terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Militares da Nova Zelândia divulgam arquivos sobre OVNIs

As Forças Armadas da Nova Zelândia divulgaram nesta quarta-feira milhares de relatórios até então classificados como confidenciais que detalham casos envolvendo avistamentos de Objetos Voadores Não-identificados (OVNIs) e encontros alienígenas.


Os relatórios, que datam de 1954 a 2009, foram liberados pela lei de liberdade de imprensa depois que a Força de Defesa neozelandesa removeu nomes e outros elementos de identificação.

Em cerca de 2 mil páginas de documentos, civis, militares e pilotos relatam encontros imediatos, geralmente envolvendo luzes que se movem pelo céu. Alguns dos relatos incluem desenhos de discos voadorews, descrições de alienígenas usando "máscaras de faraó" e suposto material de escrita extraterrestre.

Antes de sua liberação, o líder do esquadrão da Força Aérea Kavae Tamariki informou que a Força de Defesa não tem recursos para investigar os avistamentos de OVNIs e que não poderia comentar o conteúdo dos arquivos. "Apenas fizemos uma coletânia das informações. Não investigamos ou fazemos relatórios, não confirmamos nada neles", declarou ao jornal Dominion Post.

Um dos relatos diz respeito ao avistamento de estranhas luzes na cidade de Kaikoura, litoral de South Island, em 1978, que foram registradas em vídeo por uma equipe de TV local a bordo de um avião. O incidente ganhou as manchetes internacionais na ocasião, mas a Força Aérea explicou que se tratou apenas ou de um fenômeno natural no qual as luzes dos navios se refletiram nas nuvens ou então foi uma visão incomum do planeta Vênus.

Os documentos originais nos quais esses relatórios se basearam permanecerão guardados no Arquivo Nacional até 2080.

Fonte:
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Plutão pode ter oceano abaixo de camada de gelo, dizem cientistas

Estudo de cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, indica que o planeta anão Plutão pode abrigar um oceano abaixo de sua camada de gelo. As informações são do site da National Geographic.

Plutão, rebaixado a condição de planeta anão recentemente, pode conter um oceano abaixo de sua superfície de gelo
Foto: Nasa/Divulgação

Mesmo possuindo temperaturas extremamente frias, Plutão aparenta ficar aquecido graças a este oceano abaixo da superfície, que preservaria o calor vindo da radioatividade do núcleo do planeta anão. E esse oceano não seria pequeno, de acordo com Guillaume Robuchon, pesquisador da universidade.

Segundo os pesquisadores, o oceano teria entre 100 e 170 km de espessura, estando 200 km abaixo da camada de gelo. Se confirmado, Plutão entra na lista de corpos do Sistema Solar em que se acredita haver água líquida - como exemplos da lista, estão as luas Titan e Enceladus, de Saturno.

A superfície de Plutão, acredita-se, é provavelmente mais fria do que -230°C. O interior de Plutão, sendo formado por este núcleo quente, facilitaria a produção de um oceano abaixo do gelo, também porque as pedras do núcleo do planeta anão contêm aproximadamente 100 partes por bilhão de potássio radioativo. Para um oceano existir, as pedras de Plutão devem se concentrar em um núcleo, com água e gelo na superfície.

Em 2015, a sonda New Horizons chegará a Plutão e ajudará a descobrir se realmente há um oceano no planeta anão.

Fonte:
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Por do Sol é registrado em Marte

Marte, conhecido como "o planeta vermelho" nos impressiona ao mostrar seu por-do-sol na cor azul.



O video foi capturado pela sonda Opportunity, e nos faz repensar como é realmente cenário desértico de Marte.

Sonda Cassini captura imagem de tempestade em Saturno

A sonda espacial Cassini capturou a imagem de uma gigantesca tempestade em Saturno. A foto obtida no dia 24 de dezembro mostra em branco a tormenta no hemisfério norte do planeta. As informações são da agência AFP.

Imagem captada pela sonda Cassini, da Nasa, mostra em branco a tormenta no hemisfério norte de Saturno
Foto: AFP

As tormentas em Saturno são comuns, mas segundo o site Space.com, a tempestade captada pela sonda Cassini, da Nasa, é maior que o normal e bilha mais que os próprios anéis do planeta.

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Cientistas simulam condições de Marte no Deserto do Atacama

Cientistas chilenos e de outros países construirão uma base espacial no Deserto do Atacama, local mais árido do mundo, onde pretendem simular, com estufas, as condições físicas do planeta Marte.

O observatório no Atacama é o maior do mundo em sua categoria
Foto: ALMA/Gentileza

A informação divulgada neste domingo pelo diário El Mercurio destaca que o plano é do Centro de Pesquisa Lua-Marte, um complexo científico, tecnológico e turístico localizado em uma área reconhecida pela comunidade científica internacional como uma das mais parecidas a Marte na Terra, com radiação solar e temperaturas extremas, baixa umidade e fortes ventos.

A base será construída em Chajnantor, situado a 5,15 mil m de altura e cerca de 1,65 mil km ao nordeste de Santiago. No local, o Observatório Europeu Austral (ISSO, na sigla em inglês) constrói junto a seus parceiros internacionais o Atacama Large Millimeter Array (ALMA), um telescópio de vanguarda para estudar a luz de alguns dos objetos mais frios no Universo.

Carmen Gloria Jiménez, acadêmica da Universidade de Antofagasta e uma das coordenadoras chilenas do projeto, explicou que já há experiências prévias em Utah (Estados Unidos) e na ilha Devon, no Ártico canadense.

Ela assinalou que, no ano que vem, serão construídos os primeiros laboratórios, usando como materiais as fuselagens de aviões Hércules. Lá, serão estudados micro-organismos denominados extremófilos, entre outros, que sobreviveram por pelo menos 26 mil anos em vulcões e lagos próximos.

Entre os promotores do projeto estão a Nasa (agência espacial americana), Mars Society, Instituto SETI, agência espacial da China e mais de 40 empresas que já investem no setor.

Fonte:
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cientistas estudam atmosfera de exoplaneta parecido com a Terra

Os astrônomos conseguiram pela primeira vez analisar a atmosfera de uma "superTerra", nome dado a exoplanetas rochosos pouco maiores que nosso planeta.

O avanço é considerado um passo fundamental na busca por planetas em outros sistemas solares com potencial de abrigar formas de vida reconhecíveis, afirmaram os pesquisadores.


"Alcançamos um marco no caminho para caracterizar estes mundos", comemorou Jacob Bean, professor do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, que coordenou o estudo.

O exoplaneta em questão, batizado de , está a 42 anos-luz - 400 trilhões de quilômetros - do nosso sistema solar, e é 2,6 vezes maior que a Terra.

Descoberto no ano passado, o GJ 1214b orbita uma estrela pequena e de brilho fraco, o que facilita a obtenção de dados sobre sua atmosfera pelos cientistas, capazes assim de analisar a luz que a atravessa antes de chegar até onde estamos.

O comprimento de onda da luz revela especificidades da composição química e do clima da atmosfera.

Usando o Very Large Telescope da Agência Espacial Europeia, instalado no Chile, Bean e sua equipe conseguiram reduzir o escopo de possibilidades da atmosfera do explaneta de três para duas.

A primeira hipótese é de que o GJ 1214b seja coberto por água - provavelmente em estado gasoso, devido à proximidade entre o exoplaneta e seu sol.

A outra possibilidade é que o GJ 1214b seja um exoplaneta rochoso em cuja atmosfera predomina o hidrogênio, com nuvens altas ou neblina encobrindo o céu.

O que as observações provaram é que este exoplaneta não é um "mini-Netuno", com um pequeno núcleo rochoso e uma atmosfera profunda e rica em hidrogênio.

"Embora não possamos dizer ainda exatamente do que é feita a atmosfera, é um passo animador no sentido de nos tornarmos capazes de eliminar opções para um mundo tão distante, ficando entre gasoso ou enevoado", explicou Bean.

Seja qual for o caso, é mais provável que o GJ 1214b abrigue formas de vida.

"Este planeta é quente demais para ser considerado habitável", disse Bean à AFP. "Nas regiões da atmosfera onde a pressão é semelhante ao que vemos ao nível do mar na Terra, estimamos que as temperaturas cheguem a mais de 500 graus Celsius".

A órbita do GJ 1214b em torno de sua estrela é de 38 horas, da qual dista apenas dois milhões de quilômetros, 70 vezes mais perto que a Terra do Sol.

Apesar disso, este exoplaneta é menor, mais frio e mais parecido com a terra do que qualquer outro já identificado até hoje.

A maioria dos mais de 500 exoplanetas descobertos até hoje são "Júpiteres quentes", apelido que se deve a suas massas gasosas e enormes, além das altíssimas temperaturas.

Mas, com a evolução dos instrumentos de observação, os astrônomos começaram a identificar cada vez mais exoplanetas rochosos semelhantes ao nosso.

