realmente diferente, e o que aconteceu ali demonstra que algo totalmente anômalo ocorreu para a época. Apesar de estar em uma região de muitos animais carnívoros, seus corpos mantiveram-se intactos, nem houve tentativas de escavações e o ponto mais assustador, os esqueletos estão tão bem conservados como se tivessem morrido há poucos anos.

Aos arredores de Mohenjo-Daro, vemos sinais impressionantes como a vitrificação de rochas, por toda a região. Vitrificação é um processo por onde rochas passam depois de um estado de magma e depois esfriam retomado o estado sólido. E depois deste processo a rocha toma uma aparência de vidro. A vitrificação ocorre somente quando a rocha é exposta a uma temperatura altíssima, por exemplo, uma potente e destruidora explosão, como visto abaixo.


Quando foi analisada por cientistas nos anos 40 e 50, não puderam entender aquelas evidências, e começaram a testar a radiação encontrada no lugar. E fascinantemente descobriram que era muito alta e crescente. Atualmente se ainda formos visitar o local e testarmos a radiação local, notaremos algo incrível que não pode ser encontrado em qualquer local do planeta. Isto sugeriu aos principais arqueólogos e cientistas do mundo inteiro que analisaram o local que ali realmente houve na Antiguidade algum tipo de guerra nuclear ou grande explosão nuclear.

E estes fatos também podem ser encontrados em outras partes do globo, como por exemplo, na África e no Oriente Médio, onde a radiação é tão intensa quanto em Mohenjo-Daro e os sinais de vitrificação nas rochas também existem.
Muitos podem pensar talvez uma explosão vulcânica tivesse ocorrido na região e causado as vitrificações das rochas, uma vez que para isto, é necessária altíssima temperatura. Porém em nenhuma destas regiões existiram evidências de atividade vulcânica em milhões de anos, isto demonstra que algo realmente ocorreu, e alta temperatura foi causada por algo ainda não descoberto. Se os textos hinduístas do Mahabharata estavam certos e realmente guerras no passado, com armas que destruíram cidades, armas que provocavam doenças terríveis nas pessoas, ou seja, guerras nucleares. Então onde estariam evidências das armas? E se está teoria de guerra nuclear é ainda apoiada por arqueólogos e cientistas. O que destruiu a cidade de Mohenjo-Daro e matou seus habitantes de forma tão violenta e repentina? A única explicação plausível é aquela contida nas escritas do Mahabharata hindu, e sim, seria a de que seres guerrearam nos céus, e explosões nucleares atingiram a Terra destruindo cidades inteira, matando pessoas violentamente e provocando doenças nas que não tiveram fim imediato.


No século XIX, especialistas ridicularizaram o alemão Heinrich Schliemann (1822-180) por seu método considerado amadorístico e ingênuo de buscar as minas micênicas da tal decantada cidade de Tróia a partir de relatos mitológicos da Ilíada, de Homero, primeiro grande poeta grego, que viveu há cerca de 3.500 anos.
Mas foi justamente esse amador quem a encontrou.
Mas isso não explica absolutamente o que se achou ali. De fato, os arqueólogos responsáveis por esse sítio simplesmente varreram para debaixo do tapete as evidencias de algo que não se enquadra em uma explicação assim tão cômoda e simples.
Mohenjo-Daro teria existido no Vale do Indo, atual Paquistão, e talvez a eterna rivalidade entre hindus e paquistaneses tenha feito com que se subestimasse a importância daquela civilização.

As escrituras – O Mahabharata

Em 1978, um estudioso da língua escrita chamado David Davenport, cidadão britânico na Índia, juntamente com o redator Italiano Ettore Vicenti, procederam à uma releitura de clássicos como o Ramayana.
Esse texto é o mais extenso escrito com mais de mil estrofes e integrando o confuso Mahabharata (Grande Índia em sânscrito) o grande épico hindu recheado de relatos de guerras e aventuras em épocas míticas, ditado por Krishna-Dwaipayana Vyasa, o compilador.
Sua versão completa, incluindo O Bhagavad Gita, dataria do século VIII a.C. Certas passagens soam hoje bastante sugestivas, pois parecem fazer menção a artefatos bélicos; o valoroso Aswatthaman, resoluto, tocou a água e invocou o braço de Agneya (O fogo).


“O Mahabharata descreve os efeitos de outra arma, a Narayana: "Os guerreiros retiraram suas armaduras e os lavaram na água". Em épocas antigas, tudo isto poderia soar como meras metáforas, mas na era atômica nos faz pensar na destruição de Hiroshima e Nagasaki.
"De fato, por incrível que possa parecer, há inúmeras descrições que nos remetem a alta tecnologia, o glossário de armas do Mahabharata compilado pelo ilustre sanscritista Hari Prasad Shastri menciona uma chamada Kamaruchi, a 'flecha inteligente', que ia aonde se queria que fosse e pode ser interpretada como um míssil teleguiado moderno.
Apontando para seus inimigos, disparou uma coluna explosiva que se abriram em todas as direções e causou fogo como luz sem fumaça, seguido de uma chuva de faíscas que cercaram o exército dos Partha completamente.
Os quatro pontos cardeais se cobriram de cinzas, e um vento violento e mal começou a soprar. O sol parecia girar ao contrario, o universo parecia estar febril, os elefantes, aterrorizados, correram por suas vidas. "A água ferveu e os animais aquáticos demonstraram intenso sofrimento."
E ainda O Murchchdhana, menciona uma arma que suspendia os sentidos humanos, um possível gás sonífero, algo do Nadana, que produzia alegria como o gás hilariante, e o bhabdavetiva, outra flecha, desta vez que seguia os sons e perseguia objetos ocultos, como os mísseis atuais que seguem ondas sonoras produzidas por aviões inimigos", descreve Davenport.
Os textos hindus não cansam de mencionar os mais variados tipos de artefatos voadores.
O termo sânscrito vimana, por exemplo, significa "ave artificial habitada".
Os manuscritos de época as descrevem como máquinas voadoras cujo "interior não é nem demasiado quente, nem demasiado frio, moderado em qualquer estação do ano".
Davenport e Ettore encontraram no Ramayana passagens intrigantes, como a do capitulo 81 do Uttara Kanda, que relata a saga dos habitantes da cidade de Lanka, ou ilha, assim chamada porque se encontrava isolada pelas águas do Rio Indo.
Os estudiosos concluíram, após longas pesquisas, que Lanka corresponderia à localização de Mohenjo-Daro, centro da arcaica civilização hindu de Harappa, composta de sete cidades, das quais Mohenjo-Daro seria a capital que floresceu até extinguir-se subitamente por volta de 2000 a.C.
Certo dia, sua população recebeu um "aviso" de abandonar a cidade no prazo máximo de uma semana, após o que sobreviria uma "grande calamidade, de onde cairia fogo do céu", segundo os escritos. Essa passagem nos faz lembrar Sodoma e Gomorra, da Bíblia.
A uns dez metros a partir do epicentro, os tijolos estão fundidos apenas de um lado, indicando a direção das chamas a partir do centro. Segundo Davenport, este é o evento descrito no Mahabharata: "A fumaça branca e quente mil vezes mais brilhante que o sol, ergueu-se em infinito brilho e reduziu a cidade a cinzas, a água ferveu, cavalos e carruagens pegaram fogo aos milhares, e os cadáveres que caíram estavam mutilados pelo horrendo calor até não mais serem reconhecíveis".
Ainda no Mahabharata encontramos outra excelente descrição de algo que nos remete a uma guerra nuclear, a de que Arjuna recebeu uma "arma celeste que não pode ser usada contra seres humanos, pois poderia destruir o mundo todo", mas que deveria ser usada contra "aqueles que não seres humanos".


Uma das melhores referências a um conflito atômico se encontra neste trecho: "Era um único projétil, detendo em si toda a força do universo. Uma coluna incandescente de fumaça e fogo, com o brilho de mil sois, erguendo-se em seu esplendor.
Uma arma desconhecida, um trovão de ferro, gigantesco mensageiro da morte, que reduziu a cinzas toda a raça dos Vrishnis e dos Andhakas. Seus cadáveres estavam tão queimados que ficaram irreconhecíveis. As unhas e os cabelos caíram.
Os potes se quebraram sem causa aparente, e as aves ficaram brancas. Em poucas horas toda a comida estava envenenada. E para escapar do fogo, os soldados se atiraram nos riachos para lavar a si mesmos e a seus equipamentos."