"Estamos trabalhando para encontrar e caracterizar as atmosferas de planetas potencialmente habitáveis", indicou Bean.

"Ainda não chegamos lá, mas o objetivo é possível na perspectiva da próxima década".

A atmosfera da Terra é composta por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases.

Fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br

A década dos planetas

Os primeiros dez anos deste século mexeram com a astronomia e como as definições de planetas. Veja algumas descobertas.

O início do século XXI tornou a tarefa de contar o número de planetas fora do nosso sistema solar complexa. Se até o ano 2000 tínhamos meros 56 exoplanetas (como são chamados os planetas fora do Sistema Solar) atualmente, em 22 de dezembro de 2010, há 515 deles espalhados pelo universo segundo dados do site Enciclopédia de Planetas Extrasolares. E o número cresce exponencialmente: no final de novembro eram 494.

As descobertas são fruto de diversas técnicas que procuram por exoplanetas a partir da Terra e do espaço. Em 2010, a sonda espacial Kepler, enviada ao espaço para detectar planetas de tamanho semelhante à Terra, começou a achar seus primeiros planetas. Até agora encontrou sete, mas tem uma lista de mais de 700 candidatos à espera de análise. Abaixo algumas descobertas relacionadas a exoplanetas nesta década e de um planeta que deixou de ser chamado por este nome.

O planeta que não é mais
Plutão, o menor planeta do sistema solar, foi rebaixado a “planeta-anão” em 2006 pela União Astronômica Internacional. A partir daí, o Sistema Solar passou a ter oito planetas (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) pois Plutão não se encaixou nas condições necessárias para ser considerado um deles.

Aqui pode ter água
Em 2007 foi descoberto GLIESE 158c, o primeiro exoplaneta em uma zona habitável, , na constelação de Libra. Com raio de 1,5 vezes o da Terra e massa 5 vezes maior, sua temperatura é estimada entre 0 ° C e 40 ° C e portanto pode ter água líquida.

O pesadão
É detectado o exoplaneta de maior massa, o COROT-3 b, foi encontrado pelos astrônomos em fevereiro de 2008. Ele fica na constelação de Áquila e tem um tamanho semelhante ao de Júpiter embora sua massa seja 21,6 vezes maior do que a dele (e mais de 6.884 vezes maior do que a da Terra).

Devagar e sempre
O telescópio Hubble detecta em novembro de 2008 o exoplaneta Formalhaut b, na constelação Peixe Austral, que demora nada mais de 876 anos para dar uma volta em torno de sua estrela. Com uma massa 953 vezes maior do que a da Terra, ele também foi o primeiro exoplaneta a ser detectado via imagem direta.

Ali sim, faz calor
Em abril de 2009 foi descoberto o planeta WASP-12b na constelação Cocheiro. Ele está tão perto de sua estrela WASP-12 que sua temperatura é de cerca de 2,2 mil °C, tornando-o o exoplaneta mais quente já descoberto na Via Láctea. No ano seguinte, o telescópio Hubble descobre que eke está sendo consumido por sua estrela a WASP-12. Foi a primeira vez que um evento deste tipo foi observado com tamanha clareza.

Do contra
É descoberto um planeta, WASP-17b, que gira . Ele fica na constelação de Escorpião e é também um dos de maior raio já encontrado, com 1,74 vezes o raio de Júpiter (e 19 vezes o da Terra). É também um dos planetas menos densos já encontrados, o que faz com que tenha uma densidade muito pequena. O WASP-17b foi descoberto em agosto de 2009.

Ligeirinho
O planeta com a órbita mais curta é descoberto. O WASP-19b dá uma volta completa em torno de sua estrela, WASP-19, em 18,9 horas. Ele fica na constelação de Vela e tem uma massa de 1,15 vezes a de Júpiter (e 365 vezes a da Terra). Foi descoberto em dezembro de 2009.

Clube do cinco
A sonda espacial Kepler anuncia a descoberta de cinco exoplanetas de uma vez só, os primeiros detectados pela missão da Nasa. Chamados Kepler 4b,5b,6b,7b e 8b eles tem tamanhos que vão de maiores que Júpiter (Kepler 5b,6,b,7b,8b) ao tamanho de Netuno (Kepler 4b). Foram anunciados em janeiro deste ano. Na foto a cima, quatro deles e a comparação de seu tamanho com o de Júpiter.

Fonte:
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sábado, 4 de dezembro de 2010

Descoberta em Vênus dá alerta à Terra, diz agência espacial

Uma misteriosa camada de dióxido sulfúrico de grande altitude descoberta pelo satélite Venus Express, da ESA - a agência espacial européia -, em Vênus, foi finalmente explicada, após dois anos de sua descoberta. Segunda a ESA, a descoberta serve como um aviso contra a ejeção de gases na nossa atmosfera.

Imagem mostra a estrutura das nuvens de dióxido sulfúrico em Vênus

Vênus é coberto por ácido sulfúrico que bloqueia a visão de sua superfície. As nuvens são formadas entre 50 e 70 km de altura, quando o dióxido sulfúrico dos vulcões se junta ao vapor de água, formando o ácido sulfúrico. O dióxido que sobra do processo deveria ser destruído pela intensa radiação solar. Portanto, quando, em 2008, o satélite Venus Express detectou a existência dessa camada, criou-se um mistério. De onde esse dióxido sulfúrico sai para formara a camada que fica entre 90 km e 110 km da superfície do planeta?

Simulações de computador feitas por Xi Zhang, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Estados Unidos, e outros cientistas do país, da França e de Taiwan, mostram que gotas de ácido sulfúrico podem evaporar em grandes altitudes, liberando gases de ácido que se quebram na luz do Sol e que se transformam em dióxido sulfúrico.

Com essa nova descoberta, a preocupação sobre as mudanças climáticas da Terra aumentam. As experiências para a diminuição das mudanças, segundo os cientistas, podem não estar funcionando, como pensado originalmente. "As novas descobertas também significam que o ciclo atmosférico do enxofre é mais complicado do que pensávamos", diz Håkan Svedhem, cientista do projeto Venus Express.

O vencedor do prêmio Nobel, Paul Crutzen, defendeu recentemente que ejetar artificialmente grandes quantidades de dióxido sulfúrico na atmosfera da Terra a 20 km de altura para conter o aquecimento global resulta no aumento de gases que causam o efeito estufa. Esse gás forma pequenas gotas de ácido sulfúrico, iguais aos encontrados em Vênus. Essas gotas formam uma camada que reflete os raios do Sol, gelando o planeta em aproximadamente 0,5 °C.

Contudo, o estudo indica que a evaporação de ácido sulfúrico em Vênus sugere que esse projeto pode não dar certo, já que não sabemos quanto tempo essa camada protetora levará para se transformar em dióxido sulfúrico. E o pior, uma camada desse gás pioraria o efeito estufa, já que permite a passagem de todos os raios solares.

"Nós precisamos estudar detalhadamente as potenciais consequências de uma camada artificial de enxofre na atmosfera da Terra", diz Jean-Loup Bertaux, da Universidade de Versailles-Saint-Quentin, na França, que também participa do projeto.

Para esse estudo, o satélite venus Express passa a ser de fundamental importância, pois como a natureza causa, também, a existência da camada de gases, os cientistas ainda não precisam realizar experimentos mais detalhados, podem apenas examinar os efeitos pelo satélite.

Fonte:
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A Astrobiologia

A busca pela vida fora da Terra, fugindo dos estereótipos criados pelo cinema, é o trabalho dos astrobiólogos, que procuram compreender a origem, evolução, distribuição e destino da vida no Universo. Para atingir este objetivo, é necessário um esforço de pesquisadores de diferentes áreas que, trabalhando juntos, resolvem problemas dos campos da astronomia, física, química, biologia e geologia.


No Brasil, a Astrobiologia está apenas começando. Em 2006, o País teve o seu primeiro workshop na área, atraindo cerca de 80 pesquisadores interessados e com projetos já em andamento. Logo em seguida, foi montado o primeiro grupo de estudos em Astrobiologia do Brasil, cadastrado no CNPq sob o nome Astrobio Brazil e coordenado pelos professores Eduardo Janot Pacheco (IAG-USP) e Claudia Lage (UFRJ).

Em 2009, a USP começou a construção do primeiro laboratório de Astrobiologia do Hemisfério Sul, o AstroLab. Segundo o atual coordenador, professor Douglas Galante, o intuito do projeto é ser um laboratório multidisciplinar e multi-institucional para o estudo da vida em ambientes extremos terrestres e para simulações de ambientes extraterrestres.

"Enquanto o laboratório está sendo montado, temos usado grandes aceleradores para estudos de simulações, como o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e o síncrotron Diamond, no Reino Unido", disse o cientista. "Nosso grupo também colabora em outros projetos, como o lançamento de um experimento de Astrobiologia em um sonda de espaço profundo, que ficará três anos viajando até um asteroide (missão Aster) e em estudos de microbiologia ambiental, trabalhando e coletando amostras da Antártica, Atacama, Andes, Amazônia e fundo dos mares", afirmou.

Para Galante, um dos fatores interessantes da Astrobiologia é que ela não é ramo formal da Ciência. "É um campo de estudo, no qual os diferentes ramos tradicionais podem conversar e buscar soluções em conjunto para perguntas muito complicadas, como: qual a origem da vida? Quais os limites para existência de vida? Existe vida fora da Terra? O que acontecerá com a vida na Terra no futuro?", falou.

"Por isso, um Astrobiólogo pode ser um biólogo trabalhando com um organismo capaz de sobreviver na Antártica, mas transpondo seus resultados para saber como tal organismo sobreviveria em Marte ou Encélado (lua de Saturno). Ou um astrônomo estudando como a radiação de diferentes estrelas interage com um planeta e possibilita que se formem as primeiras moléculas necessárias para a vida, como os aminoácidos", completou o professor.

Mesmo com o interesse crescente no tema, não há cursos de graduação em Astrobiologia, apenas poucos programas de pós-graduação específicos na área, mas fora do Brasil. Por isso, Douglas Galante afirma que a melhor opção é escolher um curso relacionado com a área e com o viés de maior interesse do aluno, seja ela Biologia, Astronomia, Química ou similares.

"É preciso procurar ter uma formação interdisciplinar e fazer iniciação científica em um projeto relacionado com Astrobiologia desde o início. E estudar muito, pois é importante ter uma sólida formação na sua área específica e uma visão geral de todas as outras. Depois, fazer uma pós-graduação com um pesquisador com interesse em Astrobio e um tema de pesquisa na área", disse.

Grandes projetos

Graças a sua característica multidisciplinar, a Astrobiologia tem projetos para todos os gostos. Na Astronomia, as grandes iniciativas estão focados na busca de exoplanetas, ou planetas orbitando estrelas fora do Sistema Solar. Em especial, o interesse é a busca de planetas parecidos com a Terra.

"Com os telescópios atuais podemos apenas buscar planetas grandes, do tamanho de Júpiter, mas com a próxima geração de equipamentos, tanto os grandes telescópios em terra (telescópio de 30m, ELT, etc) quanto telescópios no espaço (Telescópio Espacial James Webb, Plato, etc) já seremos capazes de detectar planetas do tamanho da Terra. Uma vez detectados o próximo passo será medir a composição química da possível atmosfera desses planetas, na tentativa de encontrar gases que sejam indicativos da presença de vida", explica Galante.

Em Biologia, os avanços têm sido no estudo da vida como ela existe na Terra, e através dos seus limites, explicar se a vida poderia existir em outros planetas. Por isso, vários biólogos têm estudado a vida em ambientes extremos - desertos, pólos, vulcões, fundo dos oceanos, fundo da terra - pois esses organismos, os extremófilos - seriam capazes de sobreviver ao estresse imposto pelas condições espaciais ou de alguns planetas, como Marte.

Em Química, um dos grandes problemas é estudar a origem da vida e das moléculas pré-bióticas, mostrando como os átomos se organizaram para formar moléculas mais complexas e eventualmente formar um organismo vivo. Já em Ciências Espaciais há as grandes missões de exploração dos corpos do Sistema Solar, em especial Marte, para estudar sua geologia e buscar sinais da existência passada ou presente de vida.

Nasa gera expectativas

A Nasa - a agência espacial americana - criou expectativas ao anunciar para esta quinta-feira uma entrevista à imprensa sobre uma descoberta científica ligada a vida extraterrestre. Douglas Galante aposta na possibilidade do anúncio ser relativo à descoberta de um organismo - uma bactéria - capaz de usar arsênico ao invés de fósforo em seu metabolismo.

"O fósforo é um elemento chave no metabolismo de todos os seres vivos terrestres, e está presente no DNA, nas proteínas e no ATP, a molécula de energia celular. Até hoje, achava-se que ela era essencial para a existência de vida, junto com carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre (formando a sigla CHONPS). Essa descoberta mostra que a vida é ainda mais versátil do que imaginávamos, e que podem existir seres aqui na Terra completamente diferentes do que conhecemos, verdadeiros ETs vivendo entre nós. E também aumenta a possibilidade de vida fora da Terra, pois agora o arsênico também é uma opção, além do fósforo. Claro, isso vale apenas para alguns microrganismos, por enquanto", completou.

Fonte:
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Nasa confirma descoberta de nova forma de vida

A Nasa confirmou nesta quinta-feira em Washington a descoberta de uma forma nova de vida encontrada em um lago tóxico na Califórnia. Segundo os pesquisadores, eles encontraram um "micro-organismo vivo diferente do conceito de vida que conhecemos até hoje", diz pesquisadora da Nasa.

Descoberta também muda a maneira de pensar sobre o que são "ambientes habitáveis" no universo. Na imagem, o micro-organismo que usa arsênio no lugar de fósforo na constituição de seu DNA

"Até hoje se pensava que todas as formas de vida precisavam de fósforo e este micróbio substitui fósforo por arsênio. Isso é profundo. O que mais poderemos encontrar?", diz a pesquisadora Felisa Wolfe-Simon. "A definição de vida acabou de ser ampliada", diz Ed Weier, administrador da Nasa da missão de Ciência.

"Esta é uma descoberta fenomenal. Se as pessoas estão decepcionadas, sinto muito. Mas é uma descoberta que fundamentalmente muda como vemos, definimos a vida e talvez seremos capaz de encontrar um ET agora", diz Mary Voytek.

A Nasa diz que a descoberta de uma bioquímica alternativa vai mudar livros de Ciência e a ampliar o escopo da busca pela vida fora da Terra. Carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre são os 6 elementos básicos de todas as formas de vida na Terra. Fósforo é parte da estrutura do DNA e do RNA, as estruturas que transportam as instruções genéticas da vida e é considerado um elemento essencial para todas as células vivas.

Fósforo é um componente central da molécula que transporta energia em todas as células (adenosina trisfosfato) e também os fosfolipídios que formam todas as membranas das células.

Essa forma de vida descoberta utiliza o arsênio no lugar do fósforo. O arsênio é elemento quimicamente parecido com o fósforo, mas venenoso para a maioria das vidas na Terra.

Segundo os pesquisadores, a descoberta abre toda uma nova variedade de perguntas, com respeito à exploração espacial, isso é muito importante, pois mostra que ainda não sabemos o que pode ser tolerado em outros ambientes. "Temos que pensar em possibilidades de encontrar vida que aguentam coisas que não conseguiríamos aguentar", diz Mary Voytek, diretora do programa de Astrobiologia da Nasa.

O video a seguir explica o porquê da importância desta descoberta para a busca de vida em outros lugares do universo.


Felisa afirma que temos que pensar em vida em qualquer contexto, como o lunar ou em outro planeta. Segundo a pesquisadora, há sim fósforo nesses micro-organismos, mas em uma quantidade muito pequena, que não seria suficiente para a vida.


"(Esta descoberta leva a) possibilidades de organismos que possam viver sem fósforo e poderá se desenvolver toda uma nova tecnologia de bioenergia sem usar fósforo", diz James Elser, professor da Universidade do Estado do Arizona.

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Nasa descobriu nova forma de vida, dizem holandeses

O site holandês NOS afirmou na quarta-feira que a Nasa - a agência espacial americana - descobriu uma forma nova de vida. Os cientistas teriam encontrado em um lago tóxico, onde a vida seria impossível por causa do arsênico presente na água, na Califórnia, um tipo de bactéria com características diferentes das encontradas em todas os outros seres vivos na Terra. Segundo o site, o anúncio da descoberta será feito na sede da Nasa, em Washington, às 17h (horário de Brasília).


Segundo site holandês, Nasa descobriu forma nova de vida no lago Mono, nos Estados Unidos

A Nasa causou suspense com o anúncio, programado para as 17h (de Brasília) desta quinta-feira de uma "impactante descoberta" sobre a busca de vida extraterrestre.

De acordo com os holandeses, todas as formas de vida do planeta, do menor micro-organismo ao maior animal, têm seis componentes - carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre -, que se combinariam em "blocos". A bactéria que a Nasa teria descoberto, não.

A descoberta, afirma o site, aumenta a probabilidade de existência de seres vivos em outro local do universo, já que a vida não depende desses seis componentes básicos, como pensávamos até agora.

Qual é a diferença?

O brasileiro Douglas Galante, coordenador do Laboratório de Astrobiologia da Universidade de São Paulo (USP) afirmou, em entrevista ao Terra, que também acredita na possibilidade do anúncio ser relativo à descoberta de um organismo - uma bactéria - capaz de usar arsênico ao invés de fósforo em seu metabolismo.