Mais indícios

Só foram encontrados 13 dos 43 esqueletos em toda a cidade, indicação do que quase toda a população fugiu deixando a maior parte de seus pertences. Foi encontrada a ossada do que pareceu uma família composta de pai, mãe e um menino que moravam juntos, de mãos dadas em plena rua.
As ruas pareciam ter sido varridas no momento da catástrofe. Objetos foram arremessados para os cantos e o epicentro da explosão ficou bem caracterizado.
Como sendo uma área coberta de detritos negros e restos de argila derretida e vitrificada. O Instituto de Mineralogia de Roma analisou algumas amostras e constatou que haviam sido expostas a temperaturas altíssimas, de cerca de 1.500° C, e o que é mais curioso: por apenas uma fração de segundo.
Há, por exemplo, vasos fundidos de um lado e totalmente intactos do outro, indicando fusão incompleta. Excluiu-se totalmente a possibilidade de incêndio por fogo ou fornos convencionais, já que estes não teriam a capacidade de produzir tamanha diferença de temperatura em tão pouco tempo.
Além disso, os danos verificados nas casas eram proporcionais a distância que se encontravam do epicentro da explosão. Aquelas situadas na área central foram calcinadas por completo, sem que restassem sequer suas paredes.
A uma certa distância do epicentro, alguns muros ainda permaneceram de pé. Nos subúrbios da cidade ficaram intactas paredes altas de até três metros de altura. Indubitavelmente a explosão ocorreu no ar à uma considerável altura do solo.
O epicentro mede aproximadamente 50 m de diâmetro, dentro do qual toda a matéria se encontra completamente cristalizada, fundida e estéril Hoje, os animais que vagueiam para região contornam prudentemente a área, negando-se a cruzá-la, daí a fama de cidade mal-assombrada.

Lendas locais

A hipótese de destruição nuclear é reforçada pelas lendas colhidas entre os atuais habitantes do local. Eles contam que o "Grande Senhor do Céu, enfurecido com os habitantes daquela cidade, hoje um deserto imprestável, destruiu-a com uma luz que brilhou como mil sois e que ressoou por muitas milhas de distância".
A população acredita que aquele que se atrever a percorrer aquele solo amaldiçoado será assaltado pelos maus espíritos e venha a morrer logo - talvez venham mesmo, mas pela radiação ainda existente ali. No trecho a seguir encontra-se em uma das mais velhas crônicas difundidas, o livro Estâncias de Dzyan, pergaminhos antigos de origem tibetana que conteriam registros de toda a evolução da humanidade em uma língua desconhecida denominada Senzar: "
A separação não trouxe paz para esses povos e sua ira alcançou um ponto tal que o governante da cidade original levou consigo um número de guerreiros e eles se elevaram nos céus em uma grande nave metálica brilhante.
À medida que perceberam que uma grande liga de seus inimigos estava ali presente, eles arremessaram uma lança brilhante que se assentava em um raio de luz que incendiou parte da cidade inimiga em uma grande bola de fogo que se lançou aos céus, alcançando as estrelas.
Todos que estavam na cidade queimaram-se horrivelmente, e os que não estavam dentro, porem próximos, queimaram-se também. E aqueles que olharam para a lança de fogo ficaram cegos para sempre.
E os que entraram na cidade a pé, adoeceram e morreram, e até pó dessa cidade fez-se venenoso, bem como os rios que cruzavam a cidade. Ninguém se atreveu a voltar ali, e gradualmente à cidade tomou-se poeira e foi esquecida pelos homens."
Davenport e Ettore admitem que as máquinas voadoras e artefatos nucleares não condizem com o nível tecnológico alcançado por aquele povo ou qualquer outro da antiguidade.
Por isso mesmo, Davenport especula que o "Senhor do Céu" veio de algum outro lugar, agindo como agiram os colonizadores da Idade Moderna, com brutalidade e truculência.
"Talvez Mohenjo-Daro tenha sido vítima de uma punição exemplar, intencionalmente infligida por meio do despejo de uma bomba atômica". Catedráticos riem dessa possibilidade, afeitos aos fundamentos da arqueologia convencional, preferindo teimar na insustentável e cômica hipótese da inundação.
Alguns cientistas sugeriram que Mohenjo-Daro pudesse ter sido atingida por um meteoro, o que explicaria a fusão das pedras de cerâmica e os corpos calcinados.
Mas isso não explicaria porque a cidade foi evacuada imediatamente antes do impacto, os animais foram abandonados e até mesas postas foram deixadas para trás.
Tudo isto invalida a hipótese de meteoro, pois não teria havido tempo para uma evacuação prévia em massa. No século II a.C., o grande imperador budista Ashoka recebeu nove livros escritos por seus sábios que descreviam essas armas espetaculares e avançavam por anos outros domínios da ciência.
Mohenjo Daro situa-se aproximadamente a 400 milhas de Harappa. Foi construida por volta de 2600 a.C., e foi abandonada por volta de 1700 a.C.