"O fósforo é um elemento chave no metabolismo de todos os seres vivos terrestres, e está presente no DNA, nas proteínas e no ATP, a molécula de energia celular. Até hoje, achava-se que ela essencial para a existência de vida, junto com carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre (formando a sigla CHONPS). Essa descoberta mostra que a vida é ainda mais versátil do que imaginávamos, e que podem existir seres aqui na Terra completamente diferentes do que conhecemos, verdadeiros ETs vivendo entre nós. E também aumenta a possibilidade de vida fora da Terra, pois agora o arsênico também é uma opção, além do fósforo. Claro, isso vale apenas para alguns microrganismos, por enquanto", completou.

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Vida na lua de Saturno? Conheça Titã

Titã é uma lua única de Saturno. É, por exemplo, o único corpo fora da Terra a ter uma uma superfície estável o suficiente para abrigar substâncias em estado líquido, segundo indicam estudos. Contudo, o mar de Titã não é constituído de água, e sim de uma mistura de metano, etano e, talvez, nitrogênio líquidos a uma temperatura de aproximadamente -184°C.

Reprodução artística mostra superfície de Titan, lua de Saturno

A vida em Titã seria, inclusive, baseada em metano. Neste ano, a Nasa - a agência espacial americana - anunciou evidências de vida nessa lua. Segundo a agência, o astro é o único conhecido fora da Terra a possuir características químicas para abrigar vida.

Em junho, a Nasa disse ter descoberto uma variação na quantidade de recursos, como hidrogênio, na superfície de Titã. Duas pesquisas feitas tiveram resultados diferentes, sendo que a primeira mostrou uma maior quantidade que a segunda. Os cientistas acreditam que esses recursos tenham sido consumidos pela forma de vida presente no satélite natural.

Fonte:
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Exoplaneta é descoberto fora da Via Láctea

Astrônomos do Instituto Max Planck e do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) detectaram um planeta com, no mínimo, 1,25 vez a massa de Júpiter na órbita de uma estrela que nasceu fora da Via Láctea, distante atualmente 2 mil anos-luz da Terra. A descoberta foi divulgada nesta quinta-feira (18/11/2010) na revista "Science Express".

Representação artística de HIP 13044 b, planeta maior que Júpiter, que orbita a estrela HIP 13044, distante 2.000 anos-luz da Terra, localizada na direção da constelação da Fornalha. (Crédito: L. Calçada / ESO)

Embora agora se encontre dentro da galáxia que contém o Sol, o astro HIP 13044 pertencia, no passado, a uma galáxia-anã que foi "devorada" pela Via Láctea entre 9 e 6 bilhões de anos atrás. A estrela está localizada na direção da constelação da Fornalha, presente nos céus do hemisfério sul terrestre. O grupo de estrelas com esta origem é conhecido como "Helmi stream".

Catalogado como HIP 13044 b, o exoplaneta foi detectado por causa das oscilações no movimento da estrela companheira. Para essas observações e cálculos, os astrônomos utilizaram o espectrógrafo Feros, instrumento ligado ao telescópio MPG da ESO, com 2,2 metros de comprimento. O equipamento fica no Observatório La Silla, no Chile, que pertence à instituição europeia.

Segundo os cientistas, o exoplaneta é um dos poucos a terem sobrevivido ao período de expansão da estrela que orbita, na qual HIP 13044 esgotou o hidrogênio usado como combustível no núcleo - esta fase da evolução estelar é conhecida como gigante vermelha. Atualmente, a estrela queima hélio em seu centro e voltou a se contrair, afirmam os astrônomos.

"Pela primeira vez, astrônomos detectaram um sistema planetário em uma estrela de origem extragaláctica", afirma Rainer Klement, do Instituto Max Planck, com sede em Heidelberg, na Alemanha. "Detectar planetas em outras galáxias ainda não foi possível, devido ás distâncias enormes, mas essa 'fusão cósmica' trouxe um astro extragaláctico ao nosso alcance."

HIP 13044 b completa uma volta ao redor da estrela em apenas 16 dias. Durante uma nova fase de crescimento da companheira, o exoplaneta pode ser engolfado, afirmam os astrônomos.

Desde o início da procura por exoplanetas, os astrônomos já catalogaram cerca de 500 astros, todos ao redor de estrelas dentro da Via Láctea. Recentemente, um dos menores foi detectado próximo à estrela Gliese 581, com potencial para conter vida.

Fonte:
http://g1.globo.com

Nasa divulga nova imagem de cometa obtida por sonda Deep Impact

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira (18/11/2010) nova imagem do cometa Hartley 2. A foto foi tirada pela sonda Deep Impact no início deste mês.

Nova imagem do cometa Hartley 2 foi divulgada nesta quinta-feira (18) (Foto: Nasa JPL Caltech UMD)

O objetivo do projeto, batizado EPOXI, é analisar o núcleo de um cometa pequenino mas hiperativo, caracterizado pela liberação de jatos de gases que podem até alterar sua trajetória.

A Deep Impact chegou a 700 quilômetros do "alvo" a uma velocidade relativa (considerando o movimento da nave e do cometa) de 12 km por segundo. As imagens do encontro cruzaram os 37 milhões de quilômetros da Deep Impact até a rede de antenas do projeto, posicionadas em Goldstone, Califórnia.

Há cinco anos, a Deep Impact disparou um objeto contra o cometa Tempel 1 para colher dados sobre seu núcleo.

Fonte:
http://g1.globo.com

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Galáxia pode conter buraco negro mais jovem já registrado, diz Nasa

Astrônomos da Nasa afirmaram na segunda-feira (15/11/2010) ter descoberto o buraco negro mais jovem já registrado. Localizado na galáxia M100, o objeto provavelmente surgiu após a explosão de uma estrela com muita massa, fenômeno conhecido como supernova e que foi detectado por astrônomos na Terra em 1979. Teria, portanto, apenas 30 anos de existência, contados desde a detecção da explosão.

Imagem da galáxia M100, localizada a 50 milhões de anos-luz da Terra. A supernova SN 1979C é indicada na parte inferior da foto, feita pelo Telesc (Foto: Nasa / AFP Photo)

A idade diz respeito ao conhecimento do fenômeno a partir da Terra, já que o corpo está distante 50 milhões de anos-luz. Observações feitas com os telescópios Chandra e Spitzer, da Nasa, e do Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) permitiram a descoberta. A galáxia M100 está localizada na direção da constelação de Virgem, em um aglomerado de galáxias com o mesmo nome.

Catalogada como SN1979C, a explosão marcou o fim de uma estrela muito massiva, detectada por um astrônomo amador no final da década de 1970. Caso a interpretação agora dada pelos cientistas ao destino da supernova seja correta, o buraco negro teria se originado a partir dessa destruição, após os resquícios do grande astro formarem um objeto com grande densidade e dimensões pequenas.

Caso confirmada, a análise da supernova é válida aos estudiosos pois fornecerá dados sobre os estágios iniciais do nascimento de um buraco negro.

Buracos negros

Buracos negros são corpos muito densos, com dimensões menores que as dos planetas do Sistema Solar. São o estágio final da evolução de estrelas muito pesadas, algumas com milhares de vezes a massa do Sol, que duram apenas milhões de anos e explodem como supernovas.

No centro de cada buraco negro há um objeto sem dimensão e com densidade infinita conhecido como singularidade. Neste local nem mesmo a luz consegue ter velocidade suficiente para escapar. A região em volta de uma singularidade recebe o nome de buraco negro.

Toda informação desta região não consegue ser detectada de forma direta, uma vez que a velocidade da luz é o limite conhecido para o deslocamento de qualquer fenômeno.

Fonte:
http://g1.globo.com

Astronauta europeu vai cultivar plantas no espaço

Cultivar plantas no espaço será crucial para os astronautas do futuro. Numa viagem para Marte, ou mais longe ainda, será necessário produzir comida fresca a bordo das naves, que deverão ser parcialmente autossuficientes.

A estufa é pequena, uma espécie de "estufa pessoal", mas será útil para vários experimentos científicos básicos, dos quais os estudantes europeus poderão participar online.[Imagem: ESA]

A montagem de estufas na Lua, em Marte ou em outros corpos planetários também será uma componente importante nas missões de exploração futuras.

As estufas também fornecem oxigênio e podem trazer alguma vida ao ambiente desolado espaço.

Tratar de plantas é uma boa forma de manter recordações da Terra e uma forma agradável de passar o tempo durante a longa e possivelmente aborrecida viagem interplanetária.

Estufa no espaço

É com um olho nesse quadro que o astronauta Paolo Nespoli levará uma pequena estufa para a Estação Espacial Internacional. O outro olho estará voltado para as próximas gerações, que eventualmente serão os personagens daquele futuro que se vislumbra.

A estufa é pequena, uma espécie de "estufa pessoal", mas será útil para vários experimentos científicos básicos, dos quais os estudantes europeus poderão participar online.

O projeto Estufa no Espaço, proposto e concebido pelo departamento de Voos Tripulados da Agência Espacial Europeia (ESA), será uma oportunidade para os estudantes se interessarem um pouco mais pela ciência, tanto pela biologia, quanto pela exploração espacial.

A estufa não é pequena por acaso: enquanto o astronauta cultiva as plantas e observa seu ciclo de vida no espaço, as crianças terão a oportunidade de fazer o mesmo com as suas próprias experiências em terra, usando réplicas da estufa espacial e as mesmas espécies de plantas.

Mentes subdesenvolvidas

A experiência vai começar com o cultivo de uma planta da família das couves, a Arabidopsis thaliana, dentro do Laboratório Columbus, na Estação Espacial Internacional. As crianças começarão a sua própria experiência na terra ao mesmo tempo.

Esquema da estufa espacial, que será distribuída para os estudantes participantes do experimento. [Imagem: ESA]

Paolo irá tirar fotos do ciclo de crescimento das plantas e fazer gravações de vídeo dos passos essenciais no cuidado das plantas, publicando tudo no site da missão.

As crianças que participarem poderão comparar a experiência no espaço com a experiência que estiverem fazendo em terra.

Os jovens cientistas no solo, e Paolo em órbita, irão seguir o ciclo de crescimento das suas plantas por cerca de dez semanas. As crianças serão encorajadas a partilhar as suas observações com outros jovens que estiverem participando da mesma experiência, criando uma rede em toda a Europa que irá ligar os "jovens cientistas".

As crianças poderão enviar seus resultados finais e sua observações para a equipe educacional da ESA, que irá montar uma lição final online, que poderá ser baixada por outras escolas e professores.

A experiência será lançada em meados de Fevereiro de 2011 num evento ao vivo que juntará cerca de 750 crianças em quatro locais da Europa.

Quando, em 2006, o primeiro astronauta brasileiro levou experiências científicas simples para a Estação Espacial Internacional, voltadas para entusiasmar os jovens estudantes sobre a ciência, a maior parte da própria comunidade científica brasileira não poupou críticas à iniciativa - eventualmente no pressuposto de que a próxima geração de cientistas crescerá e amadurecerá sem necessitar de qualquer cuidado.

Fonte:
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Hubble cria mapa da matéria escura

Usando uma gigantesca lupa cósmica, astrônomos usaram o Telescópio Espacial Hubble para criar um dos mapas mais nítidos e mais detalhados já feitos da matéria escura no Universo.

A matéria escura é representada na imagem pelas manchas claras. Mas se a matéria escura é invisível - é por isto que ele é chamada de escura - como é que os astrônomos fizeram uma imagem dela? [Imagem: NASA, ESA, and Z. Levay (STScI)]

A matéria escura é uma substância invisível e desconhecida, nunca detectada diretamente, que se acredita compor 22% da massa do Universo, enquanto a matéria comum, das estrelas e planetas, seres humanos inclusive, representa apenas 4%.

Mas se a matéria escura é invisível - é por isto que ele é chamada de escura - como é que os astrônomos fizeram uma imagem dela?

A equipe do Dr. Dan Coe, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, direcionou uma das câmeras do Hubble para o gigantesco aglomerado de galáxias Abell 1689, situado a 2,2 bilhões de anos-luz de distância.

A gravidade do aglomerado é grande demais, não podendo ser explicada pela matéria comum - logo, deve ser gerada pela matéria escura. Essa enorme gravidade age como uma lente de aumento cósmica, dobrando e amplificando a luz de galáxias mais distantes, por trás do aglomerado.

Lente gravitacional

O efeito, chamado de lente gravitacional, produz imagens múltiplas, distorcidas, e grandemente ampliadas dessas galáxias.

Ao estudar as imagens distorcidas, os astrônomos calcularam a quantidade de matéria que seria necessária para gerar a gravidade que provocou tais distorções. Deduzindo a massa das galáxias visíveis, eles obtiveram a quantidade de matéria escura que deve existir lá.

"Outros métodos baseiam-se em fazer uma série de suposições sobre como seria o mapa de massa, e então os astrônomos escolhem aquele que melhor se adapta aos dados. Utilizando nosso método, podemos obter, diretamente a partir dos dados, um mapa de massa," explicou Coe.

Os astrônomos estão planejando agora estudar mais aglomerados de galáxias para confirmar a possível influência da energia escura.

Há muita controvérsia entre os estudiosos sobre a matéria e a energia escuras. Enquanto alguns afirmam que a existência da matéria escura está comprovada, outros lançam dúvidas sobre a existência desse "lado escuro do Universo".

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Experimento sugere existência de uma nova partícula

Um experimento realizado no Fermilab - uma espécie LHC dos Estados Unidos, só que menor - parece dar suporte a uma descoberta relatada há mais de 20 anos e que mostraria falhas no Modelo Padrão da Física.

O anel de luz, detectado por alguns dos mais de mil sensores de luz dentro do detector, indica a colisáo de um neutrino do múon com o núcleo de um átomo.[Imagem: Fermilab]

A equipe descobriu indícios da existência de uma nova partícula elementar: um quarto tipo de neutrino.

Mais do que isso, os resultados mostram a violação de uma simetria fundamental do Universo, que estabelece que as partículas de antimatéria se comportam da mesma forma que os seus equivalentes de matéria.

Neutrinos

Neutrinos são partículas elementares neutras, que nascem do decaimento radioativo de outras partículas.

Os neutrinos vêm em três "sabores", que são as contrapartidas neutras dos elétrons e dos seus primos mais pesados, os múons e os taus.

Independentemente do sabor original de um neutrino, essas partículas constantemente mudam de um tipo para outro, em um fenômeno chamado "oscilação de sabores dos neutrinos" - um neutrino do elétron pode se tornar um neutrino do múon e, posteriormente, voltar a ser um neutrino do elétron.

Agora, no experimento chamado MiniBooNE (Mini Booster Neutrino Experiment), os pesquisadores detectaram mais oscilações dos neutrinos do que seria possível se houvesse apenas três sabores deles.

"Estes resultados implicam que, ou há novas partículas, ou há forças que nós não havíamos imaginado antes," conta Byron Roe, da Universidade de Michigan. "A explicação mais simples envolve considerar a existência de novas partículas parecidas com os neutrinos, ou neutrinos estéreis, que não sofrem as interações fracas normais."

Os três tipos conhecidos de neutrinos interagem com a matéria principalmente através da força nuclear fraca, o que os torna difíceis de detectar. A hipótese é que esse quarto sabor não interagiria através da força fraca, tornando-o ainda mais difícil de identificar.

Composição do Universo

Para William Louis, um cientista do Laboratório Nacional Los Alamos, também envolvido no experimento MiniBooNE, a existência dos neutrinos estéreis poderia ajudar a explicar a composição do Universo.

"Físicos e astrônomos estão à procura de neutrinos estéreis porque eles poderiam explicar uma parte, ou mesmo toda, a matéria escura do Universo", disse Louis. "Os neutrinos estéreis também poderiam eventualmente ajudar a explicar a assimetria da matéria no Universo, ou porque o Universo é composto principalmente de matéria, e não de antimatéria."

Resultados similares do experimento MiniBooNE foram obtidos há menos de seis, quando cientistas europeus detectaram o que eles chamaram de neutrino camaleão, justamente porque os neutrinos mostraram uma oscilação maior do que a prevista pelo Modelo Padrão da Física.

Simetria de paridade

Os resultados agora obtidos parecem violar também a "simetria de paridade de carga" do Universo, que afirma que as leis da física se aplicam da mesma forma às partículas e às suas equivalentes antipartículas.

Violações desta simetria já foram vistas em alguns decaimentos raros, mas nunca antes com neutrinos.

Os experimentos, contudo, ainda não são definitivos. Segundo os cientistas, eles precisam acumular uma quantidade maior de dados para que seja possível descartar de vez todas as predições feitas pelo Modelo Padrão.

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Átomos pela Paz: uma colisão galáctica em ação

Átomos pela paz

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) captaram uma imagem espectacular da famosa galáxia Átomos pela Paz (NGC 7252).

O nome da galáxia Átomos pela Paz foi dado em homenagem a um discurso de um presidente dos Estados Unidos, que defendia o uso da energia nuclear para fins pacíficos.[Imagem: ESO]

Este amontoado galáctico, que se formou pela colisão de duas galáxias, dá aos astrônomos uma excelente oportunidade de estudar quais são os efeitos da fusão de galáxias na evolução do Universo.

Átomos pela Paz é o curioso nome dado a um par de galáxias em fusão, situado a cerca de 220 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Aquário.