Fonte:
http://imensidao-oculta.blogspot.com
http://pt.wikipedia.org
http://seteantigoshepta.blogspot.com

Físicos vão procurar matéria escura dentro de mina subterrânea

Câmaras de bolhas

Sempre que se fala em matéria escura, logo se imagina supertelescópios e sondas espaciais escarafunchando os confins do Universo em busca de alguma pista que possa explicar essa matéria que parece estar lá, mas não pode ser vista.
Mas o Dr. Juan Collar e seus colegas do Observatório de Neutrinos Sudbury e da Universidade de Chicago resolveram procurar pistas da matéria escura em um lugar insólito, mas igualmente escuro: nas profundezas de uma mina de níquel no Canadá.
A equipe está pronta para instalar a primeira parte do experimento, uma câmara de bolhas pesando 4 kg, a quase dois quilômetros de profundidade. A segunda câmara, pesando 60 quilos, deverá ser instalada até o final do ano.

Os físicos supõem que as partículas de matéria escura vão deixar bolhas pelo seu caminho quando atravessarem o líquido dentro de uma dessas câmaras. [Imagem: Reidar Hahn/Fermilab]

Partículas de matéria escura

Embora alguns físicos argumentem que a matéria escura talvez não exista, calcula-se que ela represente quase 90 por cento de toda a matéria no universo. Mesmo sendo invisível aos telescópios, os cientistas podem observar a influência gravitacional que a matéria escura exerce sobre as galáxias.

"Há muito mais massa do que os olhos podem literalmente ver," afirma Collar. "Quando você olha para o orçamento da matéria do universo, nós temos um grande rombo que não conseguimos explicar."
Os áxions e as chamadas WIMPS (Weakly Interacting Massive Particles: partículas maciças de interação fraca) estão entre os candidatos mais prováveis para serem os constituintes da matéria escura.
Teóricos propuseram a existência desses dois grupos de partículas subatômicas para tratar de questões não relacionadas com a matéria escura, mas elas acabaram se encaixando bem na tarefa. "Elas parecem ser perfeitas para explicar todas as observações que nos dão indícios da existência da matéria escura, e isto as torna muito atraentes," explica Collar.

Evidências escuras


A busca em lugares profundos, que já incluiu buracos especialmente perfurados para isso, túneis na cidade de Chicago e agora uma mina subterrânea, tem sua razão de ser: os cientistas precisam eliminar sinais falsos vindos não apenas de várias fontes naturais de radiação, mas também dos raios cósmicos vindos do espaço profundo.

Já as partículas que interagem fracamente com a matéria, como as WIMPS, não têm problema em atravessar quilômetros de rocha e chegar a grandes profundidades. E é lá que os físicos esperam encontrar seus rastros.
O laboratório instalado na mina será uma espécie de sala limpa subterrânea. "É um ambiente de sala limpa, o que significa que não há essencialmente nenhuma partícula de poeira em qualquer lugar. Temos que nos preocupar com tais coisas, como fontes de radiação associadas com a poeira." diz Collar.
O pesquisador estima que, mesmo que o experimento tenha sucesso, vai demorar uma década ou mais para que os físicos sejam completamente convencidos de que eles detectaram realmente partículas de matéria escura.
"Este dispositivo é na verdade o primeiro do seu tipo no sentido de que é projetado especificamente para detectar WIMPS leves. Estamos vendo coisas interessantes com ele, mas que nós ainda não entendemos completamente," diz ele.

Matéria escura é uma forma postulada de matéria que só interage gravitacionalmente (ou interage muito pouco de outra forma). Sua presença pode ser inferida a partir de efeitos gravitacionais sobre a matéria visível, como estrelas e galáxias.

A imagem mostra matéria escura e matéria normal separadas em uma gigantesca colisão de dois grandes agrupamentos de galáxias [em vermelho, a matéria normal, em azul, a matéria escura]

No modelo cosmológico mais aceito, o ΛCDM, que tem obtido grande sucesso na descrição da formação da estrutura em larga escala do universo, a componente de matéria escura é fria, isto é, não-relativístiva. Nesse contexto, a matéria escura compõe cerca de 23% da densidade de energia do universo. O restante seria constituído de energia escura, 73% e a matéria bariônica, 4%.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br
http://www.ceticismoaberto.com
http://pt.wikipedia.org

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Busca por ETs poderá focar inteligência artificial e máquinas pensantes

Máquinas pensantes

Um astrônomo que trabalha em um centro de pesquisa voltado para achar vida fora da Terra disse que a comunidade que procura por extraterrestres deveria voltar suas atenções para "máquinas pensantes".
Para o astrônomo Seth Shostak, que trabalha no Search for Extraterrestrial Intelligence Institute (Seti, em inglês), na Califórnia, em vez de procurar por sinais biológicos de vida alienígena, os cientistas deveriam buscar indícios de inteligência artificial.
Alguns cientistas do Seti argumentam que, em outros planetas, a vida pode ter-se desenvolvido seguindo padrões químicos e biológicos completamente distintos dos encontrados na Terra.
No entanto, para outros pesquisadores, algumas leis de bioquímica seriam universais, e os extraterrestres teriam um ciclo de vida semelhante ao humano, com nascimento, procriação e morte. Para esta corrente, também haveria evolução de espécies entre os extraterrestres, exatamente como acontece com a vida na Terra.

Tecnologias alienígenas

No entanto, para o astrônomo Seth Shostak, em vez de procurar rastros biológicos de vida extraterrestre - o trabalho do campo conhecido como astrobiologia, os cientistas deveriam concentrar seus esforços na busca por tecnologias alienígenas. Shostak defendeu a ideia em um artigo publicado na revista Acta Astronautica.
"Se você examinar as escalas de tempo no desenvolvimento de tecnologias, em um determinado ponto se inventa o rádio e logo em seguida já se está transmitindo. A partir disso, há uma chance de você ser encontrado por alguém", disse Shostak à BBC.
"Mas cerca de cem anos depois de inventar o rádio - pelo menos se nós formos nos usar como exemplo - você inventa máquinas pensantes. Nós provavelmente faremos isso neste século."
Para John Elliott, pesquisador da universidade britânica Leeds Metropolitan University, o artigo de Shostak segue uma linha de pensamento que é cada vez mais comum entre os pesquisadores do Seti.
"Depois de procurar por sinais por 50 anos, o Seti está percebendo que a forma como a nossa tecnologia evoluiu é provavelmente um bom indicador de como outras civilizações - se elas existem lá fora - estariam progredindo", disse Elliott.