Estas galáxias são também conhecidas por NGC 7252 e Arp 226, e são suficientemente brilhantes para serem vistas como uma mancha desfocada muito tênue com telescópios amadores.

Esta imagem, de grande profundidade, foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, situado no Observatório de La Silla, no Chile.

Colisão de galáxias

Uma colisão de galáxias é um dos processos mais importantes na evolução do Universo. O estudo deste fenômeno pode dar pistas importantes sobre a ascendência das galáxias atuais.

Felizmente, tais colisões são processos que duram centenas de milhões de anos, o que dá tempo suficiente aos astrônomos para estudá-los sem pressa.

Na colisão que originou a Átomos pela Paz, o intricado jogo de interações gravitacionais pode ser visto nas formas das caudas produzidas pelas correntes de estrelas, gás e poeira.

A imagem mostra também as incríveis conchas que se formam quando gás e estrelas são arrancados das galáxias em colisão e enrolados em torno do núcleo conjunto.

Embora muito material seja ejetado para o espaço, há regiões onde o material é comprimido, dando origem a intensa formação estelar. O resultado é a formação de centenas de enxames estelares muito jovens, com cerca de 50 a 500 milhões de anos, os quais se acredita serem os pais dos enxames globulares.

A Átomos pela Paz pode bem ser um retrato do nosso futuro e do destino da Via Láctea. Os astrônomos acreditam que, dentro de cerca de três ou quatro bilhões de anos, a Via Láctea irá colidir com Andrômeda.

Por que Átomos pela Paz?

O curioso nome da galáxia tem uma história interessante.

Em Dezembro de 1953, o presidente dos Estados Unidos, Eisenhower, fez um discurso que foi apelidado de Átomos pela Paz. Esse discurso visava promover a energia nuclear para fins pacíficos - um assunto particularmente quente naquele momento.

O discurso e a conferência onde ele foi feito produziram reflexos na comunidade científica, o que levou a que a NGC 7252 fosse batizada de galáxia Átomos pela Paz.

De certo modo, o nome é estranhamente apropriado: a forma curiosa que observamos é o resultado da fusão de duas galáxias, que se unem para produzir algo completamente novo e magnífico, um pouco como acontece na fusão nuclear.

Além disso, as laçadas gigantes observadas na imagem lembram o diagrama dos elétrons em órbita de um núcleo atômico.

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Super telescópio espacial é ameaçado por problemas de gestão

Ciência boa, administração ruim

"Os problemas que estão causando a elevação dos custos e os atrasos no cronograma do Projeto JWST estão associados com problemas de orçamento e de gestão do programa, e não por questões de desempenho técnico."

Um dos objetivos do James Webb será identificar as mais distantes galáxias, que se formaram quando o Universo era muito jovem, e tentar ligar a formação da Via Láctea com o Big Bang. [Imagem: NASA]

É assim que começa um relatório independente que revisou o projeto do James Webb Space Telescope (JWST), um super telescópio que deverá substituir, e superar largamente, o telescópio espacial Hubble.

A avaliação foi pedida pela senadora Barbara Mikulski, que afirma apoiar a astronomia espacial, mas não que não gosta de orçamentos furados.

E ela parecia ter razão. A comissão independente avaliou que a própria NASA não percebeu erros no orçamento original e que tampouco os gerentes do projeto tomaram as medidas adequadas.

A NASA respondeu que "não tinha o pessoal necessário" para fazer o trabalho na época e já trocou os administradores da missão.

Telescópio James Webb

O James Webb já consumiu US$ 5 bilhões e ainda precisará de outro US$1,5 bilhão.

O problema maior é que nem todo esse dinheiro já está garantido: o projeto deverá conseguir pelo menos mais US$200 milhões adicionais em 2011 e outros US$200 milhões em 2012.

Os prejuízos já são líquidos e certos: o James Webb sofrerá novo atraso e é mais provável que seja lançado no período entre 2015 e 2017. O cronograma inicial previa o lançamento em 2011, e o atual estabelecia o lançamento para 2014.

O James Webb terá um espelho de berílio de 6,5 metros, quase três vezes maior do que o espelho do Hubble. Ele "enxergará" o Universo na faixa visível do espectro, mas será otimizado principalmente para a observação na faixa infravermelha.

Um de seus objetivos será identificar as mais distantes galáxias, que se formaram quando o Universo era muito jovem, e tentar ligar a formação da Via Láctea com o Big Bang.

Blocos básicos da vida

A missão abarcará quatro áreas científicas principais:

Primeiras luzes e a Reionização vai procurar identificar os primeiros objetos luminosos que se formaram no Universo primordial e acompanhar a era da ionização.

Formação das Galáxias, que irá determinar como as galáxias, e a matéria escura, incluindo gás, estrelas, metais, estruturas físicas (como braços espirais) e núcleos ativos, evoluíram até os dias atuais.

A Pesquisa sobre o Nascimento das Estrelas e dos Sistemas Protoplanetários irá focar no nascimento e no desenvolvimento inicial das estrelas e na formação dos planetas.

Sistemas Planetários e as Origens da Vida irá estudar as propriedades físicas e químicas dos sistemas planetários (incluindo o nosso) e onde os "blocos básicos de construção da vida" podem estar presentes.

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domingo, 14 de novembro de 2010

A 10 trilhões de °C, LHC pode ter criado novo estado da matéria

No último dia 7, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), maior acelerador de partículas do mundo, começou a colidir átomos pesados (de chumbo), em vez da usual colisão entre prótons, o que causou a produção de "mini big bangs". Por causa desses fenômenos, o colisor está alcançando a temperatura de 10 trilhões de °C, marca recorde em um experimento científico. "A importância deste novo fato é que espera-se com essa temperatura a criação de um novo estado da matéria, o chamado plasma de quarks e glúons", diz o brasileiro Gilvan Augusto Alves, doutor em física e colaborador do projeto do LHC.

Imagem gerada em computador reproduz a colisão de átomos de chumbo Foto: Cern/Divulgação

Essa comprovação, afirma Alves, é importante para verificar se a teoria das interações fortes - a cromodinâmica quântica - descreve de forma adequada as interações que mantém as partículas unidas no núcleo do átomo.

O que é a teoria da cromodinâmica quântica?

Desde que se observou que os prótons e nêutrons são compostos de quarks, ficou claro que a mesma força que mantém o núcleo atômico unido, chamada de força nuclear forte, também é responsável por manter os quarks unidos no interior de prótons e nêutrons. "A teoria da cromodinâmica quântica explica como acontecem as interações entre quarks, e consequentemente, toda a matéria nuclear."

Na opinião de Gilvan Alves, essa teoria é importante não só pelo fato de descrever as forças que formam prótons, nêutrons e toda a matéria nuclear, mas também por explicar como se produzem todos os outros tipos de quarks, como o quark top, e até mesmo como deve ser a produção do Bóson de Higgs, um dos principais objetivos dos experimentos do LHC.

Conclusões só depois de 2012

Essa foi a primeira vez que esse tipo de colisão de núcleos foi feita no LHC, e o processo deve durar até 6 de dezembro. Alves explica que a comunidade científica não espera um resultado conclusivo agora, pois o projeto possui outros objetivos mais imediatos. "Acontece que a prioridade do LHC é descobrir o bóson de Higgs e outros fenômenos que não estejam previstos pela teoria (da cromodinâmica quântica), então as colisões de núcleos pesados tem que esperar, pois até 2012 o LHC vai operar com prótons, que é o modo de operação onde se tem mais chance de produzir esses novos fenômenos", diz o pesquisador.

"Na verdade essa confirmação leva um certo tempo, pois são necessárias várias colisões com as mesmas características para que se tenha certeza que o estado foi produzido, e nem todas as colisões produzem o plasma de quarks e glúons. Além disso, espera-se que todos os experimentos (os detectores Alice, CMS e Atlas, que fazem os registros das colisões) confirmem esse estado e isso também não é imediato", falou.

Ele define esta fase como uma espécie de teste, que verificou se o acelerador funciona bem com a colisão de núcleos. "São necessários vários meses de colisões para que se tenham dados suficientes para uma resposta conclusiva, e isso só deve acontecer depois de 2012", revelou.

O acelerador de partículas vai continuar colidindo núcleos de chumbo para estudar em detalhes esse tipo de fenômeno até o dia 6 de dezembro. Depois disso, haverá uma pausa para manutenção e, em fevereiro de 2011, retomará as colisões de prótons a 7 teraelétron-volts (TeV) - energia 3,5 vezes superior a qualquer outro acelerador de partículas, mas bem abaixo dos 14 TeV que os pesquisadores pretendem atingir em 2013 -, que devem continuar até o final de 2011.

Como o LHC não derrete?