Inteligência artificial

Tanto Shostak como Elliott concordam que encontrar sinais de "máquinas pensantes" pode ser mais difícil do que rastros biológicos extraterrestres, mas eles indicam que há novos caminhos a serem buscados.
Shostak afirma que a inteligência artificial teria uma tendência a se voltar para lugares com muita matéria e energia, as únicas coisas de potencial interesse aos extraterrestres no universo.
Com isso, o Seti deveria voltar seus esforços para estudar o centro das galáxias ou as proximidades de estrelas novas e muito quentes.
"Eu acho que nós poderíamos gastar pelo menos uma porcentagem do nosso tempo buscando em novas direções, que talvez não sejam as mais atraentes em termos biológicos, mas onde talvez algumas máquinas pensantes estejam presentes", escreve Shostak.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Pesquisadores registram imagem mais detalhada de mancha solar

Pesquisadores do Observatório Solar de Big Bear, na Califórnia, conseguiram registrar a imagem mais detalhada de uma mancha solar, região de menor temperatura e pressão das massas gasosas no Sol com cerca de 12 mil quilômetros de diâmetro.

Mancha solar é registrada por telescópio da Califórnia

No centro da mancha solar, a temperatura é de cerca de 3.600 graus, enquanto as regiões vizinhas são muito mais quentes, de cerca de 5.800 graus. As formas irregulares que circundam a mancha solar são conhecidos como granulação e são feitas de gás quente saindo do interior do Sol.
A imagem foi capturada com o novo Big Bear Solar Telescope (NST), um tipo novo de telescópio com uma resolução de apenas 80 quilômetros sobre a superfície do sol.
O NST é o precursor de um telescópio maior e mais moderno, o Advanced Technology Solar Telescope (ATST), que será construído ao longo da próxima década e permitirá aos pesquisadores o registro de uma visão mais clara e sem distorções da superfície solar.

Fonte:

http://revistagalileu.globo.com

Descoberto sistema planetário semelhante ao Sistema Solar

Sistema exoplanetário

Astrônomos do ESO (Observatório Europeu do Sul) descobriram um sistema planetário com, pelo menos, cinco planetas em órbita de uma estrela do tipo solar, HD 10180.
Os pesquisadores têm também fortes indícios da existência de mais dois planetas, sendo que um deles deverá ser o exoplaneta de menor massa encontrado até agora.
Isto torna este sistema planetário muito semelhante ao nosso próprio Sistema Solar em termos do número de planetas (sete planetas contra os nossos oito). Além disso, a equipe encontrou evidências de que as distâncias dos planetas até sua estrela seguem um padrão regular, como acontece no Sistema Solar.
"Esta descoberta extraordinária também enfatiza o fato de estarmos agora entrando em uma nova era da investigação de exoplanetas: o estudo de sistemas planetários complexos e não apenas de planetas individuais. Estudos dos movimentos planetários no novo sistema revelam interações gravitacionais complexas entre os planetas e nos dão informações sobre a evolução do sistema a longo prazo," diz Christophe Lovis, principal autor do artigo científico que apresenta os resultados.

Impressão artística do novo sistema exoplanetário HD 10180, com sete planetas, incluindo um "planeta de lava", com o tamanho mais próximo ao da Terra já encontrado até hoje. [Imagem: ESO/L. Calçada]

Sistema planetário HD 10180

A equipe de astrônomos utilizou o espectrógrafo HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros do ESO, em La Silla, no Chile, durante um período de seis anos, para estudar a estrela do tipo solar HD 10180.
A HD 10180 está situada a 127 anos-luz de distância da Terra, na constelação austral da Hidra. HARPS é um instrumento com grande precisão e de extrema estabilidade nas medições, sendo o descobridor de exoplanetas mais bem-sucedido do mundo, juntamente como satélite Corot.
Graças a 190 medições individuais obtidas pelo HARPS, os astrônomos detectaram os minúsculos movimentos da estrela, para a frente e para trás, causados pelas atrações gravitacionais complexas de cinco ou mais planetas.
Os cinco sinais mais fortes correspondem a planetas com massas do tipo de Netuno - entre 13 e 25 massas terrestres - que orbitam a estrela com períodos que vão dos 6 aos 600 dias. Estes planetas estão situados a uma distância da sua estrela central que corresponde a cerca de 0,06 a 1,4 vezes a distância Terra-Sol.