Mesmo atingindo tal temperatura, o equipamento não derrete devido à colisão dos núcleos de chumbo ocorrer no vácuo do acelerador. Quando as partículas resultantes da colisão atingem os detectores, que estão fora do vácuo, a temperatura já é baixa o suficiente para não causar problemas ao equipamento, embora ainda cause algum tipo de dano pela radiação intensa, o que segundo Gilvan Alves, "é aceitável".

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Estrela em Plêiades destrói nebulosa

No aglomerado de estrelas Plêiades, uma nebulosa está sendo destruída devido à intensa luz de um dos sóis.

A estrela Merope (que não aparece na foto, mas está no canto esquerdo) está destruindo sua vizinha nebulosa

Localizado a apenas 400 anos-luz, o Plêiades, também conhecido como Sete Irmãs ou M45, é um dos clusters mais próximos e mais brilhantes – e pode ser visto a olho nu aqui da Terra.

Nos últimos 100 mil anos, esta nuvem de gás e poeira fotografada pelo Hubble acabou se aproximando tanto de uma das estrelas que a luz emitida por ela está repelindo seu material – especialmente as pequenas partículas, repelidas com ainda mais força.

A distância entre a nebulosa e a estrela Merope é apenas 3.500 vezes aquela entre a Terra e o Sol. Como resultado, parte da poeira ficou estratificada, apontando em direção a Merope.

As partículas mais próximas da estrela são as de maior massa, e menos afetadas pela pressão da radiação. Com o passar do tempo, toda a nebulosa será destruída.

Fonte:
http://info.abril.com.br

Astrônomos descobrem bolhas gigantescas na Via Láctea

Usando dados do Telescópio Fermi, uma equipe de astrônomos e astrofísicos identificou uma gigantesca estrutura que abrange mais da metade do céu visível, espalhando-se a partir do eixo central da Via Láctea.

De uma extremidade a outra, as bolhas de raios gama estendem-se por 50.000 anos-luz, metade do diâmetro da Via Láctea. [Imagem: Goddard Space Flight Center]

A partir do centro da galáxia, as duas bolhas prolongam-se em direções opostas, cobrindo da constelação de Virgem até a constelação de Grus.

Mas como é que algo tão grande nunca havia sido visto antes?

A chave é o Telescópio Espacial Fermi, da NASA, o mais sensível detector de raios gama já lançado ao espaço. Raios gama são a forma mais energética da luz.

Outros astrônomos que estudaram os raios gama não haviam detectado as bolhas em parte por causa de um "nevoeiro" de radiação gama que aparece em todo o céu.

Essa neblina de alta energia surge quando partículas se movendo perto da velocidade da luz interagem com a luz e com o gás interestelar na Via Láctea.

A equipe do telescópio refina constantemente seus modelos, de forma a descobrir novas fontes de raios gama obscurecidas por esta emissão difusa.

Emissão de raios gama

Usando várias estimativas da neblina de raios gama, Doug Finkbeiner e seus colegas do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica, nos Estados Unidos, foram capazes de "soprá-la" das imagens, desvendando as bolhas gigantes.

Agora falta descobrir o que exatamente são as bolhas: "Nós não entendemos completamente nem sua natureza e nem a sua origem," diz Finkbeiner.

A equipe está realizando mais análises para entender melhor como a estrutura pode ter sido formada. As emissões das bolhas são muito mais energéticas do que o nevoeiro de raios gama visto em outras partes da Via Láctea.

As bolhas também parecem ter bordas bem definidas. A forma da estrutura e as emissões sugerem que ela se formou como resultado de uma liberação de energia grande e relativamente rápida - cuja origem continua um mistério.

Outros astrônomos que estudaram os raios gama não haviam detectado as bolhas em parte por causa de um "nevoeiro" de radiação gama que aparece em todo o céu. [Imagem: NASA/DOE/Fermi LAT/D. Finkbeiner et al.]

Uma possibilidade inclui um jato de partículas de um buraco negro supermaciço no centro da galáxia.

Em muitas outras galáxias, os astrônomos já observaram jatos de partículas alimentados pela matéria que cai dentro de um buraco negro central. Embora não haja evidências de que o buraco negro da Via Láctea tenha um jato assim na atualidade, ele pode ter tido no passado.

As bolhas também podem ter-se formado como resultado da ejeção de gás de uma explosão de formação de estrelas, talvez a que produziu muitos aglomerados de estrelas maciças no centro da Via Láctea, vários milhões de anos atrás.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Astrônomos acham sistema planetário ao redor de estrela binária

Astrônomos das universidades de Warwick e de Sheffield, ambas no Reino Unido, afirmam ter descoberto um raro sistema planetário em uma estrela binária.

A estrela binária NN Serpentis é formada por uma estrela anã vermelha e uma anã branca que orbitam uma a outra e estão muito próximas, o que diminui o tempo de órbita - se elas estivessem no lugar do nosso Sol, veríamos a anã vermelha, que é maior, eclipsar a branca a cada três horas e sete minutos.

Astrônomos dizem que as prováveis cores e tamanhos dos planetas e estrelas lembram um jogo de sinuca
Foto: Universidade de Sheffield/ Universidade de Warwick /Divulgação

Já se acreditava que pelo menos um planeta orbitava NN Serpentis. Contudo, um estudo desses constantes eclipses registrou um padrão de pequenas, mas significantes irregularidades na órbita das estrelas e indicou a presença de dois planetas gigantes gasosos. Um deles com seis vezes a massa de Júpiter e com uma órbita de 15,5 anos ao redor da estrela binária. O outro, acreditam os astrônomos, tem 1,6 vezes a massa do nosso maior planeta e leva 7,75 anos para terminar sua órbita.

Segundo os astrônomos, a descoberta de planetas já se tornou mais comum - são conhecidos pelos menos 490 fora do Sistema Solar. Contudo, poucos sistemas planetários são conhecidos em estrelas binárias.

"Se estes planetas nasceram com suas estrelas, eles devem ter sobrevivido a um evento dramático há milhões de anos: quando a estrela primária original inchou e se transformou em uma vermelha gigante, fazendo a estrela secundária "mergulhar" nesta estreita órbita atual, e assim lançando a maior parte da massa da primária", diz Vikram Dhillon, da Universidade de Sheffield. Outra possibilidade é que os planetas tenham se formado da massa ejetada pela estrela.

"Mais da metade das estrelas são binárias, mas nós temos muito a aprender sobre os efeitos de planetas ao redor delas. Uma vez que estes planetas podem ser muito jovens, eles ainda pode ser muito brilhantes, o que significa que nós poderíamos olhar diretamente para a luz deles (observar diretamente os planetas). É uma possibilidade muito empolgante", diz Stuart Littlefair, também de Sheffield.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nasa divulga nova imagem da "estrela da morte"

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta segunda-feira uma nova imagem da "estrela da morte", como é conhecida a lua Mimas, de Saturno, por causa da sua semelhança com a estação espacial esférica chefiada pelo vilão Darth Vader na saga Star Wars.

Lua Mimas lembra a Estrela da Morte da trilogia Star Wars
Foto: Divulgação

O que mais chama a atenção na lua é a gigantesca cratera Herschel, com 130 km de largura. A cratera é um dos objetos mais estudados pela missão Cassini.

A imagem foi registrada em luz visível no dia 16 de outubro e divulgada nesta segunda-feira. A sonda estava a 103 mil km de distância quando fez a fotografia.

A missão é uma cooperação entre a Nasa e as agências espaciais europeia (ESA, na sigla em inglês) e italiana, sendo administrada pelo Laboratório de Propulsão a Jato, no Instituto de Tecnologia de Pasadena, nos Estados Unidos.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

LHC cria "mini big bangs" e chega a 10 trilhões de °C

O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), maior acelerador de partículas do mundo, vê as maiores temperaturas já produzidas por um experimento científico, graças a uma agitação que lembra "mini big bangs". Por causa desses fenômenos, o colisor está alcançando a temperatura de 10 trilhões de °C. As informações são do site da revista New Scientist.

Imagem gerada por computador reproduz como foram colisões

No dia 7 de novembro, o LHC começou a colidir átomos pesados (de chumbo), em vez da usual colisão entre prótons, o que causou a produção dos "mini big bangs". Nesta temperatura, o núcleo dos átomos derrete em uma mistura de quarks e glúons, conhecida por plasma de quark e glúon.

A formação desse plasma é fundamental para o sucesso da teoria da cromodinâmica quântica (QCD, na sigla em inglês), que explica que, enquanto pesquisamos o passado cada vez mais antigo da história do universo, a força das interações cai para quase zero.

em outras palavras, o plasma resultante permitirá aos cientistas estudarem o universo da forma em que era aproximadamente um milionésimo de segundo após o big bang.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

Acelerador de partículas LHC ativa colisões de íons de chumbo

O grande acelerador de partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), o mais potente do mundo, provocou as primeiras colisões de íons de chumbo, despertando mais incógnitas sobre a origem do Universo. Segundo o organismo, os experimentos com as partículas pesadas começaram nesta segunda-feira (8), pois conseguiram condições estáveis no funcionamento do acelerador e nas colisões.