Menor exoplaneta rochoso

"Temos também boas razões para acreditar que mais dois planetas estejam presentes," diz Lovis. "Um será do tipo de Saturno (com uma massa mínima de 65 massas terrestres) com um período de 2.200 dias. O outro será o exoplaneta de menor massa descoberto até agora, com uma massa de cerca de 1,4 vezes a massa da Terra. Ele está muito próximo da estrela hospedeira, a apenas 2% da distância Terra-Sol. Um "ano" neste planeta durará somente 1,18 dias terrestres.
Utilizando o método das velocidades radiais, os astrônomos podem apenas estimar a massa mínima de um planeta, uma vez que esta massa depende igualmente da inclinação do plano orbital relativamente à linha de visão, que é desconhecida. De um ponto de vista estatístico, esta massa mínima é, no entanto, geralmente próxima da massa real do planeta.
"Este objeto gera uma oscilação na estrela de apenas 3 quilômetros por hora - mais lento do que uma pessoa andando a pé - e este movimento é bastante difícil de medir," diz o membro da equipe Damien Ségransan. Se confirmado, este objeto poderá ser outro exemplo de um planeta quente rochoso, semelhante a Corot-7b - veja Menor exoplaneta já descoberto é coberto por lava

A estrela HD 10180 está situada a 127 anos-luz de distância da Terra, na constelação austral da Hidra. [Imagem: ESO]

Diferenças do Sistema Solar

O sistema de planetas recém-descoberto em torno da estrela HD 10180 é único em diversos aspectos.
Primeiro que, com pelo menos cinco planetas do tipo de Netuno localizados numa distância equivalente à órbita de Marte, este sistema é mais povoado na sua região interior do que o nosso Sistema Solar, com mais planetas de grande massa nessa região.
Além disso, o sistema provavelmente não possui gigantes gasosos do tipo de Júpiter. Em média, os planetas na região interior do sistema de HD 10180 têm vinte vezes a massa da Terra, enquanto os planetas interiores do nosso Sistema Solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) têm uma massa média de meia massa terrestre.
Finalmente, todos os planetas parecem ter órbitas praticamente circulares.
Até agora, os astrônomos conhecem quinze sistemas com pelo menos três planetas. O último detentor do recorde foi 55 Câncer, que contém cinco planetas, dois dos quais gigantes. "Sistemas com planetas de pequena massa como os que se encontram em torno de HD 10180, parecem ser muito comuns, mas a sua história de formação permanece um mistério," diz Lovis.

Lei das órbitas

Utilizando a nova descoberta, juntamente com dados de outros sistemas exoplanetários, os astrônomos encontraram um equivalente da lei de Titius-Bode existente no nosso Sistema Solar: as distâncias dos planetas às suas estrelas parecem seguir um padrão regular. "O que pode ser uma assinatura do processo de formação destes sistemas planetários," diz o membro da equipe Michel Mayor.
A lei de Titius-Bode estabelece que a distância dos planetas até o Sol segue uma fórmula simples. Com relação aos planetas exteriores, prevê-se que cada planeta esteja aproximadamente duas vezes mais afastado do Sol do que o planeta imediatamente anterior. Esta lei empírica previu corretamente as órbitas de Ceres e Urano, mas falhou na previsão da órbita de Netuno.

Composição química das estrelas


Outro resultado importante obtido é a descoberta da existência de uma relação entre a massa de um sistema planetário e a massa e a composição química da estrela hospedeira.
Todos os sistemas planetários de grande massa são encontrados em torno de estrelas de grande massa e ricas em metais, enquanto os quatro sistemas de menor massa conhecidos foram encontrados em torno de estrelas de baixa massa e pobres em metais. Essas propriedades confirmam os modelos teóricos atuais.
De acordo com a definição utilizada em astronomia, "metais" são todos os elementos exceto o hidrogênio e o hélio. Tais metais, com exceção de alguns poucos elementos químicos leves menores, são criados pelas várias gerações de estrelas. Os planetas rochosos também são compostos de "metais".

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=novo-sistema-planetario&id=020130100824

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

 
Design by Wordpress Themes | Bloggerized by Free Blogger Templates | Macys Printable Coupons