Monitor registra choque subatômico promovido pelo LHC nesta segunda-feira (8) (Foto: ATLAS Experiment / Cern divulgação)

O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

O LHC, situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteiro franco-suíça, começou a circular partículas em novembro de 2009 (depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento). Em 30 de março deste ano, o LHC promoveu as primeiras supercolisões de partículas 'de laboratório' da história.

'Nova fase'
Os experimentos com íons de chumbo abrem "uma nova fase na pesquisa do programa do acelerador para sondar a matéria, como acontecia nos primeiros instantes do Universo", logo depois do Big Bang, segundo o Cern.

Técnicos instalam componentes do Atlas, um dos detectores de partículas do LHC (Foto: Claudia Marcelloni / Cern 24-7-2009)

"Um dos principais objetivos desta nova fase é produzir quantidades ínfimas dessa matéria e estudar sua evolução para aquela que constitui o Universo atualmente", precisou o organismo.

"A rapidez na transição para as colisões de íons de chumbo representa um sintoma de maturidade do LHC", segundo o diretor geral do Cern, Rolf Heuer.

O LHC acelerará e chocará íons de chumbo até o dia 6 de dezembro, momento em que a máquina fará uma parada técnica para sua manutenção, antes de retomar as atividades em fevereiro de 2011.

Fonte:
http://g1.globo.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sonda é bem-sucedida em manobra para analisar núcleo de cometa

A Nasa, a agência espacial americana, aproximou com sucesso a sonda Deep Impact do cometa Hartley 2 nesta quinta-feira (4/11/2010).

Gravura mostra Deep Impact passando pelo cometa Hartley 2 (ilustração: Nasa)

O objetivo do projeto, batizado EPOXI, é analisar o núcleo de um cometa pequenino mas hiperativo, caracterizado pela liberação de jatos de gases que podem até alterar sua trajetória.

A Deep Impact chegou a 700 quilômetros do "alvo" a uma velocidade relativa (considerando o movimento da nave e do cometa) de 12 km por segundo.

Uma das primeiras imagens enviadas pela sonda para a base da missão (reprodução)

Oito minutos antes da maior aproximação, às 11h59 (hora de Brasília), a antena da nave foi apontada para a Terra e começou a descarregar memória de seu computador de bordo, liberando pacotes de dados técnicos sobre as condições da sonda.

Cerca de 20 minutos depois, as primeiras imagens do encontro cruzaram os 37 milhões de quilômetros da Deep Impact até a rede de antenas do projeto, posicionadas em Goldstone, Califórnia.

O Hartley 2, em imagem enviada pela sonda Deep Impact (Foto: Nasa / JPL-Caltech)

A primeira imagem do Hartley 2 chegou à base da missão, o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Califórnia, às 13h01 (hora de Brasília). A sequência completa está disponível no site da Nasa.

Primeira imagem do 'encontro' com o cometa Hartley 2 chegou às 13h01 de Brasília (ilustração: Nasa / JPL-Caltech)

Há cinco anos, a Deep Impact disparou um objeto contra o cometa Tempel 1para colher dados sobre seu núcleo. Foi a primeira vez que informações sobre o núcleo de um cometa foram obtidas.

Fonte:
http://g1.globo.com

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Descobertos sinais de fontes de água quente no passado de Marte

Depósitos minerais de mais de 3 bilhões de anos encontrados em um vulcão de Marte podem preservar sinais de um ambiente habitável no planeta vermelho.

NASA/JPL-Caltech
Projeção do cone vulcânico de NIli patera, com depósitos brancos de sílica hidratada

Observações do satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) permitiram que pesquisadores identificassem o mineral como sílica hidratada, e determinassem seu contexto. A composição dos depósitos e sua localização, nos flancos de um cone vulcânico, são a melhor evidência já descoberta em Marte de um ambiente hidrotermal - uma fumarola, ou nascente de água quente - diz nota emitida pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

Ambientes semelhantes podem ter fornecido hábitats para as primeiras formas de vida na Terra.

"O calor e a água necessários para criar esse depósito provavelmente fizeram dessa uma zona habitável", disse J.R. Skok, da Universidade Brown, principal autor do artigo com essas descobertas, publicado na revista Nature Geoscience. "Se houve vida ali, este seria um tipo promissor de depósito para sepultá-la - um necrotério de micróbios".

Nenhum estudo ainda foi capaz de determinar se Marte já teve vida no passado.Os novos resultados se unem à massa de evidência de que, em algumas épocas e lugares, o planeta pode ter tido ambientes capazes de sustentar micro-organismos.

O pequeno cone vulcânico se ergue cerca de 100 metros acima do fundo de uma depressão chamada Nili Patera. A patera, que é o fundo de uma caldeira vulcânica, ocupa cerca de 50 km da região vulcânica de Syrtis Major, na zona equatorial de Marte. Antes que o cone se formasse, fluxos de lava cobriam as planícies próximas. O desmoronamento de uma câmara de magma subterrânea da onde a lava emanava criou a depressão.

Fluxos de lava subsequentes cobriram o chão da Nili Patera. O cone foi construído de fluxos ainda posteriores, aparentemente depois que o magma subterrâneo adquiriu uma textura espessa o bastante para permitir a acumulação de material sob a forma de um cone.

Observações de câmeras do MRO revelaram superfícies brilhantes perto do topo do cone, espalhando-se pelos flancos, e no chão dos arredores. A composição dessas áreas brilhantes foi analisada por um instrumento a bordo do MRO.

A sílica pode ser dissolvida, transportada e concentrada por água quente. A sílica hidratada identificada nos locais mais elevados indica que nascentes de água quente ou fumarolas alimentadas por calor interno criaram os depósitos.

As zonas habitáveis, se existiram, teriam estado dentro ou na periferia das vias condutoras de água quente.

Fonte:
http://www.estadao.com.br

Nasa revela existência de milhões de planetas do tamanho da Terra

Estudo encomendade pela Nasa - a agência espacial americana - aponta que pelo menos uma em cada quatro estrelas similares ao Sol na Via Láctea pode ter planetas do mesmo tamanho do que a Terra, o que indica que podem existir milhões desse tipo, alguns deles potencialmente habitáveis.


Trata-se do censo planetário mais amplo jamais realizado, explicou a agência, que encomendou à Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, esta pesquisa publicada pela revista Science em sua edição de 29 de outubro.

"Este é o resultado de anos de acompanhamento estatístico dos planetas", indicou o astrônomo Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, um dos principais coautores da pesquisa. "Os dados recolhidos indicam que nossa galáxia contém cerca de 200 bilhões de estrelas, tem pelo menos 46 bilhões de planetas do mesmo tamanho que a Terra, sem contar aqueles cujas órbitas estão mais longe da zona habitável", indicou, explicando que essa zona não é muito quente nem muito fria, e onde a água pode existir em seu estado líquido.

Os astrônomos autores deste trabalho utilizaram dois potentes telescópios ópticos e próximos do infravermelho WMKeck em Mauna Kea, no Havaí, durante cinco anos, para rastrear 166 estrelas em um espectro de 80 anos-luz da Terra. Um ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros. Foram procurados planetas de tamanhos diferentes, que vão de três a mil vezes o tamanho da Terra.

Todos os planetas que formam parte desta pesquisa têm uma órbita próxima de sua estrela e os resultados do censo mostram as vantagens dos pequenos planetas sobre os grandes, o que indica que os planetas pequenos são mais freqüentes na Via Láctea. "Estudamos os planetas com uma grande variedade de massas, como se catalogássemos num cânion os penhascos, as rochas e as pedras e encontrássemos mais rochas que penhascos e mais pedras do que rochas", afirmou Andrew Howard, outro autor da pesquisa. "Nossa tecnologia terrestre não pode ver os grãos de areia, ou seja, planetas do tamanho da Terra, mas se pode estimar o número", explicou.

"Estes planetas em nossa galáxia são como grãos de areia espalhados pela praia, estão em todas as partes", afirmou ainda Howard. Esta pesquisa também proporciona inúmeras indicações de que os planetas potencialmente habitáveis poderiam ser uma legião. Muitos desses planetas orbitam em torno de suas estrelas a uma distância onde as temperaturas são propícias para a vida.

O telescópio espacial Kepler, da Nasa, explora os sistemas de estrelas similares à nossa em busca de planetas do tamanho da Terra e os astrônomos esperam que os encontrem nos próximos anos.

Este mais recente censo planetário indica que cerca de 6,5% das estrelas tem planetas de massa intermediária, ou seja, de 10 a 30 vezes o tamanho da Terra, como Netuno e Urano. Além disso, 11,8% dessas estrelas têm planetas chamados "super-Terra", com uma massa de três a dez vezes o tamanho da Terra.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br
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